
Um vídeo, de quase 50 minutos, do Youtuber Felca, conseguiu chamar a atenção para um tema extremamente importante que é, de certa forma, ignorado: a adultização. Felca não fez mais um vídeo de opinião, mas trouxe um material que mistura indignação, exposição de casos e um chamado para que encaremos o problema.
Se você nunca ouviu esse termo, preste bastante atenção: quando crianças e adolescentes são colocados ou incentivados a agir, vestir e se comportar como adultos, tendo uma construção estética e comportamental que na maioria das vezes flerta com a sexualização precoce, chamamos isso de adultização.
Muitas pessoas condicionam essas crianças e adolescentes a esse comportamento para produzir um tipo de conteúdo que nunca fica restrito ao entretenimento inocente e divertido. Inevitavelmente, um público que não deveria estar assistindo é atraído e isso pode ser perigoso.
No vídeo, Felca usa o influencer Hytalo Santos como exemplo de quem coloca menores em um “clima adulto”. O youtuber chama as situações de “nefastas” e “circo macabro”. Ele denuncia que esse tipo de conteúdo pode estar sendo consumido por adultos com intenções criminosas.
Rapidamente, o vídeo ganhou cortes no TikTok, X e Instagram, ultrapassando milhões de visualizações. A audiência tem aplaudido o Youtuber dizendo que ele teve coragem de expor uma situação que muitos tem medo de mostrar.
Felca, também, pretende processar mais de 200 perfis que, segundo ele, inventaram acusações falsas a seu respeito. No entanto, o influenciador deixou uma possibilidade em aberto: um acordo de composição cível, onde a pessoa tem que fazer uma doação de R$250,00 para uma instituição de proteção da infância e combate a exploração infantil.
Ninguém pode ignorar esse tema. Em um mundo digitalizado, onde do dia para noite qualquer um pode virar uma celebridade, e colher bons frutos da fama, devemos lembrar que a internet é um local que expõe vulnerabilidades que nem sempre enxergamos. Quando falamos de crianças e adolescentes, é ainda pior, pois é nesse cenário que muitas pessoas, com intenções criminosas, as exploram.
Se for assistir ao vídeo, não veja como se fosse apenas “mais uma treta”. Reflita sobre o papel de cada um e fique atento para impedir que esse tipo de conteúdo continue a existir.
Para qualquer denúncia anônima:
Ligue 100 de telefone fixo ou celular.
ONGs:






