
Na escala termodinâmica, o zero absoluto tem sua temperatura medida como -273,15 °C, a mais baixa possível. Sendo assim, não há nenhum tipo de calor ou movimento de átomos.
Uma equipe de pesquisadores do Centro de Tecnologia e Microgravidade (ZARM) da Universidade de Bremen chegou perto desse feito ao produzir uma temperatura 38 trilionésimos de grau acima do zero absoluto.

A equipe de físicos em frente a capsula de pesquisa : Christian Deppner, Merle Cornelius, Julia Pahl, and Peter Stromberger.
© ZARM
Como o experimento foi realizado
Primeiramente, os físicos iniciaram uma nuvem de 100.000 átomos de rubídio (um elemento metalico leve, brancoprateado), presos em um campo magnético em uma câmara de vácuo.
> Posteriormente, eles resfriaram isso para formar um gás quântico chamado Condensado de Bose-Einstein (BEC), local onde os átomos agem como um grande átomo fazendo com que os estranhos efeitos quânticos sejam vistos, mas apenas em dois bilionésimos de grau acima do zero isso seria impossível.
Na instalação de pesquisa da Bremen Drop Tower, derrubaram a armadilha BEC 120 m (393,7 pés). Portanto, durante a queda livre, a equipe desligou o campo magnético contendo o gás desligado e ligado repetidamente.
Quando o campo magnético está desligado, o gás começa a se expandir e quando é voltado para o gás, é forçado a se contrair novamente. Essa mudança retarda a expansão do gás quase para uma parada completa. Portanto, reduzir essa velocidade molecular de forma efetiva reduz a temperatura.
Enfim, pesquisas conseguiram manter essa temperatura por 2 segundos, entretanto, as simulações provaram que ela poderia se extender por 17 segundos em uma situação que envolva menor gravidade, por exemplo, em uma Estação Espacial.
O site New Atlas publicou a pesquisa.






