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Fóssil raríssimo mostra cardume inteiro de peixes de 50 milhões de anos

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      31/05/19 às 19h07

A arqueologia é um ramo que parece que nunca vai descansar por tanto trabalho que faz ao redor do mundo. Sempre em busca de achados e novas descobertas para a humanidade. E são essas novas descobertas que levam os pesquisadores e cientistas a continuarem tentando desvendar todos, ou pelo menos grande parte, dos segredos dos nossos ancestrais ou do passado.

Nosso mundo, é cheio de mistérios e segredos. Estes que vivemos tentando descobrir ou decifrar. O ser humano é movido pela curiosidade e não é à toa que já fomos capazes de desvendar uma grande quantidade de acontecimentos que remontam a milhares de anos atrás. Um bom exemplo são alguns achados arqueológicos, que sempre nos deixam entusiasmados.

A ciência está sempre disposta a trabalhar incansavelmente na tentativa de conseguir solucionar tudo que envolve uma nova descoberta. Quanto mais descobertas são feitas, mais perguntas surgem e a humanidade fica cada vez mais ansiosa por respostas.

Quando olhamos para nós, humanos, vemos que somos uma espécie bastante jovem e insignificante perto de quase todos os outros seres vivos que habitam nosso planeta há muito mais tempo. E os fósseis, que os arqueólogos acham, são como presentes para a humanidade neste sentido. Isso porque é através deles que podemos ver como era o nosso planeta há milhares de anos.

Descoberta

E uma nova descoberta foi o fóssil de um cardume de peixes, datado de 50 milhões de anos. Esse fóssil foi encontrado em uma laje de calcário despretensiosa da formação Rio Verde na América do Norte. Foi lá que, não um, nem dois, mas um cardume inteiro de peixes teve o seu local final de descanso.

Os peixes eram da espécie Erismatopterus levatus. Não se sabe ao certo como todos foram destruídos tão repentinamente. Mas segundo pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona e do Museu Memorial Mizuta, no Japão, eles supõem que uma duna de areia em águas rasas poderia ter desmoronado em cima desses pequenos peixes.

Essa espécie de peixe costumava viver nos lagos montanhosos da região de Green River durante o Eoceno, período que aconteceu entre 56 a 34 milhões de anos atrás. Um peixe adulto da espécie tem 6,5 centímetros de comprimento. Mas esses foram encontrados eram bebês, até porque a maior parte deles não passava dos 20 milímetros.

Mesmo que o tamanho dos peixes seja pequeno, para os cientistas, essa descoberta foi bastante grandiosa. Esses fósseis dão um grande vislumbre do passado do nosso planeta. Mas eles raramente nos dão uma ideia de como esses animais antigos se comportaram. E seus comportamentos também podem ter mudado com o tempo.

Peixes

Saber que os peixes andam em cardumes há tempos, é uma coisa. Esse fóssil agora foi a prova desse comportamento, congelado em pedra.

Essa oportunidade rara deu aos pesquisadores a oportunidade de examinar os movimentos dessa espécie perdida há muito tempo. A equipe mediu todos esses minúsculos peixes, mapeou suas posições e fez mil simulações diferentes do movimento que o cardume poderia ter feito.

Com essa descoberta é possível ver que os peixes andam em cardumes por pelo menos 50 milhões de anos. E o que é mais interessante é que as espécies de peixes que têm esse hábito de andar em cardumes nos dias de hoje não descendem evolutivamente desses peixes do Eoceno.

E como vários peixes dos dias de hoje, esses provavelmente estavam tentando diminuir suas chances de serem engolidos por algum predador. Até que o final deles foi ficarem para sempre em uma rocha.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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