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Fóssil revela quando ocorreu a extinção dos 'unicórnios' siberianos

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      11/09/18 às 15h14

Em 2016, foi encontrado no Cazaquistão um crânio bem preservado de uma espécie que é conhecida pelos cientistas como unicórnio siberiano (Elasmotherium sibiricum). Por muito tempo, acreditava-se que este mamífero tivesse sido extinto há cerca de 350 mil anos. No entanto, o novo fóssil encontrado fez essa afirmação cair por terra.

Segundo o novo artefato, esses animais ainda habitavam a Terra há cerca de 29 mil anos atrás. Mas essas criaturas, apesar do nome que remete às criaturas doces e fofas dos contos infantis, eram bem desengonçados e muito grandes. Bem similares aos modernos rinocerontes. No entanto, o chifre que ele carregava era muito poderoso.

O unicórnio siberiano

O unicórnio siberiano media cerca de 2 metros de altura, 4,5 metros de comprimento e chegava a pesar 4 toneladas. O que o faz muito mais parecido, em tamanho, com um mamute do que um cavalo como costumavam acreditar os cientistas. O fóssil foi encontrado na região de Pavlodar, no Cazaquistão.

Através da datação por carbono, os pesquisadores estimam que o crânio encontrado tenha por volta de 29 mil anos. A alimentação desse animal, segundo o estudo publicado no American Journal of Apllied Science, consistia basicamente em grama. O crânio muito bem preservado encontrado possivelmente era de um exemplar macho muito velho.

O refúgio

A dúvida que cerca os profissionais responsáveis pelo estudo é como teriam sobrevivido esses animais, uma vez que outros exemplares da mesma espécie morreram centenas de milhares de anos antes. "Possivelmente, o sul da Sibéria ocidental era um refúgio, onde esta espécie de rinoceronte se manteve preservada por muito mais tempo em comparação com os outros", afirmou Andrey Shpanski, integrante da equipe que realizou o estudo.

Os profissionais envolvidos agora esperam compreender como os fatores ambientais estavam envolvidos no processo de extinção desses animais e como ocorreu que alguns deles possam ter sobrevivido apenas através do processo de migração. Além de que, querem compreender de que forma o fato desses animais sobreviverem pode auxiliar nas questões ligadas à sobrevivência de nossa própria espécie.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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