O mistério envolvendo a morte de 134 mil antílopes no Cazaquistão

POR Ultra Curioso    EM Natureza      09/09/15 às 19h04

Uma tipo de antílope da espécie Saiga tem gerado muita polêmica e mistério ao protagonizar um estranhíssimo fenômeno no país asiático do Cazaquistão. O animal tem um traço característico que é seu focinho (semelhante ao de uma anta), e está na lista de animais ameaçados de extinção da União Internacional da Conservação da Natureza, não bastasse isso, o antílope simplesmente está morrendo repentinamente aos milhares, e o pior: sem nenhum explicação.

Você vai conhecer agora, aqui no Ultra Curioso, o mistério envolvendo a morte de 134 mil antílopes no Cazaquistão. Um fenômeno que está tirando o sono dos pesquisadores e desafiando (literalmente) a lógica que a natureza impõe sobre o reino animal.

Tudo começou quando em maio de 2015 o geoecologista Steffen Zuther e sua equipe embarcou rumo ao Cazaquistão, onde planejavam monitorar uma manada de antílopes da espécie Saiga. A espécie é importantíssima no ecossistema das estepes, onde o frio intenso do inverno do Cazaquistão impede que as plantas se decomponham. É onde entram os antílopes.

Os animais acabam cumprindo essa função ao comer esses restos da decomposição, reciclando os nutrientes e impedindo que o excesso de folhas ocasione incêndios. Segundo Steffen Zuther, é possível perceber que onde encontra-se Saiga, também há outras espécies em abundância.

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Entretanto, ao chegar na área que iria ser analisada, alguns veterinários locais afirmaram que havia centenas de antílopes Saiga mortos. Quatro dias depois, essas mesmas centenas haviam se transformado em 60 mil. Depois de mais duas semanas, o número chegou a inacreditáveis 134 mil antílopes mortos.

Investigando mais a fundo, os estudiosos descobriram que só no ano de 2014 as mortes misteriosas dos antílopes chegaram a extraordinários e preocupantes 250 mil.

As manadas desses antílopes predominam em países como Rússia, Cazaquistão e Mongólia. Os grupos se reúnem durante a estação do inverno e migram para outras áreas no outono, e é no fim da primavera e no começo do verão, período em que as fêmeas costumam parir seus filhotes, em que as mortes em massa acontecem.

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Os cientistas constataram que as fêmeas que se agrupam para dar à luz, bem como os filhotes destas, são os primeiros a morrer. Os pesquisadores começaram então a suspeitar que o chave do enigma do adoecimento dos antílopes possivelmente era transmitido por meio do leite das mães Saiga para os filhotes.

Depois de testes realizados nos tecidos dos animais, os cientistas descobriram que toxinas produzidas por uma bactéria (ainda sem definição) estavam causando um tipo de sangramento interno nos órgãos dos membros das manadas. Mas em todo caso, o mistério permanece.  De acordo com o pesquisador Zuther, "não tem nada demais nessa bactéria. A questão é descobrir o motivo de ela ter se desenvolvido tão rapidamente a ponto de ser transmitida para tantos animais".

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