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Galinhas têm sentimentos? Veja o que novo estudo diz

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O nosso planeta é extremamente grande e, é claro, diverso. É impossível falar sobre diversidade no mundo sem citar os animais, já que estão por toda parte e existem milhões de espécies. Nesse sentido, nós temos várias emoções que tem efeitos no corpo. Como por exemplo, ficar corado quando recebe um elogio ou comete uma gafe grande.

A vermelhidão nas bochechas é um indicador da emoção. Agora, cientistas na França descobriram que essa reação corporal também existe em outras espécies, especificamente nas galinhas domésticas.

Pode parecer estranho, mas as galinhas domésticas, ou galinhas Sussex, que são criadas no mundo todo para darem ovos e serem fontes de proteína,  ficam com o rosto vermelho dependendo das suas emoções.

Galinhas

Olhar digital

Para o estudo, os cientistas da Universidade de Tours observaram os animais por três semanas analisando o comportamento de seis galinhas da espécie, que tinham entre três e quatro meses de idade.

Os animais estavam  em um bosque no Vale do Loire, na França, e tiveram várias experiências, como, por exemplo, buscar alimentos, andar de forma livre e até serem capturadas. E os pesquisadores registraram tudo em vídeo.

No final do período, os pesquisadores selecionaram 18 mil fotos, frames dos vídeos e através de um software de imagens eles conseguiram identificar os níveis de vermelhidão na pele do rosto desses animais.

Conforme os resultados, as galinhas ficavam com o rosto um pouco corado quando estavam na frente de um alimento que gostavam. Já com relação à pele, ela ficava vermelha quando elas eram colocadas em alguma situação de estresse.

Em um segundo experimento, os pesquisadores colocaram 26 desses animais na presença de uma pessoa. Mas antes, metade deles foram preparados e passaram por um contato gradual com o humano durante cinco semanas, enquanto os outros não.

Com isso, as galinhas que foram treinadas ficaram com a pele do rosto sem nenhuma mudança de cor. Já as que não tiveram o contato prévio ficaram com seu rosto vermelho.

A hipótese para isso acontecer, de acordo com os pesquisadores, é que as galinhas têm sim sentimentos e que eles podem aparecer na pele do rosto delas.

Animais e sentimentos

G1

Cada vez mais a ciência tem mostrado que os animais sentem sim emoções. Como, por exemplo, animais com senso de humor comprovado pela ciência. Os grandes primatas são capazes de brincar provocando um ao outro. No caso de chimpanzés, orangotangos e gorilas, eles emitem um som parecido com o da risada humana quando estão brincando ou sofrem cócegas.

Além deles, o jogo e o humor são coisas comuns em vários mamíferos. Contudo, a capacidade de rir não é a mesma coisa que a capacidade de tirar sarro dos outros indivíduos da espécie. Por isso que o chamado senso de humor é uma sofisticação cognitiva exclusiva dos humanos.

O fato é que o humor pode ter um papel importante nos animais. Nas pessoas, ele pode quebrar o gelo, derrubar barreiras sociais e fortalecer relacionamentos. No caso dos outros animais, a grande parte das evidências do senso de humor são de casos isolados. Até porque foram feitos poucos estudos em larga escala.

Por mais que o humor seja uma emoção distintamente humana, alguns animais também conseguem usá-lo para fortalecer laços. E a nossa risada pode ser uma evolução do arquejo característico que os grandes símios fazem quando brincam.

Não é de se surpreender que os animais que mais parecem com os humanos quando sorriem ou choram são os primatas. Tanto é que os chimpanzés, gorilas e orangotangos têm expressões e vocalizações quase humanas. E os parentes mais próximos do ser humano, os chimpanzés e bonobos, têm a risada mais parecida com a nossa.

Em um estudo, a pesquisadora Isabelle Laumer, da Universidade da Califórnia (UCLA) em Los Angeles, nos EUA, assistiu mais de 75 horas de vídeos de grandes primatas interagindo. Como resultado, ela e sua equipe identificaram 18 tipos de provocações diferentes. As principais eram cutucar, bater, dificultar os movimentos, atingir com o corpo e puxar uma parte do corpo dos outros indivíduos.

Em alguns casos, os chimpanzés balançavam partes do corpo ou objetos no rosto dos outros indivíduos. Já os orangotangos puxavam os cabelos uns dos outros.

De acordo com os pesquisadores, esse comportamento de brincadeiras se assemelha ao de crianças humanas. Ele era intencional, provocador, persistente e tinha elementos de surpresa, brincadeiras e ver a reação do outro.

Fonte: Olhar digital

Imagens: Olhar digital, G1

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