
Pesquisas recentes indicam que a Geração Z não está seguindo muito os passos de seus antecessores e as carreiras de colarinho azul estão ganhando força.
Junto com os Millennials, essas gerações vêm redefinindo as normas tradicionais do mercado de trabalho e uma nova tendência está se destacando.
Um número crescente de jovens na faixa dos 20 anos está deixando empregos que exigem diploma e habilidades em programação, optando por esses trabalhos diferenciados.

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Carreiras de colarinho azul são aquelas com empregos que envolvem atividades manuais ou técnicas, muitas vezes em áreas como construção, indústria, manutenção, transporte e serviços gerais.
Esses trabalhos geralmente não exigem um diploma universitário, mas podem necessitar de treinamento técnico ou profissionalizante.
Exemplos incluem eletricistas, encanadores, motoristas, operários de fábrica e mecânicos. Além disso, com as novas tecnologias podemos incluir, por exemplo, motoristas de aplicativo, entregadores e atendentes digitais.
O termo “colarinho azul” vem do uso comum de uniformes de trabalho de cor azul nesses setores. Uniformes mais populares adotavam essa cor pela facilidade de produzir o tecido, além de ser algo que destacava os empregados em diferentes contextos.
As carreiras de colarinho azul podem exigir qualificação, mas muitas delas não precisam. Quando isso acontece costumam ser cursos curtos e mais simples focados na prática.
Ainda, muitas pessoas aproveitam carreiras anteriores na família para aprender o ofício. É o caso de pais, avós e responsáveis que possuem uma loja ou profissão mais manual, sem precisar sequer de qualificação anterior para começar a atuar.
Recentemente, em entrevistas à CNBC, revelou-se que o número de jovens na faixa dos 20 anos migrando para essas áreas está crescendo rapidamente.
Essa mudança é vista como uma estratégia, já que muitos trabalhadores das carreiras de colarinho azul estão se aposentando, criando uma grande demanda por novos profissionais.
Segundo dados da Gusto, compartilhados com a CNBC Make It, a quantidade de jovens entre 18 e 25 anos nesses setores aumentou significativamente desde 2020.
Existem três razões principais que motivam essa mudança: alta demanda, estabilidade financeira e salários mais altos.
A alta demanda por profissionais de colarinho azul é um dos fatores mais atraentes. Com o envelhecimento da força de trabalho em muitas dessas áreas e a aposentadoria de trabalhadores experientes, há uma grande lacuna que precisa ser preenchida.
Setores da construção, que trabalham com elementos um pouco mais braçais e complexos, estão constantemente em busca de novos profissionais. Além disso, esses empregos são essenciais para o funcionamento das sociedades modernas. Isso garante que a necessidade por esses serviços permaneça constante, independentemente de crises econômicas ou flutuações no mercado.
Ainda, a estabilidade financeira é outro ponto forte dessas profissões. Ao contrário de algumas áreas que exigem diploma universitário e enfrentam instabilidade ou saturação, carreiras de colarinho azul tendem a oferecer uma segurança maior, tanto em termos de empregabilidade quanto de renda.
A natureza indispensável dessas funções significa que, mesmo em tempos de incerteza econômica, a demanda por eletricistas, encanadores e operários qualificados, por exemplo, raramente diminui.
Muitos desses profissionais também têm a possibilidade de trabalhar de forma autônoma, o que pode aumentar ainda mais o controle sobre suas finanças e a estabilidade a longo prazo.
Por fim, os salários mais altos têm sido um fator decisivo na escolha por essas carreiras. Embora tradicionalmente associadas a salários mais modestos, as profissões de colarinho azul hoje oferecem remunerações altamente competitivas.
Em alguns casos, os rendimentos podem superar os de profissionais com diploma universitário, especialmente em áreas onde há escassez de mão de obra qualificada.
Em países como o Canadá e os EUA, empregados qualificados nessas áreas podem ganhar salários muito maiores, muitas vezes sem acumular dívidas de educação, o que é um diferencial em relação a outros setores que exigem anos de estudo e altos custos com mensalidades universitárias.
Além disso, é importante destacar que, em muitos casos, empregos que exigem diploma não trazem remunerações que sejam tão atrativas para justificar todos os anos de investimento e dedicação.

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Vale pontuar que as mudanças estão vindo em uma onda na geração, e não de forma pontual, em um país ou outro.
Por exemplo, muitas pessoas não sabem ou não querem realizar serviços simples em suas casas, como pintura ou reparos elétricos. Assim, as oportunidades nessas profissões estão aumentando cada vez mais.
E com uma economia menos estável do que era nos últimos anos, elementos como renda flexível e por diária traz atratividade para os empregados. Afinal, ficar um mês inteiro sem dinheiro, por exemplo, parece assustador, enquanto receber por diária ou serviço é mais interessante.
Além disso, em alguns países, os valores de estudos são exorbitantes. Muitos acumulam empréstimos, financiamentos e dívidas para bancar os estudos. Mesmo no Brasil, com universidades públicas, os valores ultrapassam o orçamento de famílias mais simples.
Nesse caso, os cursos técnicos ganham cada vez mais espaço, oferecendo formações completas com um custo menor e até mais rápido, já para trabalhar.
Por fim, com o avanço da tecnologia, menos pessoas parecem se interessar pelo mundo corporativo. Não lidar com reuniões, chefes e demandas é o que está tomando conta da geração Z na preferência pelas carreiras de colarinho azul.
Fonte: IGN






