
A Folha de São Paulo publicou uma entrevista, nesse mês de agosto, com o físico e cosmólogo Paul Davies, da Universidade Estadual do Arizona.
Nela, o estudioso afirmou que a física quântica poderá alcançar capacidades tão avançadas que seriam percebidas como “divinas”, por seres humanos.

Paul Davies
Davies, conhecido por seus estudos sobre cosmologia e vida extraterrestre, explicou que, algoritmos operando em computadores quânticos, podem realizar ações com tamanha sofisticação que seriam indistinguíveis de milagres.
Essas IAs poderiam lidar com problemas complexos da física e da biologia, de forma tão rápida e precisa, que pareceriam oniscientes.

Interior do computador quântico da IBM (Foto: IBM)
Segundo a Nature Physics, algoritmos quânticos podem processar dados simultaneamente em múltiplos estados, o que dá à essas máquinas uma vantagem sobre IAs clássicas.
As decisões são tomadas com base em padrões mais amplos e profundos graças ao princípio do entrelaçamento quântico.
Em 2019, o Google demonstrou o conceito de “supremacia quântica”:
Mas, os especialistas em IA alertam que os sistemas avançados de IA, especialmente aqueles baseados em computação quântica, podem desenvolver comportamentos imprevisíveis e difíceis de controlar caso não haja regulação global e eficaz.
Davies, em seu artigo “Can the Universe think?”, aborda ideias semelhantes. Ali, ele sugere que a mente pode emergir de sistemas físicos complexos, conceito que ele agora estende às IAs quânticas.
Portanto, apesar do tom provocador, a fala de Davies não é sensacionalista. Ele reforça que essas tecnologias, ainda, estão em estágio inicial, mas alerta:
Se não discutirmos agora as implicações filosóficas e morais, podemos nos deparar com sistemas que fogem completamente do nosso controle.
Fonte: Folha de São Paulo






