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Inteligência artificial pode descobrir se vivemos ou não na Matrix

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O mundo real parece, às vezes, ser apenas uma ficção. Diversas pessoas realmente acreditam que vivemos em um mundo irreal. A crença dessas pessoas é que nós, seres humanos e tudo o que nos cerca são apenas uma parte de um programa de computador ou coisa do tipo. É basicamente o que vemos no filme Matrix.

Como saber se algo, que está acontecendo nesse exato momento, na nossa frente, é realmente real? Alguns poderiam responder a essa pergunta afirmando que sabem que algo é verdadeiro no momento que você o vê ou sente algo. Mas e se existisse alguma coisa além disso?

Mesmo com a  descrença de alguns a respeito disso essa é uma dúvida que permanece mesmo com o passar do tempo. Tanto que recentemente um cientista criou um algoritmo de computador que pode levar as descobertas transformadas em energia e que a própria existência levanta a probabilidade de estarmos vivendo em uma simulação.

Algoritmo

Esse algoritmo foi criado pelo físico Hong Qin, do Laboratório de Física de Plasma de Princeton (PPPL) do Departamento de Energia dos EUA (DOE). Ele usa um processo de inteligência artificial chamado machine learning. Esse processo melhora o conhecimento do algoritmo de maneira automatizada através da experiência.

O objetivo do físico com seu algoritmo era prever as órbitas dos planetas no sistema solar. De acordo com Quin, os dados “são semelhantes ao que Kepler herdou de Tycho Brahe em 1601”. Então, a partir desses dados, um algoritmo de serviço consegue prever, de forma correta, outras órbitas planetárias no sistema solar. Até mesmo aquelas que forem parabólicas ou hiperbólicas.

Agora, Quin está adaptando seu algoritmo para que ele consiga prever, e até mesmo controlar, outros comportamentos. E o foco atual dessa mudança é em partículas de plasma em instalações construídas para a colheita de energia de fusão alimentando o sol.

“Geralmente na física, você faz observações, cria uma teoria baseada nessas observações, e depois usa essa teoria para prever novas observações. O que estou fazendo é substituir esse processo por um tipo de caixa preta que pode produzir previsões precisas sem usar uma teoria ou lei tradicional. Essencialmente, eu desviei de todos os ingredientes fundamentais da física. Eu vou diretamente de dados para dados. Não há lei da física no meio”, explicou.

Vivendo na Matrix

Um pouco da inspiração de Quin veio do filósofo sueco Nick Bostrom, que em seu artigo de 2003 disse que o mundo que vivemos pode ser na verdade uma simulação artificial. E Quin acredita ter conseguido com seu algoritmo dar um exemplo de trabalho de uma tecnologia subjacente que poderia suportar a simulação dita por Bostorm.

“Qual é o algoritmo rodando no laptop do universo? Se tal algoritmo existe, eu diria que deve ser um simples definido na discreta rede espacial. A complexidade e a riqueza do universo vêm do enorme tamanho da memória e do poder da CPU do laptop, mas o algoritmo em si poderia ser simples”, disse Quin.

Contudo, existir um algoritmo que deriva previsões significativas de eventos naturais a partir de dados não quer dizer que o ser humano tenha a capacidade de simular toda uma existência. O físico acredita que ainda estamos muitas gerações longes dessa capacidade.

O trabalho feito por Quin coincide com a lógica da hipótese de simulação de Bostrom. Isso significaria que “as teorias de campo discretas são mais fundamentais do que nossas leis atuais da física no espaço contínuo”, ressaltou Quin.

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