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João de Deus é condenado a mais de 109 anos de prisão

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João de Deus usava seu dom de se comunicar e funcionar como um intermédio entre o nosso mundo e o dos espíritos para curar e trazer a paz aos vivos. Por conta disso, ele é conhecido mundialmente e já foi tema de filmes e livros. A fama do médium era tanta que até mesmo Oprah Winfrey, a famosa apresentadora norte-americana, veio até o Brasil para entrevistá-lo.

Contudo, desde 2018, o médium foi acusado de abuso sexual e assédio não por uma, mas por várias pessoas. Mais de 200 queixas tinham sido feitas em 2018, número que aumentou com o passar do tempo.

Agora, o Tribunal de Justiça de Goiás condenou João de Deus a 109 anos e 11 meses de prisão por conta de seus crimes sexuais. A condenação foi feita em três processos que, além do tempo encarcerado exige que o médium pague até 100 mil reais por danos morais às suas vítimas. Mesmo tendo recebido a condenação, a defesa de João de Deus recorrerá.

A decisão foi dada pelo juiz Marcos Boetchat Lopes Filho, da comarca de Abadiânia. Contudo, mesmo com ela, o médium continua em prisão domiciliar.

Condenações de João de Deus

Gaúcha ZH

O médium foi condenado em três processos diferentes e como pena total teve os 109 anos e 11 meses. Suas condenações foram:

1 – Por crimes sexuais contra cinco vítimas, entre 2010 e 2016: ele recebeu a sentença de 51 anos e 9 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

2 – Por crimes sexuais contra três vítimas, entre 2011 e 2013: João de Deus foi condenado a 16 anos e 10 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

3 – Por crimes sexuais contra cinco vítimas, cometidos entre 2010 e 2015: a pena do médium foi de 41 anos e 4 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

Essas não foram as primeiras condenações que João de Deus recebeu em processos. Com todas que o médium já recebeu, ao todo ele tem uma pena de mais de 223 anos na cadeia.

Mesmo que a pena ultrapasse as centenas de anos, João de Deus não poderá ficar mais do que 40 anos preso. Isso porque, desde janeiro desse ano com a aprovação da lei que veio do “pacote anticrime”, o tempo máximo que uma pessoa pode ficar cumprindo pena no nosso país deixou de ser 30 e passou para 40 anos independentemente do tipo de crime.

Mais condenações

Metrópoles

Como dito, o médium já recebeu outras condenações. Foram elas:

2019

Em novembro ele foi condenado a quatro anos em regime semiaberto por posse ilegal de arma de fogo. Já em dezembro do mesmo ano, o médium recebeu a condenação de 19 anos em regime fechado por crimes sexuais cometidos contra quatro mulheres.

2020

Em 2020, João de Deus foi condenado a 40 anos em regime fechado por crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres.

2021

Em maio do ano passado o médium foi condenado a dois anos e meio em regime aberto por violação sexual mediante fraude. Já em novembro, a condenação foi de 44 anos por estupro de vulnerável contra quatro mulheres.

2022

Em janeiro desse ano, o médium recebeu a condenação de quatro anos de prisão por violação sexual mediante fraude.

Prisão

R7

A primeira vez que João de Deus foi preso foi no dia 16 de dezembro de 2018. A prisão do médium aconteceu depois que algumas mulheres fizeram denúncias contra ele por abuso sexual no dia sete de dezembro do mesmo ano. Segundo elas afirmavam, durante os atendimentos espirituais que aconteciam na casa Dom Inácio de Loyola, elas foram abusadas.

Em março de 2020, o médium saiu da prisão e ficou em prisão domiciliar em Anápolis. E em agosto de 2021 ele voltou para a cadeia. Contudo, no outro mês ele voltou para o regime domiciliar e está nesse regime até os dias de hoje.

Defesa

IG

“A defesa irá recorrer das sentenças perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás uma vez que desconsideraram aspecto relevantes dos argumentos apresentados pela defesa, em especial a inobservância do prazo decadencial de seis meses para a representação da vítima”, disse Anderson Van Gualberto, advogado de João de Deus.

Além disso, a defesa do médium pontua o que chama de “fragilidade dos argumentos da acusação quanto à condição de vulnerabilidade das supostas vítimas”.

“Todas eram capazes, tinham plena consciência dos seus atos e se dirigiram espontaneamente até a Casa de Dom Inácio em Abadiânia, em alguns casos ali retornando diversas vezes”, concluiu Gualberto.

Fonte: UOL

Imagens: Gaúcha ZH, Metrópoles, R7, IG

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