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Londres passa a cobrar taxa de carros poluentes

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Todo mundo sabe que, hoje, os carros são extremamente importantes na nossa sociedade. É um bem de consumo muito desejado e muito útil. Afinal, a gente precisa se locomover, e quanto mais prático e confortável for, melhor. Em contrapartida, os carros também são bastante prejudiciais ao meio ambiente.

Justamente por conta disso que Londres implementou uma nova regra. Quem dirigir um modelo antigo e poluente em qualquer lugar da capital inglesa irá ter que pagar uma taxa de 12,50 libras, aproximadamente 75 reais, por dia.

Essa nova regra entrou em vigor nessa terça-feira e faz com que a Zona de Emissão Ultrabaixa (ULEZ) seja ampliada para conseguir abranger os distritos e subúrbios da cidade.

Nova medida

Evening Standart

Ainda em 2019, Londres foi a primeira cidade do mundo a implementar uma área que restringe emissões de CO2 24 horas por dia. Nessa zona, os carros precisam cumprir padrões bastante rigorosos de emissão ou então também serão taxados.

Essa medida foi uma melhora de uma legislação de rodízio feita em 2003 e que tinha o objetivo de diminuir o congestionamento no centro de Londres. A primeira vez em que a ULEZ foi ampliada foi em 2021.

“A poluição atmosférica ainda é muito alta, prejudicando permanentemente a saúde dos jovens londrinos e levando a milhares de mortes prematuras todos os anos. Expandir a ULEZ em Londres significará que mais 5 milhões de pessoas poderão respirar um ar mais limpo e viver vidas mais saudáveis”, disse Sadiq Khan, presidente da Câmara de Londres.

Controvérsia

iTV

Por mais que essa medida seja algo bom, o aumento da área da ULEZ também tem sido um ponto de controversa. Isso porque essa zona estimulou e conseguiu sobreviver a um desafio legal que as autoridades locais apresentaram em quatro bairros periféricos e em um condado que faz fronteira com a cidade.

Por conta disso, as eleições de julho para um membro novo do parlamento em Uxbridge, uma região na periferia oeste de Londres, foram dominadas pela oposição a essa expansão.

No fim das contas, o Partido Trabalhista de Khan perdeu por pouco a eleição para a vaga que antes era do ex-primeiro-ministro conservador Boris Johnson. E no começo de agosto, Khan aumentou o programa de sucateamento que oferece subsídios de até duas mil libras, cerca de 12.345,48 reais, para cada pessoa que tenha um carro ou moto fora dos padrões da ULEZ.

Carros

Mobilize

Com tudo que o mundo passou nos últimos anos, várias cidades do mundo repensaram as formas de viver em ambientes públicos externos. Por isso, algumas cidades criaram ruas exclusivas para pedestres, já outras transformaram estacionamentos em restaurantes temporários. Além disso, ciclovias foram ampliadas, transformando as ruas em um lugar mais propício para pedalar e caminhar.

E mesmo com o passar do tempo, e “fim” da pandemia, algumas cidades mantiveram essas medidas a favor dos pedestres. E não apenas isso. Elas estão aumentando ainda mais os espaços livres de carros.

Um exemplo disso é Paris. Já antes da pandemia, a capital francesa era pioneira no aumento do espaço para pedestres. Como parte dos esforços para diminuir o número de carros em Paris, o cais inferior ao longo do rio Sena foi totalmente destinado aos pedestres no fim de 2016. Essa medida se tornou permanente em 2018.

Em 2020, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, foi reeleita, em parte por conta do seu apoio ao projeto chamado “cidade de 15 minutos”. O projeto é um novo conceito urbano que dá aos moradores da cidade a possibilidade de fazer todas as suas tarefas diárias, tendo que se deslocar a uma distância equivalente a 15 minutos de caminhada ou bicicleta.

Além dessas medidas, o número de ciclovias aumentou para diminuir o tráfego de carros. Paris ainda pretende acrescentar mais 180 quilômetros de ciclovias e 180 mil vagas para estacionamento de bicicleta até 2026.

Outra medida da cidade para que ela fique mais agradável para os pedestres é plantar 170 mil árvores até 2026, para resfriar a cidade.

Outra cidade foi Bogotá. A capital da Colômbia e o país como um todo sempre tiveram uma cultura ciclística forte. Tanto é que o ciclismo é o esporte nacional de lá. Nesse sentido, a pandemia ajudou ainda mais a tomada de medidas para diminuir a quantidade de carros.

Em 2020, a prefeita Claudia Lopez estabeleceu 84 quilômetros de ciclovias temporárias em Bogotá, aumentando a rede já existente, de 550 quilômetros. No país, a ciclovia é chamada de Ciclorruta e é uma das maiores do mundo. Assim, os quilômetros temporários se tornaram permanentes.

A cidade foi uma das primeiras do mundo a acrescentar ciclovias temporárias na época da pandemia e os moradores aprovaram sua permanência.

Além disso, nos domingos e feriados, algumas ruas são totalmente fechadas para carros. Nesses dias, um programa chamado Ciclovía atrai mais de 1,5 milhão de ciclistas, pedestres e corredores todas as semanas.

Bogotá também teve novos ônibus em seu Sistema Integrado de Transporte Público de Bogotá (SITP), que são movidos à eletricidade e a gás. De acordo com os moradores locais, eles melhoraram de forma significativa o transporte público.

Fonte: CNN, BBC

Imagens: Evening Standart, iTV, Mobilize

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