Maconha pode desencadear esquizofrenia, sugere estudo

Quando a erva deixa de ser inofensiva

A legalização da maconha trouxe debates sobre saúde pública em vários países. No Canadá, onde a droga foi liberada em 2018, pesquisadores perceberam um dado preocupante: o número de casos de esquizofrenia associados ao transtorno de uso de cannabis triplicou nos últimos anos.

O que os cientistas descobriram

O estudo analisou registros de saúde e encontrou um padrão: pessoas com transtorno de uso de cannabis (TUC), quando o consumo se torna compulsivo, apresentaram maior incidência de esquizofrenia. A associação não significa que a maconha “cause” a doença em todos, mas que ela pode desencadear o transtorno em indivíduos suscetíveis.

Quem está em risco?

A população em geral tem risco baixo. Mas, para quem já tem predisposição genética ou histórico familiar de doenças mentais, o uso frequente pode funcionar como gatilho. É como se a erva “acelerasse” um processo que já estava latente.

O cérebro sob efeito

A esquizofrenia é um transtorno mental grave que afeta percepção, pensamento e comportamento. Sintomas incluem delírios, alucinações e dificuldade de distinguir realidade de imaginação. A cannabis, por atuar em regiões do cérebro ligadas à dopamina, pode interferir nesses circuitos, aumentando a chance de surtos em pessoas vulneráveis.

Legalização e impacto social

Curiosamente, os pesquisadores notaram o aumento dos casos justamente após a legalização da maconha no Canadá. Isso não significa que a legalização por si só seja culpada, mas que a maior disponibilidade pode ter levado mais pessoas suscetíveis a desenvolver o transtorno.

Uso responsável e informação

O estudo não demoniza a maconha, mas alerta para o consumo consciente. Para a maioria, os riscos de esquizofrenia continuam baixos. Mas, como toda substância psicoativa, há efeitos que variam de pessoa para pessoa.

Fonte: Abril

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