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Mapa 3D impressionante mostra que não estamos no centro da nossa galáxia

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Nosso sistema solar está localizado a cerca de 27.000 anos-luz do centro galáctico, dentro de um dos quatro braços espirais do disco. Muito do conhecimento atual sobre a forma e estrutura da Via Láctea é baseado nas distâncias entre o Sol e vários marcos celestes. As medições são geralmente feitas de maneira indireta, mas os astrônomos conseguiram mapear nossa galáxia em uma escala maior do que nunca, segundo novo estudo. Essas recentes descobertas lançam luz sobre a forma distorcida do disco da galáxia. Os pesquisadores procuraram medir diretamente as distâncias entre o sol e uma grande amostra de estrelas. Com qual objetivo? Construir um mapa 3D da Via Láctea. Com isso, é possível perceber que não estamos no centro da nossa galáxia. As distorções no disco ajudam a entender essa questão.

Usando o Optical Gravitational Lensing Experiment, que monitora o brilho de quase 2 bilhões de estrelas, os cientistas mapearam a distância entre o Sol e mais de 2.400 cefeidas (estrelas gigantes) em toda a Via Láctea. “Isso levou seis anos, mas valeu a pena”, disse a principal autora do estudo, Dorota Skowron, ao SPACE. Ela é astrofísica da Universidade de Varsóvia, na Polônia.

Essas descobertas ajudaram os astrônomos a construir um mapa em 3D em grande escala da Via Láctea. Este é o primeiro desses mapas, que é baseado em distâncias diretamente medidas. O novo material ajudou a revelar mais detalhes sobre as distorções que os astrônomos haviam detectado anteriormente na forma da Via Láctea.

Distorções e nova maneira de perceber o centro da nossa galáxia

O disco da galáxia não é plano a distâncias maiores que 25.000 anos-luz do núcleo galáctico: é deformado. Esta condição foi potencialmente causada pelas interações da Via Láctea com galáxias satélites, gás intergaláctico ou matéria escura. “A deformação do disco galáctico foi detectada antes, mas esta é a primeira vez que podemos usar objetos individuais para traçar sua forma em três dimensões”, disse o co-autor Przemek Mróz. Ele é da Universidade de Varsóvia.

Os astrônomos podem deduzir a idade das cefeidas com base em seus padrões de pulsação. Eles encontraram aglomerados de cefeidas com idades muito semelhantes. “Esta é uma indicação clara de que foram criados juntos”, disse Skowron. “Nós podemos ver com nossos próprios olhos e dentro de nossa própria galáxia que a formação de estrelas não é constante. Está acontecendo em explosões”.

Próximos estudos

As estrelas podem ter se formado em explosões devido a uma variedade de fatores. Nuvens gigantescas de gás interestelar podem se fragmentar sob sua própria gravidade, colapsando em bolsos que formam estrelas. Fusões titânicas entre galáxias ou ventos interestelares de supernovas catastróficas também podem ter transformado nuvens em estrelas, de acordo com o estudo.

No futuro, os pesquisadores planejam refinar seu mapa 3D da Via Láctea. Pretendem mapear as distâncias entre o sol e outras estrelas pulsantes conhecidas como RR Lyrae. Como as cefeidas, os RR Lyrae pulsam em padrões com períodos de tempo previsíveis. Porém, eles existem na galáxia há muito mais tempo. Isso ajudaria os cientistas a entender como as partes mais antigas da galáxia mudaram.

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