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Milhares de pinguins morreram graças a desastres ambientais na Antártida

POR Maria Ritha Paixão    EM Natureza      29/04/19 às 15h18

Pinguins-imperadores têm sido vítimas de desastres ambientais. Uma colônia inteira, chamada Halley, desapareceu das imagens de monitoramento feitas por satélites. As condições do gelo pareciam estáveis até 2016. A geleira de Brunt permaneceu intacta por longos 60 anos, mas a tranquilidade teve fim.

O clima tempestuoso no local provocou o rompimento da geleira, habitat de vários pinguins. O terrível acidente provocou milhares de mortes da espécie. Em especial, os maiores afetados foram os filhotes por terem patas muito curtas e não conseguirem nadar perfeitamente. O choque pode ter sido tão grande que os animais adultos não manifestaram atividade de reabilitação entre a colônia.

Agora, o Mar de Weddell, localizado na Antártida, é palco de um grande desastre ambiente que possivelmente marcará a história da espécie de pinguins. Devido às atuais condições do ambiente em que vivem, os alfas, que são os imperiais mais pesados, precisam de superfícies resistentes para garantir a sobrevivência dos outros companheiros.

O maior questionamento do centro de pesquisa é o porquê de as calotas não se regeneraram ainda. "É impossível dizer se as mudanças nas condições do gelo marinho na Baía de Halley estão especificamente relacionadas às mudanças climáticas, mas uma falha tão completa [nas geleiras] é inédita neste local", diz Trathan no site Galileu.

A espécie ainda não foi extinta, mas a previsão é de que diminua de 50% a 70% da colônia e assim, de que logo o desaparecimento dos pinguins se torne realidade. A estimativa de sobreviventes é de 14 mil e 25 mil casais presentes nas geleiras agora. Parece um número exorbitante, mas não é. A cada dia, a quantidade cai e pode acabar com a existência dos animais.

Fracasso na espécie

Foram 3 anos de monitoramento e os pinguins não conseguiram se reproduzir devidamente. A causa para o acontecimento foi o rompimento das geleiras nos riachos onde ocorriam as reproduções.

A migração dos reprodutores para as colônias vizinhas tem sido também um dos motivos para a falha da reprodução. Para que tudo dê certo, os pinguins imperiais precisam ficar nas bordas das geleiras para conseguir alimentos para os filhos. Só que o hábito não pode ser mais exercido já que o ambiente se tornou perigoso para os filhotes permanecerem.

Ou seja, a diminuição da reprodução está totalmente associada ao fragmento do gelo marinho. Os danos ainda estão em pesquisa, não se sabe ao certo se são somente esses os impactos gerados sobre a colônia, ligados ao desemprenho na reprodução. A importância da pesquisa é a compreensão dos fatores que atingem os habitats desses animais.

Se pararmos para pensar, estamos vivendo uma época de aquecimento muito intensa. O perigo será se, além dos processos naturais, processos vindos da interferência humana acabarem por extinguir mais espécies e atingir em cheio a vida nos mares. Não só pinguins, mas muitos outros animais que vivem no mundo gelado da Antártida.

Estabelecer previsões para as próximas décadas pode ser o fator salvador desses bichinhos. Enquanto isso, o monitoramento via satélite continua em ação.

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Maria Ritha Paixão
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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