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Motorista branco expulsa mulher que fez comentário racista antes de corrida por aplicativo

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Um motorista de aplicativo dos Estados Unidos recebeu um pedido de corrida por aplicativo de uma passageira branca que fez um comentário racista ao entrar no carro. Por essa razão, ele optou por expulsá-la.

O motorista gravou o acontecimento, que ocorreu em Catasauqua, no estado de Pensilvânia, nos Estados Unidos, e compartilhou o vídeo em suas redes sociais. Assim sendo, nas imagens é possível ver a mulher entrando no veículo e perguntando ao motorista de aplicativo se ele é um “cara normal”, um “cara branco”, que fala inglês.

“Você é, tipo, um cara branco?”, diz a passageira ao entrar no carro. “Você é, tipo, um cara normal, tipo você fala inglês?”. Então, o motorista, James W. Bode, pede para que a mulher se retire do veículo.

“Isso é completamente inadequado. Se alguém que não fosse branco estivesse sentado neste banco, qual seria a diferença?”, pergunta ele. Pouco tempo depois, o motorista relata ao homem que acompanhava a mulher em questão o que havia ocorrido e uma discussão se inicia. O motorista expulsa os dois do carro.

Depois do fato, o motorista de aplicativo postou um mensagem nas suas redes sociais afirmando estar emocionado com a quantidade de pessoas que entrou em contato com ele. Porém, destaca que sua atitude não é algo que merece tantos aplausos e que deveria ser comum.

“Para todos que estão me procurando e mostrando seu apoio, obrigado. Agradeço, de verdade. Mas é assim que deve ser em todos os lugares, sempre. Eu não deveria ser ‘o cara’ que fez ou disse aquilo… todos nós deveríamos ser essa pessoa”.

Aplicativo de corridas responde por racismo

Um usuário canadense relatou um caso que enfrentou com a Uber, que supostamente expõe que o algoritmo de preços da empresa pode alterar o valor cobrado pela viagem de acordo com a etnia do passageiro. No entanto, a acusação foi rebatida pela assessoria de imprensa da companhia.

A empresa Uber vem sofrendo muitas reclamações por parte dos usuários, principalmente quando diz respeito ao preço cobrado pelas viagens e a dificuldade em encontrar motoristas que aceitem os pedidos.

Dessa forma, um usuário do aplicativo, chamado Adam Bomb, compartilhou em seu perfil no Twitter uma imagem que mostra uma diferença de valor cobrada pela mesma corrida para um passageiro branco e outro passageiro negro.

No aplicativo do usuário negro, o preço da viagem era de US$ 57,90. Já no aplicativo do passageiro branco, cobrou-se US$ 32,58, o que representa uma diferença de mais de 20 dólares. Por conta disso, os usuários interpretaram a diferença como uma distinção no algoritmo de preços do aplicativo.

Ao ficar ciente da situação, a empresa reforçou que há ações em combater práticas racistas na plataforma e ainda afirmou que a acusação é improcedente e que trabalha para contribuir com práticas focadas em educação antirracista.

Ainda de acordo com a Uber, o aumento no preços pode variar de acordo com a quantidade de corridas pedidas em um certo período e a quantidade de motoristas disponíveis. Isso considerando que o valor se atualiza em tempo real e por isso pode ser diferente para dois usuários, não estando relacionado com a etnia ou orientação sexual, por exemplo.

Racismo no Brasil

vítima de racismo em aplicativo

Reprodução

Já no Brasil, um caso que chegou a ser noticiado foi o do motorista de aplicativo Jefferson Luiz Silva Pinto, suspeito de proferir ataques racistas contra uma passageira. Dessa maneira, o caso aconteceu no dia 17 de outubro, mas o motorista negou as acusações em depoimento à polícia, no dia 26 de outubro.

Durante o depoimento, o motorista relatou que, no local onde Maria Nazaré Paulino estava ao pedir a corrida, havia muita gente e uma placa escrita que era proibido estacionar. Então, ele falou que tentou parar o carro para mandar mensagem para a passageira, mas ela já havia cancelado a corrida.

O suspeito também afirmou que não houve “qualquer diálogo com a consultora jurídica” e negou ter proferido ofensas racistas. Porém, o advogado que representa a consultora jurídica disse não haver dúvidas de que ela havia sido vítima de racismo.

“O racismo é quando alguém fala ‘olha, aqui você não vai entrar’ e ataca toda uma coletividade, não só uma pessoa. Os crimes de injúria e racismo são diferentes. O racismo é crime inafiançável e tem pena maior que o outro”, explicou Willian Santos.

Em resposta, a Uber informou que desativou o motorista “parceiro citado no caso em questão e se coloca à disposição para colaborar com as autoridades no curso das investigações”.

Vítima se pronuncia

Maria Nazaré Paulino, de 58 anos, disse: “Se ele resolveu parar e cometer um crime, então que ele responda por isso. O que eu espero é que o próprio povo negro se dê valor, se posicione, não se cale, se coloque. Todo lugar é de todo mundo”, disse a vítima.

“Eu tive três dias de adoecimento total, fiquei de cama, passando mal físico mesmo, o dia todo prostrada com ataque de pânico. Depois veio a repercussão do vídeo. Quanto mais eu falo, mais claro fica pra mim a importância disso e o quão cruel que isso foi. Tenho muito apoio familiar e terapêutico. Mesmo extremamente abalada, minha família estava comigo. Todos me apoiaram a denunciar”, disse.

Fonte: G1

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