
Todos, ou se não a maioria das pessoas, sonham em ter um cantinho para chamar de seu. Contudo, nem sempre as pessoas acabam morando onde elas nasceram e cresceram. E em alguns casos, elas escolhem seus novos locais por conta de algum romance. Esse foi o caso da britânica Kelly Green, de 34 anos, trocou a agitação de Eastbourne, na Inglaterra, por uma vida tranquila em Tristan da Cunha, que é a ilha mais remota do planeta.
Essa ilha está no meio do Oceano Atlântico Sul e tem somente 26 moradores. A britânica agora é uma dessas pouquíssimas pessoas que vivem no arquipélago depois de ter encontrado seu amor e propósito no território.

Revista Crescer
Tudo começou em 2012, quando ela foi até Tristan da Cunha pela primeira vez. Na época, o plano era passar seis semanas com a família depois do seu pai, que era um diplomata, ter assumido um cargo na ilha.
De acordo com o Daily Mail, nessa viagem, Kelly acabou conhecendo Shane, um morador local que a ajudou com sua bagagem. “Mais tarde, nos encontramos no único pub da ilha”, lembrou ela.
Depois de dois anos dessa viagem de Kelly, ela ainda mantinha contato com Shane e decidiu que iria deixar a carreira de comissária de bordo na EasyJet e se mudar de forma definitiva para a ilha mais remota do planeta. “Minha vida toda foi marcada por mudanças. Isso facilitou a ideia de pegar minhas coisas e mudar para Tristan da Cunha”, contou ela.
Por ser a ilha mais remota do planeta, chegar lá já é um desafio por si só. É preciso pegar primeiro um voo para a Cidade do Cabo, na África do Sul e, depois, embarcar em um barco por sete a dez dias, cruzando 2.700 quilômetros de oceano. Logo, não é de se espantar que o local só receba 10 embarcações anualmente, sendo que cada uma delas tem um limite de passageiros.

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Então, a partir de 2013, Kelly se estabeleceu na ilha. Shane então construiu uma casa de dois quartos e uma latrina. Atualmente, o casal tem dois filhos, uma menina de 10 anos e um menino de três.
Deixando sua carreira como comissária, agora, Kelly trabalha como chefe de turismo da ilha mais remota do planeta e pontua que a segurança do local é um dos grandes benefícios de Tristan da Cunha. “Aqui, não preciso me preocupar. Meu filho pode brincar no jardim enquanto estou em casa. Sempre tem alguém olhando pelas crianças”, afirmou.
Toda a comunidade que mora por lá é autossuficiente, com as pessoas cultivando seus próprios alimentos e criando animais. E o que sustenta a economia local é a lagosta, que é o principal produto de exportação.
Mas claro que a estrutura da ilha é limitada. Nela existe somente um correio, uma escola, um hospital, um café, um banco e um pub. Não existem restaurantes por lá, por isso que quando as pessoas querem fazer alguma refeição diferente é preciso um esforço. “Se quero um hambúrguer, tenho que moer a carne e fazer tudo do zero”, comentou Kelly.
Outro desafio de se estar na ilha mais remota do planeta é o custo de vida, já que os produtos que são importado da África do Sul chegam lá com um aumento de 75%.
Embora hajam dificuldades, Kelly não se arrepende de ter mudado. “Sinto-me mais em casa aqui do que na Inglaterra. Talvez porque cresci viajando pelo mundo”, refletiu. E o esperado por ela é que os filhos sigam os passos dela e saiam explorando o mundo quando estiverem maiores.
Fonte: Revista Crescer
Imagens: Revista Crescer






