Nova diretriz dos EUA pode negar vistos a pessoas com obesidade e doenças crônicas

Avatar for Henrique SantosHenrique SantosNotíciasnovembro 12, 2025

Uma nova diretriz enviada pelo governo dos Estados Unidos às suas embaixadas pode restringir a concessão de vistos a pessoas com doenças crônicas, incluindo obesidade, diabetes e condições cardiovasculares. O documento, confirmado por fontes do Departamento de Estado e revelado pelo KFF Health News, amplia os critérios médicos usados para determinar se um solicitante representa um potencial custo ao sistema público de saúde norte-americano.

Segundo a orientação, diplomatas e agentes consulares devem considerar não apenas doenças infecciosas, como já ocorre atualmente, mas também condições de longo prazo que “possam gerar ônus financeiro ao contribuinte americano”. Entre as condições listadas estão câncer, doenças respiratórias, metabólicas e neurológicas, além de transtornos mentais e obesidade, que passa a ser tratada como fator de risco relevante.

Embora o texto não especifique quais tipos de visto serão afetados, especialistas indicam que as regras devem se aplicar, principalmente, a vistos de imigração permanente, ou seja, para quem pretende morar nos Estados Unidos.

Um porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, afirmou à Fox News que a medida faz parte do compromisso do governo de “colocar os americanos em primeiro lugar”, assegurando que o sistema de imigração “não se torne um fardo para os contribuintes”.

Família e renda também entram na análise

A nova política também autoriza os consulados a considerar as condições de saúde de familiares e dependentes do solicitante. Caso um membro da família tenha uma doença crônica que possa afetar a capacidade de trabalho ou gerar custos médicos altos, o visto poderá ser negado.

Antes da mudança, o processo de avaliação médica se concentrava em doenças transmissíveis, como tuberculose, e no histórico de vacinação. Agora, as entrevistas incluirão projeções de gastos médicos futuros e a análise da capacidade financeira do solicitante para custear tratamentos sem depender do sistema público.

A diretriz representa um endurecimento na política de imigração norte-americana e, segundo observadores, reflete uma tentativa de reduzir a entrada de pessoas que possam demandar assistência médica pública.

A KFF Health News, que obteve acesso ao documento, destaca que ele segue a lógica de outras políticas do governo norte-americano que priorizam candidatos “economicamente autossuficientes”.

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