Nova teoria pode explicar “explosão” de vida na Terra no passado

Falar de como surgiu a vida na Terra pode ser uma questão difícil. Por essa razão, o mistério de como surgiu a vida no nosso planeta rendeu vários estudos científicos para achar uma resposta definitiva. No entanto, até o momento a resposta definitiva ainda não foi encontrada. Apesar disso, nada impediu que estudos fossem feitos para tentar achar o que provocou a explosão de vida na Terra no passado.

Como dito, existem várias teorias para isso. E uma nova veio da análise feita em rochas de Maryland, nos Estados Unidos. De acordo com os pesquisadores, vermes marinhos pré-históricos podem ter sido essenciais para o evento conhecido como Grande Evento de Biodiversificação Ordoviciana.

Ainda conforme o estudo, esses vermes já não existem mais, mas podem ter mudado o curso da história evolutiva de uma maneira bastante profunda. Através da análise feita nas rochas, os pesquisadores encontraram níveis consideráveis de pirita, que é um mineral, em um nível específico de sedimento em nove lugares na Baía de Chesapeake.

Esse mineral precisa de um suprimento de oxigênio constante para que seja formado a partir de minerais sedimentares. Contudo, ele também reage de forma fácil com o oxigênio, o roubando dos oceanos e da atmosfera. Depois que a pirita é formada, ela fica presa no solo e pode acumular o oxigênio.

Explosão de vida na Terra

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Segundo pesquisadores, os níveis de pirita que eles encontraram dão a entender que alguma coisa estava acontecendo no fundo do oceano que estava impedindo ela de roubar oxigênio.

O que explicaria isso é que os animais marinhos pré-históricos estavam misturando de forma física as camadas superiores do solo, o que fazia com que fosse possível a troca de fluidos e oxigênio.

Com esses dados, os pesquisadores atualizaram os modelos anteriores de níveis pré-históricos de oxigênio. Feito isso, os resultados sugeriam que eles ficaram estáveis durante milhões de anos até que subiram de forma acentuada nos períodos Cambriano e Ordoviciano, que aconteceram entre 542 milhões e 488 milhões de anos atrás.

Depois desses períodos, a Terra chegou e manteve os níveis modernos de oxigênio. Isso coincidiu com um período de 30 milhões de anos de mudanças evolutivas rápidas, o que fez com que várias novas espécies acabassem sendo criadas.

Origem

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Como dito, a explosão de vida na Terra é um assunto que instiga os pesquisadores. Justamente por isso que várias hipóteses são levantadas sobre o que de fato fez com que a vida surgisse no nosso planeta.

A primeira coisa para entender a origem da vida na Terra é saber o contexto em que ela surgiu. Nosso planeta, que tem cerca de 4,5 bilhões de anos, passou por várias mudanças significativas na sua história. De acordo com estudos, por volta dos 4,3 bilhões de anos atrás, a Terra começou a desenvolver condições que poderiam sustentar as formas de vida primitivas.

Nesse período, a atmosfera era bem diferente da vista hoje. Ela era composta principalmente de gases como metano, amônia e vapor d’água. Outro ponto eram as descargas elétricas que pareciam relâmpagos e que ajudavam na formação dos compostos orgânicos.

Teoria da Abiogênese

Essa foi uma das primeiras teorias a respeito da origem da vida no nosso planeta. De acordo com a abiogênese, ou geração espontânea, a vida surgiu de maneira espontânea a partir da matéria inanimada. Durante séculos essa teoria foi aceita, tendo grandes nomes como Aristóteles a defendendo.

Contudo, conforme a biologia foi avançando, os experimentos feitos por cientistas como Louis Pasteur contradisseram a teoria da abiogênese. Conforme Pasteur demonstrou, os seres vivos surgem somente de outros seres vivos preexistentes através da reprodução. Isso foi essencial para que essa hipótese fosse descartada.

Panspermia – a vida do espaço

Depois da teoria da abiogênese ser refutada, várias outras apareceram, como por exemplo, a panspermia. De acordo com ela, as moléculas orgânicas essenciais para a vida no nosso planeta podem ter origem fora da Terra e ter chegado até aqui através de meteoritos ou cometas.

Segundo estudos feitos em meteoritos como o Murchison, que caiu em 1969 na Austrália, foram vistos a presença de aminoácidos, que são os blocos de construção das proteínas. Além dela, outras evidências mais recentes, no caso as amostras do asteroide Ryugu trazidas à Terra pela missão Hayabusa 2, também mostraram a presença de compostos orgânicos complexos.

Todas essas descobertas levantam a hipótese de que a vida pode ser mais disseminada pelo universo do que se imaginava anteriormente. Consequentemente, isso abre a possibilidade de que existam formas de vida fora do nosso planeta.

Sopa primordial e a química da vida

Dentre todas as teorias, uma das mais aceitas na atualidade para explicar a origem da vida no nosso planeta é a teoria da sopa primordial. Segundo ela, as condições da Terra primitiva deram a possibilidade de moléculas orgânicas se formarem através de processos químicos.

Em 1953, Stanley Miller e Harold Urey fizeram experimentos que simularam as condições da Terra primitiva que gerou vários compostos orgânicos, como os aminoácidos, graças às descargas elétricas.

Por mais que a composição atmosférica usada nos experimentos não tenha sido exatamente igual as vistas no nosso planeta primitivo, os estudos mais recentes também confirmam essa capacidade de produção de moléculas orgânicas essenciais para a vida em ambientes parecidos.

Mesmo com todas essas hipóteses, a origem da vida na Terra continua sendo um dos grandes mistérios. O mais provável é que novas descobertas e teorias continuem surgindo conforme os entendimentos do universo se ampliam.

Fonte: Olhar digital

Imagens: Olhar digital

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