O carteiro que virou arquiteto e construiu um castelo pedra por pedra

De carteiro a arquiteto de castelos

Imagine tropeçar numa pedra e, em vez de jogá-la fora, decidir que dali vai nascer um castelo. Pois foi exatamente isso que aconteceu com Ferdinand Cheval, um carteiro francês que, inspirado por um tropeço curioso, começou a coletar pedras durante suas entregas.

A construção do Palais Idéal

Foto: Reprodução/ND Mais

Entre 1879 e 1912, ele carregou essas pedras, primeiro nos bolsos, depois num carrinho de mão, até seu jardim em Hauterives. Ali ergueu o Palais Idéal, uma obra de arte ingênua e surreal, sem plano arquitetônico formal. O resultado? Um palácio com esculturas de animais, figuras mitológicas e fusões de estilos do mundo inteiro.

33 anos de pura imaginação

  • 26 metros de comprimento e até 12 metros de altura.
  • Estilos diversos: templos hindus, castelos medievais, mesquitas e chalés suíços convivendo lado a lado.
  • Arquitetura naif ou art brut, uma expressão artística livre, criada sem educação formal em arquitetura.

Reconhecimento artístico

Foto: Reprodução/ND Mais

No século XX, o Palais Idéal chamou a atenção de nomes como André Breton e Picasso, que o viram como precursor do surrealismo e da arte bruta. Em 1969, virou monumento histórico da França, um castelo de sonho, construído por um carteiro, consagrado pela arte.

Fonte: ND Mais

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