Civilização inca pode ter criado “computador” milenar

O “computador” dos incas: sistema de nós usado há 600 anos surpreende cientistas

Muito antes da invenção dos computadores modernos, os incas já utilizavam um sistema complexo para armazenar e organizar informações. Conhecido como quipu, esse conjunto de cordas e nós pode ter funcionado como uma espécie de “computador primitivo”, segundo estudos recentes.

Civilização inca pode ter criado “computador” milenar

Foto: national endowment for the humanities

Pesquisadores voltaram a analisar esse sistema milenar e sugerem que ele ia muito além da contagem básica. O quipu poderia registrar dados complexos e até funcionar como uma forma estruturada de armazenamento de informações, semelhante a sistemas digitais atuais 

O que é o quipu

Primeiramente, o quipu era formado por cordas com diferentes cores, tamanhos e nós. Cada combinação representava informações específicas.

Além disso, os incas utilizavam um sistema decimal baseado na posição dos nós. Dessa forma, conseguiam registrar números, estoques, população e até dados administrativos do império 

Como funcionava esse “computador”

Diferente dos computadores atuais, o quipu não usava eletricidade nem linguagem digital. Ainda assim, ele organizava informações de maneira lógica.

Por exemplo, os cordões funcionavam como categorias, enquanto os nós representavam valores ou dados. Assim, o sistema criava uma estrutura hierárquica, semelhante a bancos de dados modernos 

Mais do que números

Durante muito tempo, cientistas acreditaram que o quipu servia apenas para contabilidade. No entanto, estudos mais recentes indicam que ele pode ter armazenado informações mais complexas.

Alguns pesquisadores sugerem que o sistema poderia até funcionar como uma forma de linguagem ou código, capaz de registrar eventos, histórias e até decisões administrativas 

Um sistema avançado para sua época

Mesmo sem escrita formal como outras civilizações, os incas conseguiram administrar um império gigantesco usando o quipu.

Além disso, mensageiros chamados “chasquis” transportavam essas informações por longas distâncias, garantindo comunicação eficiente entre diferentes regiões 

O que a ciência descobriu agora

Estudos recentes analisam o quipu como uma estrutura comparável a sistemas de computação modernos. Pesquisadores chegaram a modelar esse sistema em linguagens de programação para entender sua lógica.

Como resultado, o quipu mostrou capacidade de organizar dados de forma eficiente, o que reforça a ideia de que ele funcionava como uma tecnologia avançada para sua época 

Um legado que ainda intriga

Portanto, o quipu continua sendo um dos maiores mistérios da história.

Assim, mesmo séculos depois, esse “computador” dos incas ainda desafia cientistas e mostra que civilizações antigas desenvolveram soluções surpreendentes para lidar com informação.

Fonte: Aventuras na História

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