
A China se tornou protagonista mundial no combate à desertificação ao plantar mais de 66 bilhões de árvores nas últimas décadas. A iniciativa faz parte de um dos maiores projetos ambientais da história, conhecido como “Grande Muralha Verde”.

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O programa começou em 1978 e tem como objetivo conter o avanço de desertos como o Gobi e o Taklamakan. Desde então, o país conseguiu aumentar significativamente sua cobertura vegetal e transformar áreas antes consideradas inabitáveis.
Primeiramente, o governo chinês criou uma barreira verde composta por árvores e vegetação ao longo das regiões mais afetadas.
Essas áreas funcionam como proteção natural. As árvores reduzem a velocidade do vento, estabilizam o solo e evitam que a areia avance sobre cidades e áreas agrícolas.
Além disso, o projeto também ajuda a reter umidade no solo, permitindo o surgimento de novos ecossistemas.
Com o passar dos anos, os impactos começaram a aparecer. Regiões próximas ao deserto de Taklamakan, por exemplo, passaram a absorver mais carbono do que emitem, funcionando como verdadeiros “sumidouros de carbono”.
Além disso, a cobertura florestal da China cresceu de cerca de 10% para mais de 25% do território desde meados do século passado.
Outro resultado importante envolve a contenção do avanço dos desertos. Dados indicam que áreas desertificadas começaram a diminuir após décadas de expansão.
Esse movimento representa uma mudança histórica, já que a desertificação era um dos principais problemas ambientais do país.
Apesar dos avanços, especialistas apontam limitações. Em algumas regiões, o uso de determinadas espécies e o consumo de água levantam preocupações ambientais.
Além disso, o impacto a longo prazo ainda está sendo analisado por cientistas.
Mesmo com desafios, o projeto chinês se tornou referência global. Iniciativas semelhantes já surgem em outras regiões, como a África, inspiradas no modelo.
Assim, o plantio de bilhões de árvores mostra que ações em larga escala podem transformar ecossistemas e ajudar no combate às mudanças climáticas.
Fonte: Brasil de Fato





