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O planeta descoberto e que é infestado por pedras preciosas

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      27/02/19 às 15h06

Imaginar o quão grande é o universo e a infinidade de coisas que não sabemos sobre ele, nós faz ter uma perspectiva de como somos pequenos diante de toda a sua imensidão. Mas, o homem está sempre explorando o espaço e, eventualmente, eles se deparam como novas descobertas interessantes.

Em uma dessas explorações, cientistas descobriram um novo tipo de grupo de planetas, que é recheado de compostos que produzem pedras preciosas, tais como safiras e rubis. Alguns deles são terrestres, como a Terra e Marte, com uma grande concentração de rochas e metal, ou a combinação dos dois.

A descoberta

Pesquisadores das Universidades de Zurique, na Suíça, e Cambridge, no Reino Unido, publicaram a pesquisa no periódico Monthly Notices of Royal Astronomical Society. Nela, os cientistas relatam que o grupo de planetas é propenso a orbitar suas estrelas em distâncias próximas. Na prática, isso revela que eles orbitam no local onde se formaram. Diferentemente do nosso planeta, os planetas são formados principalmente por cálcio e alumínio, enquanto a Terra conta com um núcleo de ferro. Para os cientistas, esse detalhe pode indicar a existência de rubis e safiras, que são formados por coríndon, uma forma cristalina de óxido de alumínio.

Foram identificados três planetas que podem ter essas características. Sendo eles: HD 219134 b, localizado a 21 anos-luz de distância, na constelação de Cassiopeia, com uma órbita de três dias; Cancri a 41 anos-luz de distância, com órbita de 18 horas; e WASP-47 e, a 870 anos luz de distância, também com uma órbita de 18 horas.

Os planetas descobertos são compostos por poeira e gás, que giram em torno de uma estrela recém-nascida, um fenômeno conhecido como protoplanetário. Através das forças eletrostáticas, as partículas de poeira e gás se agrupam em aglomerados, e progressivamente, se acumulando até terem gravidade suficiente para atrair peças maiores, que sejam suficientes para formar um novo planeta.

Mas distante do disco, elementos como silício, ferro e magnésio se condensam. Esse fenômeno resulta em composições como as de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Segundo os pesquisadores, esse novo grupo de planetas apresenta temperaturas muito mais altas do que a Terra.

"Muitos elementos ainda estão na fase gasosa e os blocos de construção planetários têm uma composição completamente diferente", explicou a astrofísica, Caroline Dorn, da Universidade de Zurique, em um comunicado.

Os novos planetas

Por meio de simulações, a equipe descobriu que, além do silício e do magnésio, o alumínio e o cálcio também são bastante abundantes nos planetas recém-descobertos. E não somente, eles ainda identificaram que não existe praticamente nenhuma evidência de ferro neles.

"O que é interessante é que esses objetos são completamente diferentes da maioria dos planetas semelhantes à Terra", disse Dorn.

Além disso, a estrutura interna, as condições atmosféricas e o resfriamento possivelmente também seriam diferentes. Por exemplo, a densidade, seria cerca de 10% a 20% mais baixa do que a do nosso planeta. No caso do HD 2019134 b, que está um pouco mais distante, a sua densidade baixa poderia ser o resultado dos oceanos de magma. Mas, o estudo não foi capaz de confirmar esse dado."Talvez brilhe de vermelho para azul como rubis e safiras", disse a cientista sobre HD 219134 b.

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Via   Galileu  
Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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