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Operação Prato, investigação sobre OVNIs no Brasil

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Uma das grandes perguntas da humanidade é se estamos sozinhos ou não no universo. Nesse ponto, os registros de OVNIs e aparições alienígenas ao longo da história podem significar que talvez não estejamos tão sozinhos como muitos creem.

Várias pessoas acreditam que nossos vizinhos intergalácticos já estejam talvez até mesmo vivendo entre nós. Há ainda aqueles que parecem ter certeza de que os governos têm bastante evidências que comprovem a existência desses seres, mas que eles escondem essas informações da população geral.

Isso pode soar como uma grande teoria da conspiração, e muitas vezes é. Contudo, vez ou outra aparecem pessoas apontando avistamentos de OVNIs que podem fazer até os mais céticos terem uma leve dúvida.

OVNIs

BBC

O capitão da Aeronáutica, Uyrangê de Hollanda Lima, no dia cinco de dezembro de 1977, estava ansioso por sua reunião com o brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira, porque, pela primeira vez desde que começou a investigar a suposta aparição de discos voadores na região do Pará, ele teria o que relatar aos seus superiores.

Antes, sempre que alguém perguntava a Hollanda se tinha alguma coisa estranha, o capitão se limitava a dizer “vi luzes, nada mais”. No entanto, no dia daquela reunião, ele e o sargento João Flávio Costa tinham avistado, poucos dias antes, um “troço enorme”, de cerca de 100 metros de comprimento, sobrevoando o rio Guajará-Mirim.


O objeto estava a 70 metros de distância de onde os dois estavam. Ele tinha o formato de uma bola de futebol americano, grande e pontudo, e tinha sido fotografado e filmado pelos militares. Não havia dúvidas de que ele era um objeto voador não identificado (OVNI). Além disso, supostamente, em seu interior tinha uma “criatura extraterrestre”.

Depois de ouvir o relato de Hollanda na reunião, o brigadeiro Protásio não compartilhou do entusiasmo do capitão e mandou suspender a operação. Essa decisão intriga os ufólogos até os dias de hoje.

“Infelizmente, todos os militares que participaram da Operação Prato já morreram. O último, aliás, foi o capitão Hollanda. A Aeronáutica afirma que todas as informações relativas à Operação Prato já foram disponibilizadas, mas não acredito nisso”, disse jornalista e ufólogo Ademar José Gevaerd, editor da revista “UFO”.

Operação

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Em 1997, o jornalista recebeu uma ligação do capitão Hollanda querendo dar uma entrevista. Então, ele e o coeditor da revista, Marco Antônio Petit, viajaram até Cabo Frio, na região dos Lagos fluminense.

Durante a entrevista, Hollanda contou detalhes da operação, relatou seus vários avistamentos e até admitiu que teve medo de ser abduzido. Além disso, ele revelou que toda investigação foi amplamente documentada. Para se ter uma noção, existiam mais de 500 fotografias, além das 16 horas de filmagem e de duas mil páginas de relatórios.

Depois de dois meses de dar a entrevista, Hollanda tirou a própria vida se enforcando no quarto da sua casa com a corda do roupão. Na época, pessoas chegaram a suspeitar que ele teria sido assassinado por ter revelado informações sigilosas e ter colocado a segurança nacional em risco.

“Não acredito em queima de arquivo ou teoria da conspiração. Ele já havia tentado o suicídio antes”, disse Gevaerd.

Contudo, por todas essas razões, os ufólogos apontam a Operação Prato como um dos casos mais intrigantes de avistamentos de OVNIs já registrados no Brasil. Os primeiros relatos dessa operação começaram em 1977.

Na época, moradores de Colares, Mosqueiro e Ananindeua, entre outros povoados de Belém, garantem ter sido atacados por “raios luminosos” vindos do céu.

“Dois orifícios paralelos, como se agulhas tivessem penetrado a pele das pessoas”, descreveu a psiquiatra Wellaide Cecim Carvalho, então diretora da Unidade de Saúde de Colares.

De acordo com os relatos da médica, os pacientes davam entrada no posto de saúde com sintomas de anemia, tontura e febre e marcas de queimadura de primeiro grau pelo corpo.

Os moradores da região estavam tomados pelo pavor e não passava pela cabeça deles que a invasão pudesse vir de outro planeta. Foi então que o coronel Camilo Ferraz de Barros, chefe da 2ª Seção do Comar 1, convocou o capitão Hollanda, então comandante do Para-Sar, um esquadrão de elite da Força Aérea Brasileira (FAB), para chefiar a missão.

Registros

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Mesmo depois de 40 anos, ufólogos ainda tentam ter acesso a todo material coletado na Operação Prato. “Onde estão as fotos que o capitão Hollanda e sua equipe tiraram? E as filmagens? Que fim levou esse material?”, indagou Thiago Luiz Ticchetti, presidente da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU).

A Aeronáutica disse, através da assessoria, que todo material disponível a respeito de OVNIs já foi colocado no Arquivo Nacional. Além disso, ela informou que não dispõe de profissionais especializados para realizar investigações científicas ou emitir parecer a respeito deste tipo de fenômeno aéreo.

Atualmente, o acervo sobre OVNIs é um dos mais visitados do Arquivo Nacional. Para se ter uma ideia, nos últimos 30 dias foram quase 12 mil acessos. De todos os registros disponibilizados, abrangendo 63 anos, somente seis são da Operação Prato.

“O material disponível para consulta pública é apenas a ponta do iceberg. A única certeza que tenho é que estamos diante de um dos maiores enigmas da ufologia. E mais: os avistamentos não acabaram. 40 anos depois, discos voadores continuam aparecendo naquela região”, concluiu o ufólogo Edison Boaventura Júnior, presidente do Grupo Ufológico do Guarujá (GUG).

Fonte: BBC

Imagens: BBC

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