
Com certeza, você vê a diferença de pensamentos, posicionamento, entendimento de mundo e vários outros aspectos de geração para geração. E elas são muitas. A geração X, Z, millennials e outras tantas lidam com a mesma coisa de maneiras diferentes. É justamente essa maneira de lidar com as coisas que irá fazer com que a geração Z possa resolver um dos maiores riscos globais dos próximos anos, na visão de Bill Gates.
Além de ser conhecido por ter fundado a Microsoft, Gates também tem sua fundação que tem o objetivo de encontrar soluções para os grandes problemas do mundo, como por exemplo, pobreza e a falta de investimento em setores como saúde e educação. Contudo, existe um problema que Gates está colocando a solução na geração Z.
“A desinformação é aquela em que eu, um pouco, tive que dizer, ‘ok, entregamos esse problema à geração mais jovem’”, disse Gates.
De acordo com Lara Bezerra, coach executiva e ex-CEO da Bayer, a fala do fundador da Microsoft mostra o desafio que essa geração nova, principalmente a geração Z, irá ter com os problemas de desinformação.
“A implicação maior da desinformação ficará sobre a Geração Z. É a geração que mais se beneficia das mídias, da inteligência artificial e de informação desses meios para tomada de decisão”, disse a brasileira que tem mais de 20 anos de experiência como executiva internacional.
Outro ponto reforçado por Bezerra é que irá ser a geração Z que irá ter que encontrar uma forma de resolver esse que é um dos maiores riscos globais. “Já é a geração mais impactada, mas também é a que pode trazer a maior solução”, afirmou ela.

Correio braziliense
O ponto da desinformação causada pela inteligência artificial irá ser falado por Gates no documentário “What’s Next? The Future With Bill Gates”, que está previsto para entrar para o catálogo da Netflix no dia 18 de setembro.
Em uma das cenas, Gates fala com sua filha que se sente mal por não ter uma solução para o combate da disseminação das fake news. Além de ressaltar que quando ele fundou a Microsoft ele pensava que a maior parte das pessoas iria usar os computadores a internet para trabalho e não iriam se interessar pelas informações falsas.
Infelizmente a realidade não é essa. Na visão de Camila Rocca, ex-executiva da Meta, com a internet e a inteligência artificial houve um facilitamento da vida de várias pessoas, mas não tendo nenhum controle, elas podem se tornar provedores de informações falsas. Para ela, a forma que as novas gerações são preparadas para o uso das novas tecnologias pode ser uma das formas para que a desinformação seja combatida.
“Hoje, a descentralização permite que qualquer informação se espalhe rapidamente. Portanto, é crucial focar em capacitar as pessoas, principalmente profissionais, para que questionem, verifiquem fontes e reflitam sobre as informações que recebem, formando indivíduos mais críticos e preparados para os desafios futuros”, pontuou Rocca.
Felizmente, parece que está existindo uma preparação para que a geração Z possa resolver um dos maiores riscos globais nos próximos anos. Isso porque, de acordo com Bezerra, nos EUA, algumas empresas e escolas estão tendo medidas combativas desse problema.
“É comum aqui dentro das escolas e em grandes empresas o letramento digital, mostrando como funciona a internet e os algoritmos para a pessoa ter um discernimento quanto à escolha da informação que irá receber. Meta e Google, por exemplo, estão usando várias estratégias, como usar a IA para fazer uma tag para alertar notícias falsas”, concluiu Bezerra.
Fonte: Exame
Imagens: Correio braziliense






