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Perseverance pode já ter encontrado vida em Marte

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Dentre os planetas do sistema solar, Marte foi sempre uma grande fonte de mistérios. Com o passar dos anos, as pesquisas foram ficando mais intensas e os robôs enviados para lá nos dão informações e imagens cheias de detalhes. Mesmo assim, com o passar do tempo, as tecnologias são cada vez mais aprimoradas para que mais coisas sejam descobertas.

Mesmo assim, vida nuca foi encontrada no Planeta Vermelho. No entanto, as imagens do radar subterrâneo do Perseverance mostraram que o rover está procurando sinais de vida antiga no local certo em Marte. Esses dados foram coletados no ano passado pelo rover e mostraram que ele já passou por um lugar perfeito para encontrar vida microbiana fossilizada.

Em grande parte do ano passado, o Perseverance andou pela borda oeste da cratera de Jezero e passou por paisagens formadas há mais de três bilhões de anos. Nessa caminhada, o rover usou várias ferramentas e uma delas foi o radar de penetração no solo (RIMFAX).

Esse radar é um dos instrumentos mais potentes e tem a capacidade de detectar gelo, água ou salmouras a mais de 10 metros abaixo da superfície, além de conseguir mapear camadas do solo até 20 metros de profundidade. Conforme os dados coletados no ano passado, pelo menos uma das crateras de Marte já esteve cheia de água muito tempo atrás.

Indícios de vida

Olhar digital

O local escolhido para envio do rover foi a cratera de Jezero porque as imagens feitas da órbita do planeta mostravam sinais de que nesse local existia o delta de um rio antigo. Isso foi sabido porque na superfície marciana foram vistas características parecidas com as de um leito de lago seco.

Agora, através das observações feitas embaixo da superfície, os cientistas puderam ter a certeza de que o pensado anteriormente era verdade. Os dados do RIMFAX mostraram que a cratera foi formada por conta do impacto de um asteroide e que depois foi preenchida com sedimentos e rochas mais jovens. Elas poderiam ter acabado ali por conta das atividades vulcânicas ou por conta de um curso de água, o que segundo as imagens do rover é a possibilidade mais provável.

Esse lago pode ter existido por muito tempo. E se Marte for parecido com o nosso planeta, o local pode ter sido ideal para que a vida microbiana surgisse ali. No entanto, por mais que o Perseverance tenha coletado várias amostras desse local, tendo até algumas tido sinais de compostos orgânicos, até que elas cheguem na Terra não será possível saber se sua origem é biológica ou geológica.

Marte

Como dito, a vida ainda não foi encontrada em Marte, mas esforços para deixar essa tarefa mais simples são feitos com frequência. Como por exemplo, esse novo modelo de inteligência artificial. Essa inteligência artificial foi feita a partir de referências do nosso próprio planeta para poder compreender como a vida se prolifera mesmo nos lugares inóspitos.

Essa rede neural foi feita pelos cientistas do Instituto SETI e analisou um lugar chamado Salar de Pajonales. Ele é uma bacia na fronteira entre o deserto de Atacama e o planalto do Altiplano. Esse lugar foi escolhido porque os cientistas o consideram como sendo um dos melhores análogos na Terra com o ambiente que é encontrado em Marte.

O local é pobre em oxigênio, seco e, por conta da sua grande altitude, bastante exposto aos raios UV. Mesmo assim, ele é um antigo leito de rio e onde vida pode ser encontrada em suas formações minerais.

Sabendo disso, os pesquisadores coletaram 7.765 imagens e 1.154 amostras para analisar e fazer a procura por bioassinaturas de bactérias como carotenoides e pigmentos de clorofila. As imagens simulando as imagens de Marte foram feitas por drones e os pesquisadores criaram mapas topográficos em 3D.

Tudo isso foi usado para que a inteligência artificial pudesse ser treinada para reconhecer estruturas que tivessem uma probabilidade maior de revelar bioassinaturas. Felizmente, esse treinamento deu certo. A rede neural conseguiu identificar, de forma correta, os padrões na distribuição da vida microbiana no local analisado até 87,5% das vezes.

Para se ter uma noção do quanto essa inteligência artificial foi melhor do que outros métodos, esses outros acertaram apenas 10% das vezes. Isso mostra que usando a inteligência artificial os pesquisadores não irão economizar somente tempo, mas também diminuir a quantidade de terreno para serem feitas as varreduras em até 97%.

De acordo com Freddie Kalaitzis, um dos autores do estudo, “tanto para as imagens aéreas quanto para os dados em escala centimétrica baseados no solo, o modelo demonstrou alta capacidade preditiva para a presença de materiais geológicos com forte probabilidade de conter bioassinaturas”.

Por conta de tudo isso, os pesquisadores esperam que os astrobiólogos usem o modelo feito por eles nessa procura por vida em outros planetas, principalmente Marte, porque ele tem várias características parecidas com o nosso planeta. Isso faz com que ele tenha mais probabilidade de ter bioassinaturas de vida antiga.

Fonte: Olhar digital, Terra

Imagens: Olhar digital, YouTube

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