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Pesquisadores descobrem múmia grávida

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Envolvidas em bandagens, as múmias egípcias são, basicamente, o retrato de uma era antiga – a qual, muitas vezes, se mantém rodeada de segredos. E é exatamente por isso que escavações arqueológicas acontecem sempre. São esses especialistas que ajudam a desvendar as lacunas de tempos que não vivemos. São esses especialistas que, ao encontrar artefatos, múmias e outros objetos, ajudam a reescrever a história.

Como a arqueologia é uma ciência fundamental para o enriquecimento de uma herança cultural, nós, que atuamos em um veículo de comunicação, ficamos sempre atentos, queremos saber antes de qualquer pessoa as revelações que esse magnífico universo sempre promove. E sabe por quê? Porque as descobertas arqueológicas são sempre fascinantes.

Esses descobertas, nem sempre, são frutos de escavações. Ainda bem – até porque isso mostra que as pesquisas arqueológicas não param; são ativas e proeminentes.

A nova descoberta

A arqueologia, mais uma vez, surpreendeu o mundo. O foco, desta vez, não são dinossauros ou sarcafogos. Ah, mas é múmia? Sim, é uma múmia, mas não uma múmia qualquer. A múmia que vamos retratar aqui é diferente de tudo que já foi visto. Essa, em questão, estava grávida – o que nunca jamais foi retratado na história da arqueologia.

A múmia que carregava um feto dentro de si encontra-se sob os cuidados do Museu Nacional de Varsóvia. De acordo com uma reportagem publicada pelo portal de notícias All That is Interesting, a mulher, quando foi mumificada, estava com 6,5 – 7,5 meses de gravidez. “Isso é como encontrar um tesouro enquanto você apanha cogumelos em uma floresta”, disse Wojciech Ejsmond, arqueólogo e codiretor do Projeto Múmia de Varsóvia. “Estamos maravilhados com a nova descoberta”.

Quem notou que a múmia tinha algo peculiar foi a arqueóloga Marzena Ożarek-Szilke. Segundo as informações que constam na reportagem publicada pelo portal, a profissional decidiu analisar novamente a múmia antes de apresentar as descobertas que havia feito durante a execução do Projeto Múmia de Varsóvia.

“Demos uma última olhada nas imagens e foi aí que encontrei um pé”, disse em entrevista ao portal All That is Interesting. “Um pequeno pé”.

Múmia grávida

Os arqueólogos que integram o Projeto Múmia de Varsóvia ficaram extremamentes perplexos com a prsença do feto porque a mumia em questao, até entao, era considerada um sacerdote do sexo masculino por conta das gravuras que adornavam o caixão na parte exterior – os hieróglifos revelaram o nome Hor-Djehuty – e dos exames radiológicos feitos na década de 1990.

Para os especialistas, a mulher, quando foi mumificada, tinha entre 20 e 30 anos. Embora os arqueólogos tenham encontrado resquícios de sepultamentos de mulheres grávidas do antigo Egito, esta é a primeira múmia grávida a ser revelada pela arqueologia. “Foi uma surpresa total porque estávamos porque nossas pesquisas eram direcionadas a outros temas, como, por exemplo, doenças”, disse Ejsmond. “Além disso, pensávamos que este é um corpo de um sarcedote”.

A múmia, que foi enterrada por volta do primeiro século a.C., estava envolta em tecidos de linho e tecidos de trama lisa. Como no interior de seu caixão havia a presença de amuletos e outras joias, acredita-se que a mulher, enquanto esteve viva, pertencia à classe rica da sociedade egípcia.

Uma análise 3D do corpo mumificado confirmou todas as potencialidades já descritas.

Como a múmia grávida foi parar no caixão de um sacerdote egípcio?

“Este é um dos assuntos mais complexos”, disse Ejsmond ao portal All That is Interesting. “Sabemos que antigamente os caixões eram reutilizados. Às vezes, os túmulos eram roubados também. Durante os séculos 18 e 19, muitos túmulos de múmias foram violados por negociantes de antiguidades, os quais roubavam os itens preciosos presentes no interior para vendê-los em seguida”. Para Ejsmond, cerca de 10% de todas as múmias já encontradas estavam em caixões errados.

Embora tenham desvendado este mistério em específico, os arqueólogos que examinaram a múmia grávida descobriram outro precisam entender um outro detalhe. As varreduras 3D do interior da mulher mumificada mostraram que seus pulmões, fígado, estômago, intestinos e coração também estavam envoltos por bandagens. Para os especialistas, os órgãos foram embalsamados e colocados de volta na cavidade torácica.

Esta era uma prática normal de embalsamamento. Mas por que os antigos embalsamadores não tocaram em seu feto?

“Toda essa descoberta chamou nossa atenção. Queremos saber o motivo do feto não ter sido removido”, disse Ejsmond. “Não sabemos o motivo, sinceramente. Talvez seja religioso. Talvez pensassem que o feto não tinha alma ou que seria mais seguro deixá-lo daquela maneira para garantir sua entrada no outro mundo. Ou talvez fosse porque era muito difícil retirar uma criança do útero naquela fase sem causar danos graves”.

Pesquisadores do Projeto Múmia de Varsóvia também levantaram a hipótese de que os antigos egípcios viam o feto como “uma parte integrante do corpo de sua mãe, já que ainda não havia nascido”.

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