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Renomado arqueólogo egípcio revela detalhes de uma cidade recém descoberta

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Zahi Hawass, um dos arqueólogos mais renomados do Egito, revelou neste sábado, 10/04, novos detalhes sobre uma cidade faraônica de 3.000 anos, que foi descoberta recentemente na província de Luxor, no sul do país. Em entrevista à CBS News, Hawass disse que os arqueólogos que trabalharam nas escavações encontraram casas de tijolos, artefatos e ferramentas dos tempos faraônicos.

Segundo expôs o profissional, a cidade, que se manteve ativa durante o antigo Egito, remonta a Amenhotep III, da 18ª dinastia, cujo reinado foi consagrado pela forte presença de ouro. “Estamos diante de um exemplo de uma cidade que foi considerada perdida… Em umas das inscrições que foram encontradas durante a escavação diz que esta cidade em específico se chamava: A deslumbrante Aten” revelou Hawass a repórteres dos meios de comunicação egípcios.

A cidade perdida

Os arqueólogos começaram o processo de escavação na província de Luxor no ano passado. Os pesquisadores, à data, estavam em busca do templo mortuário do menino Rei Tutancâmon. No entanto, ao invés de encontrarem a tumba, os arqueólogos se depararam com uma série de tijolos de barro, os quais acabaram revelando a existência de uma grande cidade.

Os vestígios encontrados da cidade perdida estavam bem preservados. As muralhas da cidade, salas cheias de fornos, cerâmicas de armazenamento e utensílios usados ​​na vida cotidiana estavam em perfeitas condições. “Encontramos três distritos principais, um voltado à administração, um a trabalhadores e um para atividades industriais, como, por exemplo, conservação de carne seca”, disse Hawass à CBS News.

Durante as escavações, os arqueólogos também encontraram restos humanos. Todo o material foi exibido aos veículos de comunicação e aos visitantes no sábado, 10/04.

Panorama

De acordo com Hawass, a descoberta é uma das mais importantes já feitas desde que a tumba de Tutancâmon – a qual estava praticamente intacta – foi desenterrada em 1922, no Vale dos Reis, em Luxor. Para Paola Cartagena, uma estudante de egiptologia da Universidade de Manchester, a cidade recém descoberta pode ajudar os pesquisadores a entenderem melhor o Antigo Egito.

“A arqueologia é extremamente valiosa, pois essa ciência é a que nos ajuda a entender melhor fatos históricos. É ela que nos ajuda a distinguir o que é verdade. A arqueologia nos permite ampliar a compreensão que temos sobre os antigos egípcios, sobre como eles viviam”, escreveu a pesquisadora em seu perfil pessoal do Twitter.

Segundo informaram os arqueólogos à imprensa, a cidade recém-descoberta está localizada entre o templo do rei Ramsés III e os colossos de Amenhotep III – alguns tijolos de barro encontrados na escavação levam o selo da cartela do rei Amenhotep III, ou insígnia do nome -, na margem oeste do Nilo, em Luxor. A cidade continuou a ser usada pelo neto de Amenhotep III, Tutankhamon, e depois por seu sucessor, o rei Ay.

De acordo com Hawass, Amenhotep III, que governou o antigo Egito entre 1391 aC e 1353 aC, construiu as partes principais dos templos de Luxor e Karnak na antiga cidade de Tebas.

A cidade recém descoberta é uma grande oportunidade que o Egito tem para seguir promovendo suas descobertas arqueológicas, o que ajuda o país a fomentar o turismo, que foi duramente atingido pela pandemia ocasionada pelo novo coronavírus.

O anúncio foi feito alguns dias depois que o Egito realizou um desfile de gala com 22 múmias. O evento integrou a programação do de inauguração do Museu Nacional da Civilização Egípcia, no Cairo.

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