Planeta que não pode ser explicado pela teoria é encontrado por cientistas do MIT

Na década de 1990, o primeiro exoplaneta (corpo celeste que não orbita em torno do sol e não faz parte do nosso sistema solar) foi descoberto. Desde então, milhares de outros parecidos já foram descobertos além do nosso sistema solar. Foi por isso que, com o passar do tempo, a descoberta de exoplanetas não foi uma notícia tão espetacular assim. No entanto, isso não quer dizer que elas não sejam importantes.

E uma das áreas principais da astronomia hoje em dia é a formação e evolução de planetas. Isso porque nesse ramo é que se busca as condições parecidas com as vistas na Terra em outros locais do sistema solar. O assunto habitabilidade em outros lugares chama muita atenção da comunidade científica e de toda a sociedade.

Hoje em dia, mais de cinco mil exoplanetas já foram descobertos através das mais diferentes técnicas. E uma das mais comuns é a de trânsito. Isso acontece quando um objeto passa na frente de uma estrela e tampa seu brilho durante um tempo. Então, medindo por quanto tempo o brilho é diminuído, é possível encontrar as propriedades do objeto que causou isso.

Assim, um grupo do MIT encontrou um planeta que desafia os modelos teóricos existentes atualmente para a formação e evolução dos planetas. Ele foi chamado de “Júpiter inchado”‘ por conta do seu tamanho, mas o que mais chamou atenção foi a densidade pequena do planeta. Agora, os pesquisadores tentam explicar como foi a evolução dele.

Formação planetária

Meteored

O modelo mais aceito para a formação planetária é o de estruturas por gás e poeira que estão em volta das estrelas recém formadas. Isso porque o disco tem a mesma origem da estrela central de uma nuvem que entrou em colapso por conta de efeitos gravitacionais. E mesmo que locais diferentes do disco sejam colapsadas em objetos menores, a maior parte da massa forma a estrela central.

E essas interações entre os objetos que estão se formando, ou entre eles e sua estrela, afetam a dinâmica do sistema, como por exemplo, a formação dos planetas e o lugar da sua órbita.

Conforme for a distância da estrela central, planetas diferentes são formados. Por conta disso que normalmente nos locais perto da estrela os planetas são menores e rochosos. Enquanto que nos locais mais longe eles têm maiores quantidades de gás hidrogênio.

Depois que um planeta é formado, eles conseguem evoluir durante bilhões de anos através de mudanças físicas e químicas na sua composição. Nosso próprio planeta teve um processo parecido com esse até chegar nas características que são conhecidas hoje.

No caso de planetas rochosos, uma coisa interessante em sua evolução é a presença de atividade vulcânica. Já no caso dos gasosos, como Júpiter e Saturno, existe uma dinâmica dos gases presentes na atmosfera deles.

Planeta não explicado

Meteored

No caso do planeta WASP-193b, ele é quase duas vezes maior que Júpiter e ganhou o apelido de “Júpiter inchado”. O grupo do MIT ficou muito intrigado com essa descoberta porque o planeta tem uma densidade muito abaixo do que se espera para os planetas que são desse tamanho. Isso quer dizer que a massa do planeta é bem pequena para um planeta gigante.

De acordo com os pesquisadores, a densidade dele é parecida com a de algodão-doce e é difícil explicar qual foi o processo de evolução desse planeta. O que se sabe é que ele foi descoberto pelas técnicas de trânsito orbitando uma estrela do tipo F e que ele orbita a estrela a cada 6,25 dias. Além disso, foi através da órbita do WASP-193b que os pesquisadores concluíram o quão leve ele realmente é.

Ainda conforme os pesquisadores, um planeta desse tipo é tido como raro e os modelos atuais não conseguem explicar a sua evolução. Por conta disso eles esperam que uma observação mais detalhada possa dar mais detalhes a respeito desse tipo de planeta.

Fonte: Meteored

Imagens: Meteored

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