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Policial militar tiktoker pede demissão após receber punições por fazer vídeos fardado

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Todo mundo sonha em conseguir o trabalho dos sonhos, mas nem sempre isso se torna uma realidade. E mesmo que a pessoa consiga trabalhar com aquilo que sempre sonhou, nem sempre o ambiente de trabalho é bom e respeitoso. Isso faz com que as pessoas acabem se demitindo. Mas às vezes a causa da demissão é um pouco fora do comum, como por exemplo, gravação de vídeos para redes sociais.

Esse foi o caso de Thiago Garrocho, de 36 anos. Ele é tiktoker e anunciou através das suas redes sociais que tinha pedido demissão da Polícia Militar do Espírito Santo depois de nove anos de trabalho. De acordo com o próprio, a decisão veio por causa de punições que ele tinha sofrido por ter gravado alguns vídeos fardado.

Tudo começou quando, há cinco anos, Thiago e a sua esposa, a policial civil Reniely, ganharam uma fama nas redes sociais. Isso aconteceu quando eles começaram a postar vídeos bem humorados a respeito da vida do casal e da profissão deles.

Vídeos e demissão

@casalpolicial

Após quase 9 anos trabalhando para servir e proteger a sociedade capixaba, chega ao fim a jornada do SD GARROCCHO. Pedi baixa voluntária da PM e vou seguir outros caminhos, por quase 5 anos criei conteúdo para humanizar farda com o CASALPOLICIAL, saio de cabeça erguida sabendo que fiz o meu melhor e que ajudei a mudar o olhar de muita gente, mas não acho justo o que estão fazendo comigo dentro da instituição e por isso resolvi abrir mão do concurso público. Obrigado a Deus por ter me dado forças até aqui e a todos que me apoiaram nessa caminhada! Foi muito difícil tomar essa decisão, mas creio que Deus vai preparar algo melhor! 🙏🏻

♬ som original – Casal Policial

Os vídeos do casal, de acordo com os próprios, têm a intenção de “humanizar a farda”, e são postados no perfil “Casal Policial”, que tem mais de quatro milhões de seguidores no TikTok e um milhão no Instagram.

Contudo, Thiago contou que em 2018 a corporação decidiu investigar alguns dos conteúdos divulgados pelo então soldado. E tendo eles com base, abriram processos contra ele.

Então, em março desse ano, Thiago contou aos seus seguidores os problemas pelos quais ele estava passando junto com a corporação. Na época, ele disse que tinha sido suspenso por dez dias, tendo abatimento salarial.

Com todas as punições que ele estava sofrendo, o ex-policial procurou uma advogada e entrou com seu pedido de demissão. No dia primeiro de outubro, ele anunciou em suas redes sociais que tinha feito o pedido de baixa voluntária.

Seus seguidores questionaram Thiago sobre a possibilidade de ele pedir uma transferência para outra cidade, mas ele disse que como tem sua esposa que trabalha no Espírito Santo e seu filho que estuda na região isso não é uma possibilidade. Ele também disse que tinha a possibilidade de ele continuar sendo “perseguido” em outro batalhão.

TikTok

Canaltech

No caso de Thiago, ele foi perseguido por gravar seus vídeos. No entanto, há pessoas que são obrigadas a gravar conteúdo mesmo sem querer. Esse foi o caso de uma loja de móveis que obrigou uma das suas ex-funcionárias a gravar vídeos de dancinhas para o TikTok.

Por conta disso, o estabelecimento terá que pagar a ela 12 mil reais. A condenação foi dada pelo juiz Fabrício Lima Silva, da Vara do Trabalho de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, no último sábado.

Na época em que os vídeos foram gravados, a funcionária estava casada e grávida. De acordo com ela, os conteúdos que ela foi obrigada a gravar a puseram em uma situação constrangedora. Então, quando ela saiu do emprego ela entrou com uma ação judicial pedindo a indenização.

Na ação, a ex-funcionária disse que teve exposição indevida da sua imagem com vídeos de “conteúdo apelativo”. Além disso, ela também disse que não se sentia confortável enquanto gravava os vídeos e por isso se tornou motivo de chacota quando participava do conteúdo.

Em sua decisão, o juiz levou em conta que a publicação dos vídeos no TikTok, “alguns com conotações sexuais e outros com a utilização de expressões de duplo sentido, extrapolam a zona de neutralidade do direito de imagem que pode envolver situações corriqueiras do contrato de trabalho”. Por conta disso, a loja foi condenada a pagar uma indenização à ex-funcionária.

A loja tentou se defender da acusação afirmando que, na época, a funcionária concordou verbalmente em aparecer e gravar os vídeos para o TikTok. No entanto, o estabelecimento não apresentou prova nenhuma.

Mesmo assim, na visão do juiz, os vídeos não deveriam ser postados nem mesmo que a mulher tivesse concordado com eles por conta da relação de desequilíbrio entre o empregador e a funcionária.

Outro ponto dito pela defesa da loja foi que os conteúdos não tinham finalidades comerciais, e que eles foram produzidos para o perfil do dono da loja no TikTok e não para a conta oficial da empresa. No entanto, o juiz disse que a prova oral da própria loja contradiz essa tese.

Fonte: Istoé,  Tecmundo

Imagens: Canaltech, TikTok

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