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Previsão climática para 2050 pode virar realidade no Reino Unido

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Nosso planeta tem um longo período de existência e já passou por várias mudanças. Umas delas, que os pesquisadores consideram uma das mais drásticas, é a mudança climática. Em 2020, dois meteorologistas do Reino Unido fizeram uma projeção para estimar qual seria a previsão do tempo para 30 anos, em 2050.

Para fazer isso, eles analisaram os modelos climáticos de super longo alcance. Na época, os gráficos mostravam que aquilo não se tratava de uma previsão real. Tanto que aparece escrito no canto superior direito da previsão “exemplos de clima plausível com base em projeções climáticas”. Entretanto, essa previsão pode se confirmar nessa semana, 28 anos antes.

O cientista atmosférico da Universidade Columbia, em Nova York, Simon Lee, foi quem fez essa observação. “Em 2020, o Met Office produziu uma previsão meteorológica hipotética para 23 de julho de 2050 com base nas projeções climáticas do Reino Unido. Hoje, a previsão para terça-feira é surpreendentemente quase idêntica para grande parte do país”, escreveu ele em seu Twitter.

Previsão

G1

A estimativa da temperatura para essa semana é uma coisa inédita, com as máximas entre 10 e 15 graus mais quentes do que o normal. Para se ter uma ideia, a temperatura mais alta já registrada tinha sido de 38,7ºC, no Jardim Botânico de Cambridge, em 2019.

Por conta dessa onda de calor, um alerta vermelho foi emitido no Reino Unido, coisa que nunca foi vista antes. “Esperávamos não chegar a essa situação. Em um estudo recente, descobrimos que a probabilidade de dias extremamente quentes no Reino Unido tem aumentado e continuará a aumentar ao longo do século, com mais temperaturas extremas esperadas para serem observadas no sudeste da Inglaterra”, disse Nikos Christidis, cientista climático do Met Office, em um comunicado.

Piores cenários

BBC

Por conta do agravamento das mudanças climáticas, vários modelos são feitos em computadores para tentar prever o futuro delas. E, infelizmente, esses modelos tiveram uma previsão negativa bastante radical.

As camadas congeladas da Antártica e da Groenlândia, que podem elevar o oceano mais de 65 metros se elas derreterem por completo, estão tendo seus piores cenários possíveis previstos pela ONU da elevação do nível do mar.

O artigo mais recente publicado na revista “Nature Climate Change” disse que o derretimento de gelo acompanhou as piores previsões feitas de derretimento mais extremo das duas camadas de gelo. Isso aconteceu entre 2007 e 2017. E até 2100, o aumento será de 40 centímetros.

Essa perda de gelo reflete aproximadamente três vezes as previsões médias do maior relatório recente, que é o do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) de 2014. Mas existe uma grande diferença entre as previsões do IPCC e a realidade que é observada.

“Precisamos descobrir um novo ‘pior cenário’ para os mantos de gelo, porque eles já estão derretendo a uma taxa que condiz com o nosso atual. As projeções do nível do mar são essenciais para ajudar os governos a planejarem políticas climáticas, estratégias de mitigação e adaptação”, disse o autor principal do estudo, Thomas Slater.

Possível futuro

previsão

Veja saúde

A previsão é que com esse aumento do nível do mar as tempestades nas regiões costeiras aumentarão seu poder de destruição. E mais de 70 bilhões de dólares seriam necessários para proteger essas áreas costeiras.

Os modelos climáticos são complicados e podem existir várias razões pelas quais as previsões da ONU estavam erradas. De acordo com Salter, é preciso entender melhor os fatores para ajustar os modelos, e assim fazer as previsões mais precisas com relação ao aumento do mar.

Até algumas décadas atrás,  os mantos de gelo da Antártica e da Groenlândia perdiam a mesma quantidade de gelo que ganhavam em forma de neve. Mas com o aumento gradual da temperatura do planeta, quebrou-se esse equilíbrio. Para se ter uma ideia, em 2019, a Groenlândia derreteu 532 bilhões de toneladas de gelo por conta de um verão extremamente quente. Isso fez com que o nível do oceano aumentasse 40%.

Segundo Salter, o próximo relatório grande do IPCC está sendo feito através de modelos que mostrarão melhor o comportamento da atmosfera, mantos e gelos. Isso fará com que a precisão seja melhor.

Fonte: G1, Ambiente Brasil

Imagens: G1, BBC, Veja saúde

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