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Quase 11 mil pessoas morreram de Aids em 2022 no Brasil

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No mundo todo, aproximadamente 37 milhões de pessoas vivem com o vírus da Imunodeficiência Humana, o HIV. Felizmente, vários países oferecem o tratamento tanto para prevenção, como para as pessoas que já vivem com o vírus. Contudo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quatro milhões de pessoas possuem o vírus do HIV ativo, mas não receberam o diagnóstico, o que faz delas vetores de transmissão.

Justamente para lembrar da importância de um tratamento adequado é que no dia primeiro de dezembro é tido como o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A data serve para alertar a respeito dos riscos da doença e conscientizar a população. Isso é importantíssimo porque, de acordo com um balanço feito pelo Ministério da Saúde, quase 11 mil pessoas morreram em 2022 no Brasil tendo como causa básica o HIV ou Aids.

Ao todo, foram 10.994 mortes registradas. Os dados também mostram que 61,7% das mortes foram de pessoas negras e 35,6% de pessoas brancas.

HIV

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No quesito casos de HIV, em 2022 foram 43.403. E atualmente no Brasil um milhão de pessoas vivem com a doença. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, entre 2007 e junho de 2023, foram notificados 489.594 casos de infecção pelo HIV no nosso país. Sendo a maior incidência entre os homens, negros e em uma faixa etária entre 25 e 39 anos.

“Há uma queda mais acentuada entre os casos em brancos de maior escolaridade. As vulnerabilidades são determinantes da questão do HIV, como de tantas outras doenças”, disse Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) do Ministério da Saúde.

De todos os casos, a maior parte deles, 203 mil, foram vistos na região sudeste. Depois vem o nordeste, com 104 mil casos; o sul, com 93 mil; o norte, com 48 mil; e por fim o centro-oeste, com 38 mi casos de HIV confirmados.

Conforme a avaliação do Ministério da Saúde, o principal gargalo atualmente é a testagem. Por conta disso que o plano das autoridades é distribuir quatro milhões de testes para detecção conjunta do HIV e da sífilis.

Tratamento e profilaxia

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Quando uma pessoa tem o diagnóstico do HIV ela precisa começar o tratamento com antirretrovirais. E no caso das pessoas que podem se expor ao risco de ter contato com o vírus existe a profilaxia pré e pós exposição. Ambas são distribuídas de forma gratuita pelo sistema único de saúde (SUS).

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é tomar comprimidos antes da relação sexual que faz com que o organismo fique preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. Enquanto que a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é um medicamento usado somente pelas pessoas que tiveram em uma situação de risco de contágio.

O plano do Ministério da Saúde é que até 2026 mais de 200 mil pessoas tenham acesso à PrEP. Hoje, 73 mil pessoas usam os medicamentos de profilaxia, o que é 45% a mais do que em 2022.

Distribuição

Dra. Danielle Tavares

O tratamento com PrEP estava disponível somente para pessoas maiores de idade, mas em janeiro desse ano ele também chegou aos adolescentes através do SUS. Com isso, as pessoas dessa faixa etária podem tomar o remédio sem precisar da presença ou da autorização de algum responsável legal.

Então, esse tratamento preventivo está disponível para as pessoas a partir de 15 anos, que sejam sexualmente ativas, que pesem mais de 35 quilos e tenham um contexto de risco maior para infecção pelo HIV. Por exemplo, uma pessoa que tenha vários parceiros, pratique relações sexuais sem proteção e use os preservativos de maneira irregular.

De acordo com dados do Ministério da Saúde através do Painel PrEP, mais de 44 mil brasileiros fazem uso da PrEP. Mesmo assim, conforme os especialistas da área pontuam, todo o estigma que ainda circunda o HIV é um obstáculo grande para que as pessoas busquem formas de prevenção. Por conta disso, na visão deles, esse acesso à PrEP é essencial.

Desde 2012, a PrEP é usada nos EUA e recentemente outros países, como França, Quênia, Peru e Austrália, também adotaram seu uso. No nosso país, o medicamento começou a ser oferecido no fim de 2017 através do Sistema Único de Saúde de maneira gradual.

Muitas pessoas ainda têm dúvidas quanto à eficácia da PrEP na prevenção do HIV. Mas estudos concluíram que ela pode ser sim considerada eficaz desde que a pessoa faça o tratamento com as doses certas e com a frequência correta. A PrEP usa a medicação dois em um que age bloqueando alguns dos “caminhos” que o HIV usa para infectar o organismo da pessoa.

Quando esse medicamento é tomado diariamente, ele impede que o HIV consiga se estabelecer e se espalhar pelo corpo. No entanto, se a pessoa não tomar o medicamento todos os dias, como é o recomendado, pode ser que não exista uma quantidade suficiente dele no sangue da pessoa para que o vírus seja bloqueado.

Fonte: Olhar digital,  Canaltech

Imagens: Olhar digital, Dra. Danielle Tavares

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