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Reconstrução mostra como era uma rainha peruana de 1200 anos atrás

POR Cristyele Oliveira    EM Curiosidades      08/05/19 às 15h07

Graças aos avanços tecnológicos, o homem evoluiu a ponto de fazer coisas inimagináveis há alguns anos atrás. Hoje com todo o aparato tecnológico disponível, é possível fazer reconstruções faciais apenas com os restos humanos. Encontrado na costa do Peru em 2012, o crânio de uma rainha peruana que viveu há mais de 1.200 anos atrás serviu como base para um processo de reconstrução para estimar as características do seu rosto.

A rainha, chamada Huarmey, tinha aproximadamente 60 anos quando morreu. A partir do seu crânio, os arqueólogos usaram uma impressora 3D e recursos artísticos para estimar as características físicas da rainha. Com isso, eles conseguiram recriar uma imagem de como o seu rosto teria se parecido em vida. O resultado é realmente impressionante, e detalha características como a flacidez da pele e dos músculos faciais da monarca peruana.

Rainha Huarmey

A rainha Huarmey viveu há cerca de 1.200 anos atrás. Acredita-se que ela tenha morrido aos 60 anos de idade. Os seus restos mortais foram encontrados em 2012, em um sítio arqueológico chamado El Castillo de Huarmey, na costa do Peru.

A equipe de arqueólogos, liderada por Milosz Giersz, acredita que tanto a rainha, quanto as outras 57 mulheres encontradas no mesmo lugar, pertenceram à aristocracia da cultura Wari. Os povos Wari governaram parte do território que hoje é o Peru, séculos antes do Império Inca. O seu corpo foi encontrado em uma tumba privada. Junto a sua ossada, eles encontraram também várias joias e outros artigos de luxo. Além de um machado cerimonial e de uma taça de prata.

Os arqueólogos analisaram cuidadosamente a sua ossada. A partir dos estudos, eles descobriram que a mulher tinha passado a maior parte da sua vida sentada como muitas outras mulheres nobres daquela região. Por ter usado extensivamente a parte superior do corpo, os cientistas acreditam que ela possivelmente tenha se dedicado à atividades de tecelagem.

A reconstrução

Em 2018, Giersz juntamente com Oscar Nilsson conseguiram reconstruir o seu rosto a partir do seu crânio. Para isso, eles tiveram que escanear o crânio em um modelo impresso em terceira dimensão. Para se ter uma maior precisão de como seriam as suas feições, eles trabalharam com estimativas para medir a espessura e flacidez da pele.

Para chegar o mais próximo possível da real aparência da rainha, Nilsson trabalhou 220 horas para modelar o seu rosto. Ele analisou várias fotografias de populações indígenas que vivem em regiões próximas ao local, onde foi encontrada a ossada. Isso para ter uma melhor referência de suas características físicas. Com o intuito de trazer mais autenticidade ao trabalho, foi usado até o cabelo real de uma senhora peruana, comprado em um mercado de perucas.

Além do cabelo de verdade, o artista usou ainda réplicas dos alargadores de ouro encontrados em sua tumba. Para detalhar melhor as características do rosto, como as rugas e linhas de expressão, foi usada argila para modelar a gordura e a pele acima dos músculos faciais.

Atualmente, o trabalho de reconstrução do rosto da rainha peruana está exposto no Museu Nacional Etnográfico de Varsóvia, na Polônia.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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