Saiba quais são os riscos de participar de grupos no WhatsApp

POR Isabela Ferreira    EM Ciência e Tecnologia      20/04/18 às 17h46

WhatsApp surgiu como uma rede social revolucionária, que de fato transformou a forma como nos comunicamos. Rápida e acessível, permite o envio de mensagens, áudios, imagens, links, documentos, enfim... Essencialmente aquilo que precisamos compartilhar. Como se não bastasse, ainda apresenta a opção de criar grupos, onde é permitido que até 256 pessoas troquem mensagens simultâneas.

A questão é que, embora pareça realmente uma vantagem, existem alguns perigos, principalmente nos referidos grupos. Desde o princípio, os desenvolvedores do WhatsApp se mostraram muito preocupados em relação a segurança. No entanto, não é novidade para ninguém que a rede já apresentou algumas falhas exatamente nesse ponto. A partir daí, foi implantada a criptografia de ponta a ponta, que teoricamente nos deixa extremamente protegidos. Mas então, qual é o real problema dos grupos?

O risco mora principalmente nos grupos públicos de WhatsApp

Muita gente por aí simplesmente detesta participar de grupos. Sem contar o fato de que as vezes, somos incluídos em grupos de terceiros, lotados de pessoas que nunca vimos na vida... Pessoas essas, que não sabemos as reais intenções. Mas ainda existe uma situação que pode ser considerada pior. Você já deve ter visto que o WhatsApp pode disponibilizar um link para os administradores, permitindo que eles o mandem para qualquer pessoa, e esta, pode entrar no grupo sem prévia autorização.

Obviamente, se ela recebeu o link é porque foi convidada. Mas e se essa mesma pessoa resolve divulgar o grupo na internet, por exemplo? Não é difícil encontrar casos do tipo, de grupos realmente públicos, onde qualquer um pode entrar sem passar pelo crivo de um administrador. Normalmente, eles tem o objetivo de debater assuntos bem pontuais a exemplo de política, religião e cultura, com pessoas de todas as partes do país. O grande problema é que, mais do que nunca, essa situação não permite que saibamos realmente quem são as pessoas que estão ali.

O próprio site do WhatsApp faz a seguinte recomendação para o uso da função: "Utilize esta função com pessoas de confiança. É possível que alguém reenvie o link para outra pessoa. Se isso acontecer, essa pessoa também poderá se juntar ao grupo. Nesse caso, o administrador não precisará aprová-lo".

Um estudo conduzido pelos pesquisadores Kiran Garimella, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, e Gareth Tyson, da Universidade de Queen Mary de Londres, no Reino Unido, mostrou o quanto é simples obter informações e dados pessoais daqueles que usam os tais grupos públicos. Apenas para que você tenha noção, durante 6 meses eles conseguiram sem dificuldade, reunir informações de 45. 794 pessoas. Para isso, entraram em cerca de 200 grupos públicos que eram divulgados na web e leram mais de meio milhão de mensagens.

Dados colhidos

Dentro dos grupos, os pesquisadores tiveram acesso a fotos de perfil, telefones, vídeos, links para sites, comentários e talvez o pior... A localização dos usuários. É claro que em nenhum momento eles violaram as regras da plataforma, ou fizeram mau uso das informações colhidas. Mas a partir daí, podemos ter ideia das dimensões do problema.

O aplicativo armazena os dados fornecidos por seus usuários em um banco de dados local no aparelho usado. O problema é que a chave para descriptografar tais informações, está armazenada no mesmo local... Na memória RAM. Pensando nisso, os pesquisadores usaram um celular mais antigo para participar dos grupos. Em seguida, executaram uma série de códigos supostamente fáceis de implementar, e conseguiram informações extras sobre os membros do grupo.

A rede social defende um tipo de criptografia única, sem a necessidade de códigos secretos para proteger a privacidade. No entanto, falhas no projeto podem ser encontradas, o que acaba nos colocando em risco. De qualquer forma, a recomendação é para que os grupos públicos, em que se usam links, sejam evitados. Não é preciso muito para que alguém consiga colher excessivas informações ao seu respeito... Basta observar conversas.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem as ideias de vocês com a gente, aí pelos comentários!

Via   Info Glitz     Venture Beat     BBC  
Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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