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Segundo indígena Txai Suruí, zerar desmatamento na Amazônia é possível

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O desmatamento da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, é um assunto que sempre está em pauta. Até porque, esse desmatamento não é uma coisa recente. Ele acontece há décadas e em vários estados, como o Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Mato Grosso, Maranhão e parte de Tocantins. Por conta dele, uma quantidade imensa de árvores é retirada da floresta, o que é preocupante e pode ter consequências drásticas para toda humanidade, como o agravamento das temperaturas no planeta.

Justamente por isso que a situação da floresta é uma pauta em vários debates entre o governo federal, ambientalistas e grandes instituições mundiais. A discussão é importante porque a Amazônia tem uma grande influência no equilíbrio ambiental do mundo inteiro. Então, mantê-la segura quer dizer manter o equilíbrio da Terra como um todo.

O pronunciamento mais recente sobre o combate ao desmatamento e a fiscalização de terras foi feito na quarta-feira pela indígena Txai Suruí, do povo Paiter-Suruí, de Rondônia. Em seu discurso, ela comentou a respeito das suas expectativas sobre o meio ambiente nas gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e e da ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede).

Possibilidades

BBC

“O Brasil, se ele quiser, consegue zerar o desmatamento”, afirmou Txai.

Além disso, a ministra Marina Silva reforçou durante o seu discurso de posse que a transversalidade é um objetivo dos ambientalistas. E Txai reforçou que esse trabalho de preservação do meio ambiente não é uma coisa partidária, mas sim um dever de todas as pessoas.

“O meu ambiente é uma pauta suprapartidária, que vai além do que direita ou esquerda e que tem que estar em todos os ministérios”, pontuou.

Para quem não conhece a indígena, ela teve um grande destaque na Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26), em Glasgow. Txai foi a única brasileira que discursou na cerimônia de abertura. As pautas pelas quais ela se destaca são a defesa da floresta e a resistência dos povos originários do Brasil.

Desmatamento

Brasil de fato

O posicionamento dado por Txai sobre o desmatamento não é uma visão utópica. Tanto é que, felizmente, ele caiu 11,27% em 2022. Claro que essa diminuição foi bem considerável e deu um pouco de esperança. Com isso, várias instituições que visam melhorar a relação dos humanos com a floresta têm discutido essa pauta.

De acordo com dados oficiais divulgados pelo governo, de julho de 2021 a julho de 2022, o desmatamento na Amazônia caiu 11,27% comparado aos outros anos. A destruição da área florestal teve uma queda para 11.568 quilômetros quadrados.

Essa queda foi vista no gráfico feito com os dados anuais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “É melhor ter um número mais baixo do que mais alto, mas é um número muito alto ainda. É o segundo maior número dos últimos 13 anos”, disse Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima.

Contudo, mesmo que esses números representem uma queda quando comparados com os vistos em 2021, os especialistas pontuam que ainda existe um caminho longo a ser percorrido para lidar com todos os problemas causados pelo desmatamento. Tanto é que eles temem que em determinado ponto nós cheguemos em um estado onde a Amazônia comece a ser ineficaz com relação às mudanças climáticas.

Esse ponto pode chegar em algum momento da história porque a floresta é a responsável por absorver quantidades gigantes de dióxido de carbono, que é o gás que aquece a temperatura do planeta. Esse gás é liberado na atmosfera através do desmatamento. Justamente por isso que a preocupação dos especialistas faz sentido, visto que, com o desmatamento da Amazônia, além de a floresta não conseguir absorver a quantidade necessária de gás, o dióxido de carbono é liberado na atmosfera, fazendo com que cada vez mais a vida na Terra esteja com seus dias contados.

Fonte: Metrópoles, Isto É

Imagens: BBC, Brasil de fato

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