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Sudoeste da Islândia foi atingido por 17 mil terremotos

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Terremotos ocorrem em vários lugares do mundo todos os anos. Alguns, de proporções massivas, acabam chamando atenção da mídia, devidos aos grandes estragos que eles acabam causando. Enquanto outros, sequer são sentidos. A não ser pelos sensíveis aparelhos que os cientistas utilizam para estudá-los.

Um só já é uma coisa ruim de se imaginar. No entanto, semana passada o sudoeste da Islândia, na Península de Reykjanes, mais de 17 mil terremotos foram registrados.

Os moradores da região foram aconselhados a tomar um cuidado redobrado por conta dos perigos de deslizamento de terra e queda de rochas. Além disso, vários dos maiores terremotos do país foram sentidos na capital, Reykjavik, que fica apenas 27 quilômetros de distância.

Tudo isso fez com que as preocupações com os efeitos dos terremotos ficassem ainda maiores. E até a possível erupção do sistema vulcânico Krýsuvík foi cogitado.

Terremotos

O sudoeste da Islândia tem um histórico de ser calmo, mas isso pode ser quebrado por períodos turbulentos de uma intensa atividade sísmica que vem acompanhada de erupções vulcânicas. E ao que tudo indica a região parece estar entrando em seu período turbulento.

Esse enxame de terremotos é, na verdade, o mais recente período de atividade sísmica que começou há um ano. E o tremor da Terra é a manifestação mais óbvia da liberação de grandes quantidades de energia.

Contudo, o magma também foi se acumulando, de forma silenciosa, perto da superfície. E quando isso acontece existe uma possibilidade maior que a superfície se rompa e os vulcões entrem em erupção.

Essa preocupação aumentou ainda mais no dia três de março. Nesse dia, um tipo de atividade sísmica característica do movimento do magma foi detectado. Isso indicou que uma erupção pode ser iminente.

Incertezas

O problema desse tanto de terremotos e possíveis erupções é que a última vez que o sudoeste da Islândia experimentou isso foi em 1300, época que não existia nenhum equipamento para monitorar a atividade sísmica, Além disso, existiam muito menos pessoas em volta. O que quer dizer que os pesquisadores não sabem realmente quais são os sinais antes das erupções acontecerem. Tudo isso faz com que existam muitas incertezas.

Felizmente, a Islândia tem uma rede líder mundial para monitorar distúrbios sísmicos e vulcânicos. Além de um excelente histórico de antecipação de erupções e de manutenção da segurança da sua população. Por conta disso tudo, se uma erupção realmente acontecer, as chances de que tudo fique bem são grandes.

As erupções no sudoeste do país são de um tipo de rocha fluido chamado basalto. Isso tem como resultado fluxos lentos de lava que são alimentados por crateras e cones que explodem de forma suave.

Elas são chamadas no país de “erupções turísticas” porque são, relativamente, seguras e previsíveis. Além de dar a centenas de pessoas a oportunidade de presenciar um espetáculo natural mágico.

Antigamente, os turistas se aglomeravam na Islândia para ver essas erupções. Mas hoje em dia, existe um período de quarentena de cinco dias para os turistas que entram na Islândia por conta da pandemia.

Na área em que essa agitação acontece não existem habitações próximas. A região está mais afastada. É bem provável que os córregos de lava danifiquem qualquer propriedade que estiver em seu caminho. Mas se essa lava chegar ao mar, ele a bloqueará.

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