
Já imaginou conseguir ver o interior de uma estrela no exato momento em que ela explode? Pois foi exatamente isso que rolou com a supernova 2021yfj, lá na nossa Via Láctea. Pela primeira vez, cientistas flagraram as camadas mais profundas de uma estrela.
Normalmente, quando uma supernova explode, tudo vira uma bagunça: camadas embaralhadas, gases turbinando e difícil enxergar o núcleo. Mas nesse caso, não foi assim. A estrela já tinha perdido suas camadas externas de hidrogênio e hélio tempos antes de explodir e até o silício e enxofre mais densos tinham sido arrancados durante o evento. Ela estava “pelada” quando deu o show cósmico.
Essa é a evidência mais direta até hoje sobre como o fim de uma estrela de verdade funciona. É como ver o motor de um carro em funcionamento real. Mais: esse tipo de observação ajuda a calibrar nossas teorias e modelos sobre morte estelar e enriquecimento químico do universo, ou seja, nosso próprio “DNA cósmico”.
Fonte: AP News





