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Tinder lança “Compartilhar meu date”, novo recurso de segurança

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O Tinder é um dos aplicativos de relacionamento mais famosos, por isso não é de se espantar que quando as pessoas ficam solteiras elas façam um perfil no aplicativo. Mas além de um possível amor, infelizmente, algumas pessoas podem cair em algum golpe.

Justamente por isso que o aplicativo está lançando um novo recurso que irá ajudar seus usuários a compartilhar detalhes de um encontro com os amigos e família para ser uma ferramenta de segurança. Esse recurso se chama “Compartilhar meu date” e ele envia informações como a data, hora e local em um único link.

Além dessa informações, esse recurso também manda uma foto da pessoa com quem será o encontro e um link para o perfil dela. No próprio Tinder, as datas podem ser definidas com até 30 dias de antecedência. E conforme haja alguma alteração, ela também irá ser atualizada para as pessoas com as quais as informações foram compartilhadas.

Novo recurso

Olhar digital

De acordo com o anúncio feito pelo aplicativo, esse recurso tem o objetivo de facilitar o tipo de compartilhamento, dando uma segurança maior para os dates das pessoas. E o “Compartilhar meu date” irá estar disponível já nos próximos meses.

Ainda segundo o Tinder, 51% dos seus usuários com menos de 30 anos já compartilham as informações dos seus dates com seus amigos, e 19% as compartilham com suas mães. Seja com quem for, o aplicativo pontuou que é sempre bom compartilhar com alguém quando e para onde irá sair em um encontro, além de alguns detalhes a respeito da pessoa que irá encontrar.

Mesmo que o Tinder seja o mais famoso, existem outros apps parecidos e rivais dele, como por exemplo o Match.com. Esse app lançou em 2020 uma função bem parecida com essa nova do Tinder, que é um check-in que envia detalhes a respeito do encontro para os contatos de emergência da pessoa no caso de o encontro não estar indo muito bem.

O novo recurso do Tinder irá ser disponibilizado nos EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá, Cingapura, Índia, Irlanda, Alemanha, França, Espanha, Japão, Brasil, Suíça, México, Holanda, Itália, Coreia, Vietnã e Tailândia. O que se tem até o momento são somente os países, uma data oficial ainda não foi dita.

Tinder

BOL

Como dito, por mais que a maior parte das pessoas no Tinder possam estar procurando por algum tipo de relacionamento, infelizmente, existem as que se aproveitam para golpear outras.

Como o que aconteceu com a administradora de empresas, Aline Fernandes dos Santos, de 41 anos, que tinha terminado seu casamento de 20 anos e decidiu criar um perfil no aplicativo de relacionamento. Ela saiu em alguns encontros que não gostou muito. Mas tudo mudou quando ela conheceu Jack, um britânico de 33 anos que estava a um quilômetro dela.

A biografia do homem dizia: “sou de Londres, homem de negócios e investidor”. Então eles começaram a trocar mensagens no dia 11 de março. Nesse momento Aline nunca imaginava que cairia em um golpe um mês depois e teria um prejuízo de aproximadamente 600 mil reais.

“É o dinheiro de toda minha vida, mais as dívidas que acabei fazendo”, disse ela.

Mesmo depois do golpe, o perfil de Jack estava ativo no Tinder até o fim de abril de 2022. Para ele, o aplicativo servia como isca para conquistar a confiança das suas vítimas. Tanto é que, no caso de Aline, ela recebia mensagens como “chegou bem em casa?”, “tenha um ótimo dia de trabalho” e “você é a primeira pessoa que converso no Brasil”.

“É uma amarração, vai envolvendo você. Aí tem um momento que ele fala do trabalho dele, que ele é muito apaixonado e dedicado”, contou Aline.

O trabalho que Jack dizia fazer era com criptomoedas. Ele dizia ter uma empresa e que estava no Brasil para cuidar de um tio doente, com uma idade avançada e processo de demência. E ele usava esse tio como desculpa para não marcar encontros com Aline e nem mesmo atender chamadas de vídeo.

Quando os investimentos de Aline chegaram a cerca de 47 mil dólares, aproximadamente 425 mil reais, ela quis resgatá-lo. “Ele some por dois dias e depois reaparece no celular, feliz, bem feliz, muito empolgado. Diz que levou o tio embora para a Inglaterra, que os parentes de lá vão cuidar dele e que gostaria de me conhecer. Logo depois manda mensagem dizendo que caiu na triagem do aeroporto e que vai ficar de quarentena”, contou Aline.

Foi aí que a mulher começou a ficar nervosa porque Jack ficava indisponível e ela não conseguia resgatar o seu dinheiro sozinha pelo aplicativo. E quando ela entrou em contato com o atendimento ao cliente, a corretora disse que tinham taxas e impostos a serem pagos.

“Cada vez que eu conseguia pagar uma taxa nova, e eram muito altas, tipo 30 mil, 45 mil reais, chegava outra. Aí tinha a lista de espera, se eu quisesse passar na frente, tinha que pagar mais uma taxa”, disse ela.

Com tudo isso acontecendo, a relação dos dois começou a ficar mais fraca. “Ele provocou uma discussão sem sentido dizendo que estava naquela situação de suposta fragilidade, de quarentena, que eu não confiava nele, e me bloqueou”, contou.

Aí que a ficha de Aline caiu e ela percebeu que tinha sido vítima de um golpe. Ela foi até a delegacia de crimes cibernéticos, registrou o boletim de ocorrência, mas o escrivão disse que por ser um golpe, existia a hipótese de o dinheiro já estar bem longe e ser quase impossível recuperá-lo.

Fonte: Olhar digital, Folha de São Paulo

Imagens: Olhar digital, BOL

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