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Trilhões de cigarras estão prestes a dominar os Estados Unidos

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Nós sempre nos deparamos com filmes que abordam histórias de insetos invasores. Essas produções, há anos, têm assustado inúmeros cinéfilos ao redor do mundo. O que esses cinéfilos não sabem é que toda essa trama traçada nos filmes também se desenvolvem na vida real. Isso mesmo. Agora, por exemplo, vamos vivenciar uma invasão das chamadas cigarras periódicas. Para os cientistas, a quantidade de cigarras que irão emergir nos próximos dias é capaz de deixar qualquer filme Hollywood com vergonha.

Ao longo das próximas semanas a Costa Leste e o Centro-Oeste estadunidense serão tomadas por cigarras. De acordo com uma reportagem publicada pela CBS News, os insetos em questão irão emergir do solo, trocar suas peles e participar de um ritual de acasalamento, o qual, segundo os cientistas, devem durar um mês.

O cenário, que à primeira vista parece caótico, é, na verdade, algo único. As cigarras, em meio a todo esse processo, sobem até ao topo das árvores para emanar suas canções que chegam a atingir 100 decibéis, a mesma intensidade de uma britadeira.

“É um evento grande, muito grande. Quer dizer, estamos falando de trilhões de cigarras que vão emergir, cantando, paquerando para encontrar companheiros. E muitas delas poderão ser vistas dos quintais das casas, principalmente as que têm árvores”, disse Jessica Ware – entomologista do Museu Americano de História Natural – ao meteorologista e especialista em clima da CBS News, Jeff Berardelli.

Cigarras

Conforme expôs a reportagem da CBS News, há, atualmente, mais de uma dúzia de espécies de cigarras que emergem dessa forma nos Estados Unidos. As espécies, basicamente, são classificadas de acordo com o momento e com a maneira em que emergem do solo. A espécie Brood X, a qual se prepara para vir ao mundo nas próximas semanas, é considerada, em termos populacionais, a mais densa e sua aparição é vista como algo único porque só ocorre a cada 17 anos.

“Eu não acho que as cigarras tenham ideia do tamanho do show que proporcionam, afinal, parte deste espetáculo é programado. E todo esse evento é impulsionado por uma série de cascatas bioquímicas – você sabe, hormônios que disparam no interior do corpo desses insetos. E é exatamente a quantidade deste hormônio que diz quando é o momento ideal de emergir do solo “, disse Ware.

Depois que as cigarras emergem, o tempo torna-se inimigo destes insetos. Segundo Ware, as cigarras usufruem de “curto espaço de tempo” – cerca de três ou quatro semanas – para encontrar um companheiro e botar os ovos antes de morrer. “Imagine como é cruel: você passa todo o seu estágio juvenil, ou seja, 17 anos no embaixo da terra, para depois ter apenas três ou quatro semanas para encontrar um amor e procriar”, pontuou a profissional.

Todo esse fenômeno é, sem sombra de dúvida, vital para a perpetuação das cigarras em questão, mas, em contrapartida, é assustador para muitos que habitam as regiões em que ocorrem o evento. Ware, por conta disso, ressalta: “as cigarras não fazem nada aos seres humanos, elas não mordem nem picam”.

“Na verdade, elas não causam danos aos humanos. Elas não são capazes de causar danos nem mesmo ao jardim”, disse Ware. “O objetivo destes insetos é se encontrar e acasalar, para, assim, garantir a perpetuação da espécie”.

Inimigos

Além do tempo ser um dos principais inimigos destes insetos, as cigarras também devem superar outras ameaças: a expansão urbana e o alto desenvolvimento. Ambos fatores têm contribuído drasticamente para a diminuição de populações inteiras de cigarras. Além dos que foram citados acima, há também um outro fator que prejudica as espécies de cigarras: o clima, cada vez mais quente, tem interferido nos ciclos de perpetuação das espécies.

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