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Veja como é a chuva em outros planetas do sistema solar

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O sistema solar é formado pelo Sol e mais 1.700 corpos celestes menores, entre cometas, asteroides e os planetas com seus satélites. Nosso sistema solar, fica em um dos espaços da Via-Láctea, sendo formado pela estrela solar e por tantos outros corpos celestes ao seu redor.

Cientistas estudam o nosso sistema solar há anos e mesmo assim ainda existem várias questões não foram descobertas. Nele, a precipitação é bem mais difundida do que é comumente suposto. Claro que chove água na Terra, mas em outros planetas isso é diferente. Por exemplo, neva dióxido de carbono em Marte, chove metano em Titã, ácido sulfúrico em Vênus e em Netuno pode chover diamantes.

A variedade de coisas que caem do céu é quase tão variada quanto os próprios planetas. Contudo, uma nova pesquisa, que foi liderada por Kaitlyn Loftus em Harvard, encontrou uma semelhança para todos os materiais líquidos que compõe  chuva em todo o sistema solar. Eles descobriram que todas as gotas, não importa o material, são aproximadamente do mesmo tamanho.

Precipitação

Para isso acontecer, existem duas causas principais. Que são: pequenas gotas de chuva evaporam, enquanto as gotas grandes de chuva se separam em menores. Então, os cientistas analisaram o tamanho das gotículas em planetas parecidos com a Terra, no caso Marte e Vênus, para determinar quais podem ser esses níveis.

O resultado mostrou que, como era esperado, as quedas com raio menor que 1/10 de milímetro evaporam antes de atingir o solo. Entretanto, por outro lado, as gotas maiores com um raio com mais de alguns milímetros se dividiram em gotas mais próximas de um tamanho médio.

Mesmo nos planetas maiores não existia uma diferença dramática de tamanho. Por exemplo, a chuva em Júpiter ou em Saturno seria parecida no tamanho com a da Terra ou Marte. E o material de que a chuva é composta também não teve um impacto particularmente grande no tamanho que a gota teria.

Um exemplo disso pode ser visto em Titã, onde chove metano. O estudo descobriu que a maior gota de metano era somente duas vezes o tamanho das gotas médias da Terra mesmo que a gravidade e os padrões climáticos fossem totalmente diferente nos dois lugares.

Análises

Contudo, ainda não é claro o motivo exato dessa uniformidade. A equipe acredita que ela tem a ver com a densidade e a tensão superficial do material. E saber com certeza essa relação não é um benefício único de estudos adicionais nessa área.

Saber como as gotas de chuva se formam em outros planetas irá ajudar os exoplanetologistas a entenderem a atmosfera dos exoplanetas. Isso fará com que ele se torne um tópico bem mais interessante com o lançamento de satélites de observação de exoplanetas muito mais poderosos em um futuro próximo.

Por mais que possa demorar muito até que alguém realmente veja a chuva em outro planeta pessoalmente, saber que ela não seria tão diferente da chuva que vemos aqui na Terra já é uma coisa reconfortante. Mas claro que quando alguém realmente presenciar a chuva em outro planeta será uma coisa ainda mais surpreendente.

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