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Vida extraterrestre pode estar a 65 anos-luz da Terra

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Desde que o mundo é mundo, os primeiros humanos já eram fascinados pelo céu e pelos astros que eram vistos. Conforme a tecnologia foi avançando e o pensamento científico também foi sendo mais elaborado, o encanto pelo espaço e pelos ambientes, ao redor do universo, aumentou ainda mais. É claro que, com o fascínio pelo espaço e com o aumento de recursos, a expectativa pela possibilidade de existir vida fora da Terra também cresceu.

Para que a vida complexa exista em outro lugar é preciso vários fatores. Assim, quando os cientistas procuram em outras galáxias, baseiam-se no que sabem. Tanto é que, até o momento, conhece-se apenas um planeta que tenha vida: o nosso. Justamente por isso que se procuram planetas parecidos com a Terra na esperança que eles também tenham vida.

Contudo, até o momento nenhuma evidência foi encontrada. Mas agora um novo estudo feito pelo professor de astronomia e astrofísica Piero Madau apresentou um modelo matemático novo que pode ajudar na busca por vida extraterrestre em até 326 anos-luz de distância do sistema solar.

Estudo

De acordo com os dados, os resultados obtidos sugeriram que essa distância pode dar quase 11 mil exoplanetas rochosos do tamanho do nosso e que estejam dentro de suas zonas habitáveis.

Um ponto importante a ser dito é que esse estudo não é uma pesquisa a respeito de “como buscar por alienígenas”. Mesmo assim, os dados vistos nele sugerem que um planeta parecido com a Terra tem vida, podendo ser ela microbiana ou mais avançada. Esse planeta pode estar a 65 anos-luz de distância.

Esse estudo deve ajudar em novas pesquisas para que melhores métricas sejam criadas para a caracterização dos corpos parecidos com o nosso. Tudo isso com o objetivo de buscar por outros planetas habitáveis.

O estudo foi feito se baseando em dados coletados por missões espaciais diferentes, como por exemplo, a do telescópio espacial Kepler, que conseguiu confirmar mais de cinco mil exoplanetas.

O pioneiro do programa Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI), Dr. Frank Drake, criou em 1961 a chamada equação de Drake para tentar entender a possibilidade da quantidade de civilizações e planetas habitáveis na nossa galáxia.  No entanto, Piero diz que ainda faltam parâmetros importantes para que a equação seja melhorada.

“A Equação de Drake representa um resumo pedagógico útil dos fatores que podem afetar a probabilidade de detectar mundos com vida e, eventualmente, civilizações extraterrestres tecnologicamente avançadas ao nosso redor hoje. No entanto, essa probabilidade e esses fatores dependem, entre outras quantidades, da história da formação de estrelas e enriquecimento químico do disco galáctico local, bem como da linha do tempo do surgimento de formas de vida simples, como micróbios, e eventualmente vida complexa”, explicou Madau, professor da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (UCSC), nos Estados Unidos.

Vida extraterrestre

Tecmundo

Tendo como base os dados a respeito da Terra se formando há 4,5 bilhões de anos e a vida há quatro bilhões, o cientista criou um modelo matemático para estimar quando os chamados “planetas terrestres temperados” (TTPs) e a vida podem ter surgido. De acordo com ele, os astrônomos irão poder estudar quais regiões são candidatas boas para fazer uma busca por bioassinaturas de planetas habitáveis e vida alienígena.

Esse ponto de vista leva em consideração a população local de estrelas de vida longa, exoplanetas, TTPs e mais cálculos matemáticos. Na visão de Madau, tendo todas essas informações, a maior parte dos TTPs que estão em um raio de até 326 anos-luz são os mais antigos do sistema solar.

Mesmo assim, não existe nenhuma garantia de que eles possam realmente sustentar a vida. No entanto, esse estudo pode servir como um parâmetro para os cientistas que investigam possíveis lugares habitáveis e com algum tipo de vida.

“Portanto, se a vida microbiana surgiu tão rapidamente quanto na Terra em mais de 1% dos Planetas Potencialmente Habitáveis (e isso é uma grande suposição), então espera-se que o planeta semelhante à Terra mais próximo, capaz de abrigar vida, esteja a menos de 20 pc de distância [65 anos-luz]. Isso pode ser motivo para algum otimismo cauteloso na busca por indicadores de habitabilidade e bioassinaturas pela próxima geração de instalações e instrumentos terrestres de grande porte. É desnecessário dizer que as bioassinaturas serão extremamente desafiadoras de detectar. E também é possível que a vida seja tão rara que não existam bioassinaturas em um Quiloparsec (kpc) ou mais para nós detectarmos”, concluiu Madau.

Fonte: Tecmundo

Imagens: YouTube, Tecmundo

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