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10 descobertas arqueológicas realizadas graças ao aquecimento global

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Existe um lado positivo do derretimento das geleiras e outras áreas que foram congelados há séculos atrás. O derretimento do gelo está expondo artefatos históricos que ficaram bem preservados no gelo durante muito tempo. O lado ruim é que assim que os objetos são desenterrados do gelo eles começam rapidamente a se deteriorar.

Cientistas e arqueólogos de todo o mundo estão correndo contra o tempo para encontrar esses artefatos antes que eles se percam. Aqui estão 10 descobertas arqueológicas feitas graças ao aquecimento global.

Um vírus gigante de 30 mil anos

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Inspirado por cientistas que haviam sido capazes de regenerar flores silvestres com sementes de 30.000 anos de idade, dois biólogos franceses, Jean-Michel Claverie e Chantal Abergel, se perguntaram se eles poderiam fazer o mesmo com um vírus. Apesar de parecer um filme de ficção científica, eles conseguiram trazer de volta um vírus de 30.000 anos de idade, congelado e contagioso.

Felizmente para nós, este vírus só infecta amebas. O vírus é quase do tamanho de uma bactéria. O que é mais intrigante é que o vírus atacou a pobre ameba de uma forma diferente da maioria dos vírus. Outro fator que assustou os cientistas é que o vírus estava quase sem material genético apesar de seu tamanho gigante.

E se fosse um vírus contagioso entre seres humanos? Poderia tal vírus matar milhões de pessoas já que não existiria resistência natural a ele? Parece loucura, mas como mais e mais geleiras derretem, elas podem descongelar todo tipo de matéria orgânica perigosa.

Musgos

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Cerca de 500 anos atrás, na região do Ártico próximo da Ilha Ellesmere, geleiras que se descongelaram estavam cobertas de musgos e líquens. Os cientistas que viram essas plantas que cresceram depois do derretimento do gelo perceberam após testes em laboratório que os musgos eram capazes de se regenerar com sucesso e crescer novamente. Mesmo estando enterrado sob o gelo por centenas de anos, estas plantas permaneceram vivas e viáveis.

Soldados e armas da Primeira Guerra Mundial

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Durante a Primeira Guerra Mundial, a região norte da Itália, perto da fronteira com a Áustria foi palco de combates entre as forças italianas e soldados austro-húngaros, no que ficou conhecido como A Guerra Branca. Na época, era um dos mais campos de batalha distantes do conflito mundial.

Hoje, derretimento de geleiras estão desenterrando mortos e as armas usadas pelos soldados que lutaram nos Alpes. Em 2003, mais de 200 munições da Primeira Guerra Mundial surgiram em decorrência do derretimento do gelo. Muitos soldados tinham a prática de cavar uma espécie de armazém para guardar as munições na geleira.

Quando o gelo derreteus mais de 10 kg de munição foram encontrados no chão, empilhados um em cima uns dos outro. Os soldados mortos estão sendo descobertos também. O que apareceu com mais frequência foram os objetos dos soldados: agendas, pedaços de roupa, cartas, moedas.

Artefatos romanos

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Schnidejoch é uma rota que passa através das montanhas alpinas da Europa. A passagem tem sido usada há séculos pelos viajantes da Itália que vão para o norte. Os cientistas acreditam que nossos antepassados ​​europeus viajaram pela passagem Schnidejoch há 6.000 anos. Artefatos históricos inestimáveis estão sendo encontrados no local que está sofrendo com o degelo.

Os arqueólogos acreditam que os objetos correspondem a períodos de tempo quando a passagem foi aberta e as pessoas a usavam com frequência. As descobertas incluem um cinto que faz parte da túnica romana, casacos e moedas. Os cientistas também acreditam que as ruínas da passagem de Schnidejoch podem ter sido um assentamento romano ou posto avançado.

Sapatos de couro da Idade do Bronze

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Em 2006, uma descoberta surpreendente surgiu na Noruega. Um arqueólogo amador se deparou com um sapato de couro da idade do bronze surpreendentemente bem-preservado. Quando o sapato foi examinado e testado, os arqueólogos ficaram atordoados. O sapato tinha mais de 3.000 anos de idade. É um dos mais antigos sapatos já encontrados no mundo e o mais antigo já descoberto na Noruega.

Cavalo da Idade do Ferro

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A geleira Lendbreen perto de Lillehammer, na Noruega produziu muitas descobertas arqueológicas surpreendentes e bem preservadas. Em agosto de 2013, cientistas encontraram um cavalo de 1000 anos de idade. O animal é semelhante aos encontrados na Islândia. Os cientistas teorizam que o cavalo quebrou a perna e foi morto no local.

Os cientistas sabem agora que as pessoas deste período usavam cavalos para o transporte. Eles teorizam que os caçadores de renas usavam cavalos para o transporte de carcaças de renas para as vilas abaixo das montanhas.

Florestas antigas

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Cerca de 2.000 anos atrás, a geleira de Mendenhall se aproximou de uma floresta que ficava na região de Juneau, Alasca. A floresta está reaparecendo e muitas das árvores que faziam parte da área ainda estão intactas devido ao cascalho que tinha se misturado com o gelo.

William Holland e Jonathon Conville

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Caçadores da antiguidade e escaladores não são os únicos corpos que emergem do derretimento das geleiras do mundo. Em 1979, Jonathon Conville, um ex-paraquedista britânico, tentou escalar o famoso monte Matterhorn nos Alpes da Suíça. Mas durante a subida, ele e seu parceiro de escalada foram pegos por uma tempestade na face norte da montanha. Conville desapareceu, e seu parceiro foi resgatado por um helicóptero.

Mais de 30 anos depois, outro piloto de resgate de helicóptero iria observar algo que não pertencia na geleira. Perto da borda da geleira, onde ela estava derretendo, ele viu o que parecia ser os restos humanos. A equipe de busca encontrou alguns equipamentos de escalada e roupas. A etiqueta na roupa dizia “Conville.” O patologista que examinou os restos rastreou parentes vivos de Conville para informá-los que ele tinha sido encontrado.

Em 2010, no Canadá, uma geleira derretida expôs o corpo de outro alpinista morto há muito tempo. Desta vez, foi um americano chamado William Holland. Em abril de 1989, a Holland tinha desaparecido durante uma caminhada em uma montanha chamada Snow Dome. Como Conville, Holland morreu enquanto seus parceiros de escalada sobreviveram.

Túnica da Idade do Ferro Túnica

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Por volta de 300 dC, na geleira Lendbreen na Noruega, alguém esqueceu uma kyrtel (uma espécie de túnica) nos gelados alpes. Pelo menos é o que os cientistas acham que aconteceu, embora não faça sentido alguém deixar para trás seu agasalho em um lugar tão frio. O kyrtel estava bem preservado apesar dos 1700 anos de idade.

O homem da Passagem de Theodul

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A maioria das pessoas já ouviu falar de Otzi, o homem surpreendentemente bem-preservado da Idade do Cobre, que viveu em algum momento entre 3500-3100 aC. A descoberta em 1991 desse homem antigo nas montanhas alpinas e o mistério de quem ele era e como ele viveu e morreu ainda está sendo pesquisado por cientistas mais de 20 anos depois.

Menos conhecido, porém, é o homem do século 16 conhecido como “O homem da passagem de Theodul.” Apesar de não ser tão antiga como Otzi, Theodul tem sua própria história enigmática e interessante para contar.Tudo começou em 1985, quando a professora de esqui, Annemarie Julen-Lehner, estava caminhando perto da geleira de Theodul na Suíça e encontrou ossos que estavam presos no gelo que estava derretendo.

Depois de muitas análises, especula-se que o homem foi, possivelmente, um mercenário italiano que viajava da Itália para a Suíça. Montado em sua mula, ele provavelmente caiu em uma fenda e morreu. Mais de 400 anos depois, quando a geleira recuou, este homem, sua mula, e os seus bens foram redescobertos.

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