4 realidades da mudança de sexo que você não vai ver na TV

POR Rafael Miranda    EM Curiosidades      09/10/15 às 18h05

Mudança de sexo é um processo pelo qual uma pessoa altera suas características sexuais. O termo é usado para a terapia de mudança de sexo, incluindo a cirurgia de redesignação de sexo. O termo pode ser aplicado também ao processo mais amplo de mudança no papel do gênero ("viver como uma mulher" em vez de "viver como um homem", ou vice-versa).

Várias condições médicas podem resultar em uma mudança de sexo natural nos seres humanos, onde as diferenças surgem ao longo de uma vida inteira. A esmagadora maioria das alterações sexuais naturais são de uma aparência feminina no nascimento para uma aparência masculina após a puberdade. Isso pode acontecer devido a uma deficiência de desidrogenase, por exemplo.

As chamadas "fêmeas genéticas" (com dois cromossomos X) com hiperplasia adrenal congênita (falta de uma enzima necessária pela glândula adrenal para fazer a hormônios cortisol e aldosterona) acabam desenvolvendo características sexuais masculinas durante seu desenvolvimento (ou inadequadamente).

Os chamados machos genéticos (com um cromossomo X e um Y) com síndrome de insensibilidade androgênica são resistentes a andrógenos. Como resultado, a pessoa tem algumas ou todas as características físicas de uma fêmea, apesar de ter a composição genética de um macho.

O grau de ambiguidade sexual varia muito em pessoas com essa síndrome. Ela pode incluir outros distúrbios, tais como síndrome de Reifenstein que está associado com o desenvolvimento da mama em homens.

Além das mudanças naturais, também existem as mudanças através de procedimentos médicos. O termo oficial é terapia de mudança de sexo. Essa terapia consiste em um conjunto de procedimentos médicos sofridos por pessoas que querem alterar as suas características sexuais de masculino para feminino ou do sexo feminino para o masculino.

O termo também pode referir-se especificamente à cirurgia de redesignação de sexo, que geralmente se refere a cirurgia genital. O termo também é usado às vezes para os procedimentos médicos intersexuais.

O termo "mudança de sexo" às vezes é usado também para todo o processo de mudança de de gênero ("viver como uma mulher" em vez de viver como um homem, ou vice-versa), não se limitando a procedimentos médicos. Este processo é muito mais importante para transsexuais do que os próprios procedimentos médicos, embora as alterações induzidas medicamente e cirurgias possam ser necessárias para fazer uma mudança de papel de gênero no quesito social e jurídico. Isso também pode ter um impacto muito significativo no bem-estar da pessoa.

Conheça algumas realidades que a mídia pouco divulga sobre a mudança de sexo:

Pode levar muitos anos

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Mudança de sexo é geralmente precedido por um período de feminização ou masculinização. Isto é conseguido através de terapia de reposição hormonal O período mínimo mais comum de espera antes da cirurgia de mudança de sexo é de dois anos, conforme especificado pelas Normas de Cuidados da saúde do Transsexual e Transgênero.

A terapia de reposição hormonal é normalmente iniciada após um período de aconselhamento mínimo de seis meses (varia de país para país e de caso para caso). Esse período de espera pode variar de acordo com os regulamentos locais, e às vezes é inexistente. Muitas pessoas trans para evitar grandes burocracias procuram locais especializados como a Tailândia para iniciar o procedimento.

Hormônios influenciam em tudo

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A terapia hormonal muda tudo. Vamos pegar o caso de transição de um homem para mulher. Fazer a terapia hormonal envolve bloqueadores de testosterona, o que reduz os traços masculinos como pêlos no corpo e uma voz grossa. A segunda parte envolve um coquetel de remédios. Pílulas de estrogênio encolhem o pênis e redistribuem a gordura para o bumbum e quadris. Os hormônios afetam o humor e comportamento do paciente.

Procedimento cirúrgico

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A cirurgia de redesignação sexual pode ser difícil de ser feita devido a uma combinação de barreiras financeiras e falta de profissionais especializados e de confiança. Um número crescente de cirurgiões se especializando em tais cirurgias. Muitas jurisdições e conselhos médicos nos diversos países reconhecem as normas internacionais de cuidados com o tratamento do transexualismo.

Antes da cirurgia ser feita, alguns critérios são analisados. O critérios incluem o acesso a reposição hormonal ou o acesso a possíveis intervenções cirúrgicas posteriores. Por esta e muitas outras razões, muitas normas são altamente controversas, dependendo do país. A maioria dos cirurgiões exigem duas cartas de recomendação para a cirurgia de redesignação de sexo.

Pelo menos uma destas cartas deve ser de um profissional de saúde mental experiente no diagnóstico de transtorno de identidade de gênero, que conhece o paciente por mais de um ano. As cartas devem indicar que a cirurgia de redesignação de sexo é o curso correto de tratamento para o paciente.

Muitos profissionais da área médica e numerosas associações profissionais afirmaram que as intervenções cirúrgicas não devem ser necessárias para que os indivíduos transexuais alterarem a designação de sexo nos documentos de identidade. No entanto, dependendo dos requisitos legais de muitas jurisdições, transexuais e transgêneros são muitas vezes incapazes para mudar a seu sexo em registros públicos, a menos que eles possam fornecer uma carta de um médico atestando que a cirurgia de redesignação de sexo foi realizada.

Tratamento para adaptação

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O pós-operatório pode ser complicado para alguns transsexuais. Por exemplo, no caso de transsexuais masculinos, será necessário que a região seja dilatada, numa espécie de reabilitação, para que o corpo identifique e se acostume com o novo órgão genital. Além disso, podem existir dores comum de uma extensa cirurgia. Os médicos dizem, no entanto que é baixíssimo o número de pessoas que se arrependem do procedimento.

Fonte: Cracked

Rafael Miranda
Jornalista viciado em memes e amante da cultura pop.

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