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7 contos sobre Chernobyl que poucos conhecem

POR Isabela Ferreira    EM Curiosidades      26/04/18 às 16h56

26 de abril de 1986. Este foi um dia histórico, que sem dúvida, fez diversas famílias simplesmente desmoronarem mediante a todo o terror do ocorrido. Tal data marca nada menos do que o acidente nuclear de Chernobyl, o maior desastre dessa natureza que já aconteceu em todo o mundo. Tudo ocorreu na centrá elétrica da Usina de Chernobyl, que estava sob a jurisdição direta das autoridades da União Soviética.

Mesmo 32 anos após a tragédia, muitos mistérios ainda envolvem o local. Muitas histórias e contos começaram a surgir, fazendo com que o local se transformasse em um verdadeiro palco sombrio. Pensando nisso, nós aqui da Fatos Desconhecidos separamos abaixo 7 contos sobre Chernobyl que poucos conhecem. Dá uma olhada!

1 - A aldeia enterrada de Kopachi

Após todo o desastre que envolveu Chernobyl e a evacuação da região atingida, as autoridades simplesmente decidiram enterrar uma aldeia chamada Kopachi. Isso porque foi uma das mais atingidas pela radiação, a intenção era então, que ela não representasse um risco por mais tempo que o necessário.

Com exceção de dois prédios, a aldeia foi completamente demolida e teve seus escombros enterrados. No entanto, tal atitude apenas piorou toda a situação. Os elementos radioativos acabaram atingindo o lençol freático local. No fim das contas, os efeitos da radiação acabaram mesmo sendo muito mais longos do que era preciso.

2 - A usina continuou a operar até 2000

Após os principais esforços de limpeza de Chernobyl, os soviéticos decidiram manter os reatores remanescentes em funcionamento, até que a União Soviética se dissolvesse e a Ucrânia se tornasse independente. A Ucrânia anunciou que fecharia a usina em 1993.

Por outro lado, a escassez de energia e o conflito com a Rússia fizeram com que o fechamento fosse adiado... Já que 5% da eletricidade ucraniana era gerada pela usina de Chernobyl. No entanto, eles não tinham dinheiro suficiente para pagar os trabalhadores nucleares, o que acabou gerando cerca de 100 incidentes de segurança.

3 - No ano de 1991, houve um segundo incêndio em Chernobyl

Depois de tantas violações de segurança, pessoal mal treinado, negligência em protocolos e tantos outros problemas... Era evidente que um novo acidente poderia acontecer. Foi no ano de 1991 que outro grave incidente aconteceu com um dos geradores que havia restado. Houve um incêndio no reator nº 2, quando as manutenções de rotina foram acionadas. Uma onda de energia elétrica se espalhou  e iniciou o incêndio, mas por sorte, conseguiram apagar o fogo antes de ele se espalhar para outros reatores.

4 - Orçamentos nacionais ainda são direcionados ao desastre de Chernobyl

Devido a proporção da tragédia, seria normal que houvessem grandes compromissos envolvendo verba, para ajudar na manutenção das zonas de exclusão, assistência médica aos afetados e tantas outras coisas. Quase 20 anos após a tragédia, em 2005, a Ucrânia ainda gastou cerca de 7% de seu orçamento nacional para direcionar a verba a programas relacionados a Chernobyl.

Bielorrússia chegou a destinar 22% de seu orçamento. Com o passar do tempo, os gastos diminuíram significativamente, mas estima-se que esses países ainda precisem investir cerca de 5,7% de seu orçamento para ações a longo prazo.

5 - O mito dos suicidas corajosos

Segundo o que conta a história, três mergulhadores se aventuraram em uma piscina que havia abaixo do reator (água essa, que estava extremamente contaminada). A intenção era drenar a água do local, mesmo diante de toda aquela radiação. Eles supostamente teriam conseguido, morrendo logo em seguida, mas salvando milhões de pessoas de uma precipitação nuclear.

No entanto, a verdade é um pouco menos heróica. Três homens realmente entraram na piscina para ligar as válvulas e drenar a água, mas eles não tiveram que mergulhar, visto que a água batia em seus joelhos. Eles conseguiram completar a missão sem maiores dificuldades e também não morreram por causa da radiação.

6 - Detectores de radiação em usinas nucleares suecas

No dia em que ocorreu o desastre de Chernobyl, o primeiro sinal que indicou problemas fora da União Soviética, surgiu quando um funcionário entrou na usina sueca de Forsmark e gerou os alarmes de radiação. Os protocolos de emergência foram acionados e os funcionários evacuaram a fábrica.

Durante um dia, a Suécia e outros países tentaram identificar se havia realmente algum problema em Forsmark, ou em outras usinas próximas. Ao fim do dia, ficou claro que a fonte de radiação vinha da União Soviética. No entanto, foi apenas 3 dias depois que a União Soviética veio à público, anunciar o desastre.

7 - A região do desastre se tornou um santuário de animais

Temos a mania de acreditar que a Zona de exclusão de Chernobyl - área cercada ao redor da usina após o desastre - é apenas um local sem vida e sombrio. No entanto, por mais incrível que pareça, a região se transformou em um verdadeiro santuário de animais.

Por outro lado, também é válido mencionar que a saúde desses animais nunca mais foi a mesma. Começaram a desenvolver certas doenças com mais frequência e alguns apresentam até mesmo mutações genéticas. Mas, já foram mais de 30 anos desde que o acidente aconteceu, então os níveis de radiação já sofreram larga redução.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

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Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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