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7 exemplos surreais sobre a influência da mente no corpo humano

POR Isabela Ferreira    EM Ciência e Tecnologia      23/02/18 às 15h26

Cuidar da mente e do corpo nem sempre é uma tarefa muito fácil. Pode ser que estejamos em dia com um deles, mas que o outro precise de mais atenção. Costumamos enxergá-los como entidades diferentes e que precisam de cuidados específicos, o que não deixa de ser verdade. Mas as vezes esquecemos que um interage com o outro, e muito mais do que podemos imaginar.

A cada dia que se passa, os pesquisadores encontram cada vez mais evidências de que nosso cérebro é capaz de manipular de forma diferenciada a fisiologia de nosso corpo. É como se tivessem uma conexão ainda desconhecida, e que pode ser praticada por poucos de nós. Pensando nisso, nós aqui da Fatos Desconhecidos separamos abaixo 7 exemplos surreais sobre a influência da mente no corpo humano. Confere aí!

1 - Transtorno de personalidade múltipla

Também conhecida como desordem de identidade dissociativa, trata-se de um indivíduo que desenvolve duas ou mais identidades diferentes, cada uma com sua própria personalidade e inclusive, pode ter características distintas. Por exemplo, pode ser que uma identidade seja míope e a outra não, ou que uma seja diabética e a outra não. Quando isso acontece, não se trata apenas da pessoa acreditar que precisa de óculos. Seu corpo realmente sofre alterações, fazendo com que ela realmente precise usar aquilo quando assume tal identidade.

Um estudo publicado pela American Psycchiatric Press, mostrou como uma pessoa com tal transtorno reagi após ingerir um medicamento. Quando tomou o remédio com sua personalidade infantil "ativada", ele ficou relaxado e com sono. No entanto, quando tomou o mesmo remédio, com sua personalidade adulta, aquilo o deixou confuso e ansioso. É o poder da mente atuado sobre o corpo... Fascinante.

2 - Efeito Placebo

Você já deve ter escutado a palavra. Trata-se de uma substância ou um procedimento inerte, capaz de apresentar reais efeitos terapêuticos, apenas pela crença psicológica de que ele funciona. Em outras palavras, um paciente com dores de cabeça por exemplo, pode tomar um remédio que secretamente, não funciona para acabar com a dor. No entanto, pele simples fato dele acreditar que aquilo o livrará do desconforto, a dor acaba indo embora.

Existem milhares de testes ao redor do mundo que comprovam que o efeito placebo realmente funciona. Apenas para que você tenha noção, um deles foi realizado por estudantes do curso de psicologia, de Princeton. Sem que os colegas soubessem, durante uma festa da faculdade eles encheram os barris com cerveja sem álcool.

Os desavisados, depois de um longo tempo bebendo, apresentaram sintomas de alguém bêbado: faziam piadas descontroladamente, andavam cambaleando, dormiam pelo chão e todas aquelas outras coisas que sabemos que acontece nesses casos. Mais uma vez, o poder da mente se mostra mais forte.

3 - Efeito Nocebo

Este é um caso menos conhecido, mas podemos dizer que é o lado negativo do efeito placebo. Aqui, são definidos os mais diferentes eventos associados a uma expectativa ruim que a pessoa tem. Por exemplo, se você acredita que não vai conseguir fazer algo, o efeito nocebo lhe permite a crença psicológica de que você realmente não é capaz e as coisas começam a dar errado. A cura também pode ser um tratamento simulado

Um dos casos mais famosos é do australiano Vance, publicado no New Scientist. Certo dia, enquanto fazia uma visita ao cemitério, o homem se encontrou com um suposto feiticeiro que o deixou com medo: disse a ele que morreria em pouco tempo. Vance voltou para casa assustado e não demorou muito tempo até que apresentasse sintomas negativos. Dentro de poucas semanas, estava em um quarto de hospital e perto da morte. O intrigante da história é que os médicos não encontravam nada de errado com ele... Não estava doente.

Em uma conversa com um dos médicos, a esposa do homem contou sobre o encontro com o feiticeiro e sobre o que havia acontecido. Logo, o profissional percebeu do que se tratava e com a ajuda de sua equipe, organizou um tratamento simulado.

No dia seguinte, o médico disse a Vance que tinham encontrado o homem que o amaldiçoou e que tiraram dele as respostas para a cura. Que na verdade, havia um lagarto dentro dele que o consumia de dentro pra fora e que seria necessário dar-lhe uma injeção para acabar com aquilo. Na mente de Vance, tudo era verdade, permitindo que pouco tempo depois já apresentasse alto nível de recuperação.

4 - Poder da mente dos iogues

Da mesma forma que os monges tibetanos, os iogues indianos parecem ter uma habilidade incomum que atua quando meditam profundamente. Após algumas histórias de que praticantes de ioga sobreviveram meditando por 28 dias em um subsolo profundo, o cardiologista francês Therese Brosse, foi até a Índia no ano de 1936, para confirmar se aquilo poderia mesmo ser verdade. Seu estudo mostrou resultados impressionantes... Eles realmente eram capazes de diminuir sua frequência cardíaca de forma significativa, e anulavam outras necessidades fisiológicas.

Em 1950, outros pesquisadores continuaram o estudo de Brosse na Índia. Com a ajuda de equipamentos para medir a atividade cerebral, frequência cardíaca, respiração, temperatura corporal, dentre tantos outros, notaram que os iogues indianos realmente são capazes de adaptar as atividades de seu corpo apenas com a força da meditação. Alguns foram isolados dentro de ambientes onde o oxigênio era restrito, e conseguiram ficar lá por até 10 horas. Impressionante!

5 - O poder da imaginação

Já deu pra perceber que nossa mente não é fraca. Certamente você já deve ter visto algum atleta falando que antes de entrar em campo ou na arena, visualizam na mente tudo aquilo que precisam fazer. Para muitos, este pode ser apenas um exercício cerebral, mas a verdade é que ele também é uma grande ajuda corporal.

A mente é capaz de nos preparar fisicamente para certas ocasiões. Um exemplo é George Hall, que era da Força Aérea, mas que ficou preso em um presídio vietnamita por 7 anos. Segundo ele, nunca havia jogado golfe mas era um esporte que sempre admirava. Durante todos os dias de seu confinamento se imaginava em um campo de golfe, sentindo o vento em seus cabelos e colocando várias bolas no buraco.

Quando foi libertado, o convidaram para jogar um legítimo golfe. Mesmo sem nunca ter feito isso, Hall mostrou o melhor desempenho entre todos os presentes. Para muitos, era apenas sorte de principiante, mas realmente havia algo a mais... Sete anos de imaginação lhe permitiram desenvolver memória muscular em relação ao esporte.

6 - Bloquear a dor

Um escritor judeu holandês chamado Jack Schwarz, foi um dos que sofreu muito nos campos de concentração nazistas. Assim como tantos outros, foi torturado, passou fome, sofreu terror psicológico, mas conseguiu desenvolver uma técnica para suportar tudo aquilo. Começou a praticar meditação e orava todos os dias, até que desenvolveu a habilidade de bloquear boa parte de sua dor, resistindo a todo aquele terror.

Por sorte, conseguiu sair vivo do campo de concentração e passou a ser estudado por pesquisadores da Fundação Menninger. Descobriram que ele realmente era capaz de controlar algumas funções de seu corpo. Quando introduziu uma agulha praticamente toda em seu braço, não demonstrou dor. E como se não bastasse, ele conseguia fazer com que o furo sangrasse ou deixasse de sangrar na hora que quisesse. Por fim, os estudos demonstraram que ele realmente possuía atividade cerebral elétrica diferente dos outros indivíduos estudados.

7 - Meditação e positividade

Já vimos que a meditação e apositividade podem ser uma ótima resposta de nossa mente quando passamos por momentos de dificuldade. No entanto, nem sempre é fácil manter essa postura quando enfrentamos uma doença que pode destruir nossa vida, por exemplo. No entanto, segundo estudos científicos, é a melhor atitude que podemos ter.

No ano de 1989, o Dr. David Spiegel, da Universidade de Stanford, conduziu um estudo com 86 mulheres que sofriam de câncer de mama em estágio avançado. Metade delas foi submetida aos procedimentos médicos padrão, enquanto a outra metade, além disso, ainda teve apoio de um grupo de meditação. Por fim, os resultados do estudo mostraram que aquelas que passaram pelo grupo e desenvolveram maior positividade, teriam mais chances de viver por mais tempo do que o grupo que não foi submetido.

E então pessoal, o que acharam? Já sabiam o quanto a mente tem influência sobre nosso corpo? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

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Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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