
Todos temos nossos próprios conflitos internos, a diferença é a forma com que cada um lida com essas situações. Por exemplo, você deve conhecer pessoas de todos os jeitos, desde as mais estressadas e que explodem pelos motivos mais bobos, até aquelas que permanecem plenas mesmo em situações de risco. A questão é que cada uma faz uso de seus mecanismos de defesa de forma diferente.
Tais mecanismos são ações psicológicas acionadas como forma de proteção ao nosso ego. Sigmund Freud, o pai da psicanálise, teorizou sobre os efeitos que acontecimentos do dia a dia podem ter em nosso consciente. Segundo ele, nem tudo que nos ocorre é agradável, portanto, nosso ego pode considerar que sua integridade está em risco. Assim, inconscientemente mecanismos intrapsíquicos são colocados em prática, como forma de nos blindar em certas ocasiões. Alguns deles são:
A racionalização é um dos mecanismos de defesa que usamos de forma mais frequente. Trata-se de uma substituição de verdades. É como se você simplesmente mudasse o ponto de vista sobre uma situação… São as famosas desculpas que costumamos usar no dia a dia. Pode ser definida como algo que “cria desculpas falsas, mas plausíveis, para justificar um comportamento ruim.
Para exemplificar, pense em dois colegas. Um deles é rico, o outro tem condições financeiras bastante inferiores. Dessa forma, o segundo acaba roubando o primeiro, justificando o ato da seguinte forma: “ele é rico, nem vai sentir falta”… É um comportamento negativo, mas ele faz parecer justificável.
Talvez este seja um de nossos mecanismos de defesa mais injustos e inconsequentes. Trata-se de quando desviamos/deslocamos algum sentimento (normalmente a raiva) para um alvo diferente daquele de origem. Por exemplo, você discutiu com seu (a) namorado (a) e está com os nervos à flor da pele. Mas ao invés de extravasar seus sentimentos com ele (a), chega em casa e desconta tudo em sua mãe, por exemplo.
Aqui, podemos encará-la como uma “reversão para padrões comportamentais imaturos”. Trata-se de quando alguém volta a ter comportamentos infantis, por exemplo, em determinada ocasião. O adolescente pode ser usado como um exemplo bem simples. Quando seus pais não permitem que ele faça uma viagem ou vá a uma festa, então ele começa a chorar e gritar como se não fosse capaz de compreender a situação.
A identificação é um de nossos mecanismos de defesa capaz de nos ajudar a esquecer os problemas. Pode ser caracterizado como a busca de elevação da auto-estima, por meio de uma aliança imaginária ou real com determinada pessoa ou grupo social. Dessa forma, enquanto nos relacionamos, tendemos a assumir algumas características de outra pessoa. Por exemplo, quando você passa um longo período com alguém que tenha o sotaque diferente do seu, é comum que depois de algum tempo você agregue algumas expressões dessa pessoa em seu vocabulário.
O nome de tal mecanismo fala por si só. Trata-se de quando projetamos nossas próprias emoções ou pensamentos em outra pessoa. É comum que aconteça quando desenvolvemos comportamentos agressivos, nos levando a um sentimento de culpa. Dessa forma, é possível que você acuse outra pessoa de ser grossa ou muito estressada, enquanto na verdade, é você que está agindo de tal forma.
É um de nossos mecanismos de defesa que faz com que a realidade seja negada em determinadas situações. É como se você simplesmente bloqueasse, de forma inconsciente, alguns eventos que são claros para o resto do mundo. Para exemplificar podemos usar um fumante. Imagine que este fumante em específico, negue o tabagismo faz mal para a saúde… Embora existam pesquisas das mais variadas espécies que confirmem isso, ele decide negar como se tivesse autoridade no assunto.
Este é, sem dúvida, um de nossos mecanismos de defesa mais estranhos. Nesse caso, nossos impulsos internos são reprimidos e externalizados de forma completamente contrária, ou seja… Trata-se de quando nos comportamos de forma contrária ao que realmente estamos sentindo. Por exemplo, você está extremamente chateado com alguém, mas finge que tudo está normal e continua a falar com aquela pessoa como se nada tivesse acontecido, mesmo que por dentro, não suporte aquela situação.
E então pessoal, o que acharam? Já conheciam algum desses mecanismo de defesa que temos? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!






