Embora Lúcifer tenha feito algumas aparições em outras histórias, foi apenas depois de Sandman (graphic novel de Neil Gaiman) que o personagem engrenou no mundo do Universo DC. Ele chamou tanta atenção que apareceu mais vezes e até ganhou um spinoff para chamar de seu. Em um breve resumo, Lúcifer se cansa da vida que leva no inferno e decide que não quer mais viver daquele jeito. Por isso, decide fechar o local. Primeiro ele esvazia todo o inferno, mandando todas as pessoas que se encontravam lá ir embora. Para onde não seria problema dele. Em seguida, ele tranca o inferno e entrega a chave para Sandman e diz ao Rei do Sonhar que ele poderia fazer o que quisesse com o lugar.

Dessa forma, Lúcifer decide se hospedar por um tempo no mundo dos humanos. Ele se acomoda em Los Angeles e abre uma casa noturna. Por mais que a história parece absurda, os quadrinhos realmente são muito bons. Essa é base que a série de televisão homônima pegou para adaptar a história. O programa é levemente inspirado nos quadrinhos. Sendo assim, caso conheça a obra original não adianta assistir a série esperando uma adaptação certa. Apesar disso, Lúcifer vale uma conferida por si só. Confira os porquês!

1 – Ironia, sarcasmo e muitas verdades

Quem disse que o Diabo mente é porque nunca realmente conheceu Lúcifer (Tom Ellis). O personagem é um poço de sinceridade; ele mesmo acredita que mentir é uma pratica trabalhosa demais e que não vale a pena. Isso significa que ele conta a verdade sempre, inclusive sobre suas origens. Ele não nega ser o Anjo Caído, muito menos que Deus seja seu pai. Toda essa sinceridade vem munida de grande sarcasmo e ironia em suas falas. E mesmo assim, não é possível ficar com raiva do personagem. No final, desejamos saber o que Lúcifer pensa sobre qualquer coisa.

2 – Roteiro

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Por mais cético e agnóstico que o espectador seja, ainda assim é possível aproveitar de toda a referência que a série faz à mitologia cristã. Isso porque não importa em quê você acredite, crescemos em uma sociedade tipicamente cristã e, por isso, estamos acostumados a ouvir que qualquer coisa ruim é “do Diabo”. A série acerta em apostar nesses detalhes e encaixá-los nos diálogos ácidos. Por exemplo, há uma cena na primeira temporada em que Lúcifer presencia um fervoroso religioso grita na rua para quem quiser ouvir: “Olhe para este mundo! O pecado, a luxúria! Isso é o toque do Demônio”. Ao passo que ele responde: “Não, não. Não me dê créditos por tudo isso. Vocês humanos fazem muito por conta própria!”. Toques sutis que fazem diferença.

3 – Problemas diabólicos

Até mesmo o Diabo tem crise existencial. O que ele faz para melhorar? Terapia, claro. Lúcifer tem passado por alguns problemas emocionais e ele acaba procurando ajuda especializada. Ele passa a se consultar com uma terapeuta que, para variar, não acredita em toda a história que ele conta. Contudo, ela não desiste dele e encara sua história como uma metáfora para seu real problema. Durante as sessões são as poucas vezes que o personagem se apresenta mais vulnerável, mas sem deixar o sarcasmo de lado.

4 – Personagens secundários

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A série pode ser sobre Lúcifer, mas os personagens que acompanham sua jornada entre os mortais são tão interessantes quanto ele. Temos a detetive Cloe Decker (Lauren German) que desperta a curiosidade do protagonista em todos os sentidos. Mazikeen (ou simplesmente Maze), a fiel parceira de Lúcifer que o seguiu para fora dos portões do inferno. Amenadiel (D.B. Woodside), o anjo que luta para levar Lúcifer de volta ao lugar que ele pertence. E mesmo a Dra. Linda Martin (Rachael Harris), sua terapeuta. Todos esses personagens têm algo a acrescentar tanto para a história como na vida de seu protagonista.

5 – Emocional sem ser banal

Pode soar estranho, mas Lúcifer é uma série sobre família, sobre autoconhecimento e sobre encontrar seu verdadeiro lugar. Mas não se preocupe, o programa consegue ser inteligente o suficiente para ser emocionante sem açucarar a história. O drama não é forçado e somos até mesmo capazes de nos identificar nas tramas de muitos personagens. Não há muitos choros, mas até mesmo a relação de Lúcifer com Deus consegue despertar emoção.

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6 – Também é uma série policial

Lúcifer tem seu caminho cruzado com a detetive Chloe Decker e de, de alguma forma, os casos da policial sempre possuem ele como um ponto em comum. Junto a isso, Lúcifer desperta um grande interesse por ela, então, ele usa seu poder de persuasão para acabar como seu parceiro. Ele exerce um cargo de consultor. Assim, ambos acabam passando por todos os tipos de situação, desde as mais constrangedoras (para ela) às mais perigosas.

7 – Tom Ellis

O que seria de uma série intitulada Lúcifer sem o próprio Diabo? Esse papel coube ao galês Tom Ellis que é coberto de puro charme. O ator concedeu ao personagem a dosagem certa de carisma, emoção, sarcasmo e tentação. Ellis deu ao Diabo uma bela aparência, uma postura firme e comportamento duvidoso. Foi a escolha certa para um personagem tão instigante quanto Lúcifer.

Publicado em: 19/10/17 17h03