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7 surpreendentes teorias sobre famosos filmes de ficção científica

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Uma das características mais incríveis em filmes é que eles são abertos à interpretação. Sendo assim, apesar de contarem com um roteiro e terem surgido de uma ideia específica, podemos atribuir ao cinema nossos próprios significados. Então, como resultado disso, por vezes, acabam surgindo teorias que transcendem a perspectiva primária que temos da narrativa apresentada. Portanto, aproveitamos a deixa para listar abaixo algumas teorias sobre famosos filmes de ficção científica que vão te deixar de queixo caído.

7 – O garoto sem nome em Jurassic Park, alguns filmes depois, se torna o herói em Jurassic World

Em Jurassic Park (1993), vemos três crianças: Tim (Joseph Mazzello) e Lex (Ariana Richards), netos de John Hammond, criador do parque, e um outro garoto que aparece brevemente e nem chega a receber um nome. Esse “menino voluntário”, é interpretado por Whit Hertford e ajuda o Dr. Alan Grant (Sam Neill) a entregar algumas exposições necessárias sobre os raptores durante a escavação de um fóssil dos restos mortais da fera em Montana. O não se impressiona com os fósseis e compara o pequeno dinossauro a um peru. Isso leva o Dr. Grant a descrever, em detalhes explícitos e cruéis, exatamente como o raptor o atacaria, trituraria, estriparia e comeria vivo, caso o encontrasse e, por isso, é importante demonstrar respeito.

Então, anos mais tarde, uma teoria até convincente colocaria esse “menino voluntário” como Owen Grady, o ex-militar especialista em comportamento animal contratado para fazer pesquisas no novo e aprimorado parque temático de dinossauros em Jurassic World. Só para ilustrar, as principais evidências apontadas por essa teoria são que: Owen é interpretado por Chris Pratt, que tem quase a mesma idade de Hertford, e em um ponto ele comenta que entende os raptores porque eles têm “um relacionamento baseado no respeito”.

6 – Humanos já haviam estado no planeta de Pandora em Avatar

Quando Avatar (2009) foi lançado, James Cameron arrebatou o público com seus efeitos especiais e Pandora, o planeta dos Na’vi, deslumbrou todos aqueles que deram uma chance para o longa. Como resultado disso, a produção majoritariamente composta por CGI acabou se tornando a maior bilheteria de todos os tempos – pelo menos até que Vingadores: Ultimato roubasse o posto em 2019. De qualquer forma, a notável semelhança dos Na’vi de Avatar com a espécie humana, tirando a coloração azul, renderam uma boa teoria. Segundo a mesma, essa espécie é descendente de humanos e, séculos antes de Jake Sully e cia visitarem Pandora para extrair unobtanium, outro contingente humano o fez. Faz sentido, né?

5 – E.T., o Extraterrestre pertence ao mesmo universo que os filmes de Star Wars

Entre os anos 70 e 80, não houve nenhum fenômeno cinematográfico maior que a trilogia Star Wars e, seguindo a onda cósmica, E.T., o Extraterrestre também foi um sucesso colossal. Coincidentemente, as mentes por trás de ambos os universos são familiarizadas uma com a outra. Então, visto que são amigos próximos, George Lucas e Steven Spielberg colocaram divertidos easter eggs em homenagem ao trabalho um do outro em seus filmes. Nem é preciso dizer que isso foi suficiente para originar uma teoria de que E.T. é uma extensão do universo de Star Wars.
Apenas tomando como base as pistas apresentadas pelos adeptos dessa teoria, quando E.T. vê uma criança fantasiada de Yoda, ele faz muito barulho em reconhecimento, o que pode significar que ele conhece Yoda, ou uma criatura alienígena da mesma raça. Quase duas décadas depois, já na segunda trilogia da franquia, Star Wars: A Ameaça Fantasma apresenta uma cena no Senado Galáctico que oferece um breve vislumbre de uma certa delegação de criaturas que se parecem exatamente com E.T.. Coincidência? Pode ser que sim, pode ser que não. Depende, exclusivamente, da sua imaginação.

4 – George McFly sabia que seu filho era um viajante do tempo em De Volta para o Futuro

Uma das perguntas mais notáveis relacionadas à De Volta para o Futuro (1985) é: Como é que George e Lorraine McFly nunca perceberam que seu filho adolescente Marty parecia e agia exatamente como o Calvin Klein, que eles conheceram por um semana no colégio durante os anos 50, e que trabalhou duro para garantir que eles se tornassem um casal? Bom, de acordo com uma teoria de fãs no Reddit, George McFly sabia.

Aparentemente, quando Marty já estava crescido e sua semelhança com “Calvin Klein” era surpreendente, George montou as peças do quebra-cabeça, lembrando as referências futuras e anacronismos que Marty/Calvin Klein inadvertidamente soltou em suas interações, como por exemplo, falar sobre o “planeta Vulcano” de Star Trek, pedir uma Pepsi antes dela ser inventada ou tocando “Johnny B. Goode” em um baile da escola antes de Chuck Berry sequer lançá-la. No entanto, George nunca deixou isso transparecer, porque a missão de Marty foi fundamental para garantir que ele construísse uma família.

3 – O peão não é o único totem de Cobb em A Origem

Além de arrasar em filmes do Homem-Morcego, Christopher Nolan é uma referência nos suspenses de ficção científica e A Origem (2010) é uma de suas obras mais aclamadas. No longa em questão não sabemos o que é um sonho ou não. Além disso, pode muito bem haver um sonho dentro de um sonho, o que torna as coisas ainda mais complicadas para o público e para os personagens da trama que não sabem definir o que é real ou não. Todavia, para não perder seu contato com o mundo real, Cobb (Leonardo DiCaprio) carrega consigo um importante objeto físico chamado “totem”, e serve como indicador para determinar se ele está em um sonho ou não.

O totem em questão é um pião prateado – se girar sem tombar, Cobb está sonhando, mas se eventualmente tombar, é porque se aplicam as regras da física da realidade. Nolan provoca o público com um final ambíguo, em que Cobb gira um pião e depois se afasta (e a filmagem é cortada) antes que o objeto tenha a chance de parar. Porém, alguns dos fãs mais observadores de A Origem acreditam que há uma pista muito mais óbvia para saber se ele está sonhando ou não – a aliança de casamento de Cobb é seu verdadeiro totem. Em cenas explicitamente descritas como sonhos, ele está usando o anel. No mundo real, o viúvo não está usando. Isso significa que, no final, quando Cobb está sem anel, ele está de volta ao mundo real.

2 – Ao contrário dos filmes de alienígenas, em Sinais as criaturas cósmicas na verdade são demônios

Sinais (2002) apresenta o ex-padre Graham Hess (Mel Gibson) e sua família descobrindo círculos assustadores em sua fazenda, bem como luzes estranhas no céu. Assim como é de se esperar em qualquer terror de ficção científica ou filmes de suspense, esses sinais indicam a presença de alienígenas, é claro. Curiosamente, quando o público finalmente consegue um breve vislumbre das criaturas, no momento em que elas pousam e entram na casa da família Hess, eles são subjugados e destruídos por nada mais, nada menos que água. Isso mesmo, o líquido responsável por tornar a Terra habitável para a maioria dos seres vivos é o mesmo capaz de matar essas criaturas de outro mundo.

No entanto, há uma teoria sugerindo que o problema não é exatamente a água, mas sim o tipo de água. De acordo com uma interpretação, os alienígenas são na verdade demônios, asseclas de Satanás enviados de baixo para aterrorizar a Terra. A razão pela qual eles são consumidos pela água comum é porque ela saiu dos canos de uma casa ocupada por um ex-padre, tornando-se assim água benta. E então, o que achou dessa?

1 – Há mais de uma criatura aquática em A Forma da Água

Além de ter feito bonito na cerimônia do Oscar em 2018, A Forma da Água (2017) representou todo um gênero normalmente marginalizado nessas premiações ao levar a estatueta de Melhor Filme. Pois bem, a trama apresenta Elisa, uma faxineira que trabalha em um laboratório secreto do governo no início dos anos 60 e descobre ali um homem-peixe sul-americano por quem, eventualmente, acaba se apaixonando. Assim como é de se imaginar, apesar do relacionamento deles ser recíproco, profundo e significativo, a improbabilidade dessa relação é uma grande questão no enredo, afinal, Elisa é uma mulher humana e ele um homem anfíbio.

No entanto, uma teoria sugere que Elisa pode não ser humana, pelo menos não exclusivamente. Baseando-se em evidências da própria narrativa, essa especulação levanta a hipótese de que a identificação da protagonista com o homem-peixe se deve pelo fato de, assim como ele, ela não conseguir falar e possuir cortes no pescoço que acabam se tornando guelras. Além disso, ela foi encontrada quando criança perto de um rio, talvez um do qual ela tenha saído. Por fim, o fato dela ser associada à água durante o filme todo e a forma como ela se adapta facilmente às suas guelras novas, servem para reforçar essa teoria.

Fonte: Looper
Imagens: Fox Searchlight Pictures  Universal Pictures  20th Century Fox  Buena Vista Pictures  Warner Bros. Pictures.

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