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7 tiroteios mais mortais de toda a história

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Tiroteios policiais são muito comuns nos filmes de ação e atraem milhões de fãs do gênero todos os anos para os cinemas do mundo todo. Nas produções cinematográficas, no entanto, tudo é premeditado e os riscos de ferimentos graves são quase nulos. Muito diferente da realidade de policiais do mundo todo, onde os tiroteios estão longe de serem como a visão romantizada dos filmes.

Especialmente em países como o Brasil, onde, somente em 2018, o número de assassinatos foi de mais de 63 mil pessoas, cerca de 175 mortes por dia. No México ou na Guatemala, as mortes de policiais em tiroteios com criminosos são ainda maiores. Pensando nisso, hoje, listamos para vocês alguns dos piores e mais mortais confrontos armados enfrentados por policiais. Confira!

1 – Tiroteio de Norco

Norco é uma cidade localizada no estado americano da Califórnia, no Condado de Riverside. A cidade pacífica presenciou uma grande perseguição policial, em 9 de maio de 1980. Quatro homens mascarados invadiram o Security Pacific Bank. Um quinto homem aguardava, para dirigir a van em que chegaram do lado de fora. Os ladrões tinham idades entre 17 e 30 anos. Todos estavam armados com rifles semi-automáticos, bombas caseiras, granadas e coquetéis Molotov.

Quando tentavam fugir com aproximadamente 20 mil dólares roubados no banco, os bandidos foram surpreendidos pela polícia, e uma troca de tiros teve início. Uma perseguição, que percorreu cerca de 37 quilômetros, teve início depois que o motorista da van foi morto pelos policiais e os bandidos conseguiram roubar um caminhão. Na perseguição, 33 veículos da polícia foram destruídos ou danificados. Oito pessoas ficaram feridas no total.

Em Lytle Creek, na Califórnia, a gangue emboscou o policial Jim Evans e o matou. Dois dias depois, George Wayne Smith, Christopher Harven e Russel Harven foram presos. O quarto assaltante morreu, durante um confronto com a SWAT. Os três assaltantes presos foram condenados à prisão perpétua por 46 crimes, sem possibilidade de liberdade condicional.

2 –  Tiroteios ‘Red-Nest’newhall

Gangue Bonnot foi a primeira gangue conhecida a utilizar automóveis em seus assaltos. Além do mais, eles desfrutavam de uma superioridade tecnológica contra seus inimigos, no caso, a polícia. Durante um assalto a um banco em Paris, em dezembro de 1911, eles utilizaram pistolas semi-automáticas e espingardas, enquanto a polícia estava armada com revólveres ou sequer tinham armas.

Em 1912, a Gangue Bonnot era uma espécie de anti-heróis para os parisienses. Isso porque, segundo o que eles propagavam para justificar seus crimes, é que o que faziam eram um ato de resistência contra o capitalismo e a burguesia francesa. Portanto, os parisienses da classe operária os enxergavam com ‘bons olhos’.

Em abril de 1912, a gangue foi encurralada pela polícia francesa, próximo ao subúrbio de Choisy-le-Roi. Cerca de 500 policias e membros do exercito francês, bombeiros, entre outras pessoas montaram o cerco contra a gangue. Muitos tiros foram disparados em direção ao esconderijo dos criminosos. Uma caixa de dinamite seria utilizada para explodir o prédio. No entanto, os bandidos foram declarados mortos.

Porém, em 14 de maio, a polícia cercou dois outros membros da gangue, Octave Garnier e Rene Valet, em Nogent-sur-Marne. Os bandidos trocaram tiros com a polícia e os policiais decidiram usar dinamite para explodir o apartamento. Garnier morreu na explosão, mas Valet sobreviveu. No entanto, foi executado, posteriormente, pelos policiais durante um tiroteio.

3 – Incidente de Newhall

Em 5 de abril de 1970, dois criminosos foram parados pela polícia. Eram eles: Bobby Augusta Davis e Jack Twinning. Davis e Twinning, mais cedo, naquele dia, haviam tentado roubar explosivos de um canteiro de obras da cidade de Castaic, nos Estados Unidos. As pessoas, que presenciaram a ação, acabaram chamando a polícia e informado que dois homens em um Pontiac vermelho haviam tentado roubar os explosivos.

Quando dois policiais abordaram os criminosos, um tiroteio teve início. O tiroteio durou cerca de 4 minutos e meio, mas deixou quatro policiais mortos. Davis acabou sendo preso, sentenciado à prisão perpétua e morreu atrás das grades em 2009. Twinning acabou morrendo durante os confrontos, quando se matou depois de se separar de Davis e perceber que não poderia escapar da perseguição policial.

4 – ESL x DPCL

O Exército Simbionês de Libertação (ESL) foi uma organização, dos Estados Unidos, responsável por assaltos a bancos, assassinatos, entre outros atos de violência. Depois que o grupo assassinou o superintendente escolar de Oakland, na Califórnia, Marcus Foster, em 6 de novembro de 1973, o Departamento de Polícia do Condado de Los Angeles (DPCL), a Polícia Rodoviária da Califórnia e o Corpo de Bombeiros de Los Angeles montaram um cerco no suposto esconderijo da organização.

Ambos os lados estavam muito bem armados, o que resultou em um grande tiroteio. Bombas de gás lacrimogênio foram arremessadas em direção à casa. No entanto, os seis membros do ESL se recusaram a se render. Mesmo com a ameaça um incêndio, que havia se iniciado devido ao gás lacrimogênio. Todos os seis membros cometeram suicídio dentro da casa para não serem presos.

5 – Cerca da rua Sidney

O que, no futuro, ficou conhecido como ‘cerco da rua Sidney’, começou como uma série de assassinatos na região de Houndsditch, em Londres, na Inglaterra. Em 16 de dezembro de 1910, três policiais foram mortos durante uma tentativa de assalto a uma joalheria. A gangue, responsável pelos assassinatos, era chamada de ‘Leesma’. Investigações sobre os assassinatos culminaram no tal cerco, em em 3 de janeiro de 1911.

Ao chegar ao local, a polícia foi recebida a tiros. O cerco foi composto por 74 oficiais da Royal Scots Guards. Eles foram acompanhados por 35 membros da Royal Horse Artillery e 15 membros da Royal Engineers. O tiroteio só cessou às 14h30 daquele dia. Dois dos criminosos acabaram mortos, enquanto o restante da gangue acabou sendo presa. No entanto, a maioria deles foi absolvida do triplo homicídio em Houndsditch.

6 –  Massacre na rua Shannon

Investigações do Departamento de Polícia de Memphis, sobre roubo de bolsas, levaram a polícia à casa de Lindberg Sanders, em 12 de janeiro de 1983. Sanders e alguns de seus comparsas viviam na rua Shannon. Ao chegarem ao local, os dois policiais, designados para a missão, foram recebidos a tiros. Um deles foi feito de refém. Policiais de Memphis cercaram a casa e tentaram negociar com Sanders.

O criminoso enviou um aviso à polícia de que qualquer oficial, que tentasse entrar em sua casa, seria o responsável pela morte do policial feito de refém. O cerco durou cerca de 30 horas. Finalmente, a polícia decidiu invadir a casa de Sanders. Criminosos e a força policial se envolveram em um confronto de 20 minutos, resultando na morte de Sanders e de seis de seus comparsas. No entanto, eles também descobriram que o policial, feito de refém, já havia sido morto há algumas horas, tendo sido espancado e esfaqueado.

7 – Batalha de Blair Mountain

A Batalha de Blair Mountain teve seus fundamentos nas disputas entre os mineiros de carvão da Virginia Ocidental. Os mineiros dos condados de Mingo, Logan e McDowell não recebiam seu pagamento em dinheiro em espécie. Ao invés do dinheiro, eles recebiam guias emitidas por empresas. Além de inúmeras outras regras e ações, que mais prejudicavam do que beneficiavam esses trabalhadores.

Além do mais, enquanto organizações tentavam melhorar as condições de vida dos mineiros, as empresas de mineração, com a ajuda de agências de trabalho e detetives, trabalhavam para manter os sindicatos afastados das minas da Virgínia. Em 19 de maio de 1920, houve um conflito entre o chefe da polícia Sid Hatfield e o vice-prefeito do condado de Mingo, Tony Webb, contra detetives particulares da agência Baldwin-Felts, que estavam em Matewan para despejar mineiros em greve de suas casas.

O confronto resultou na morte de três detetives. Hatfield, entre outros envolvidos, foram levados a julgamento no condado de McDowell, em 1921. Em agosto daquele ano, nos degraus do tribunal, sete membros da agência Baldwin-Felts emboscaram Hatfield e Ed Chambers. Ambos foram mortos com vários tiros.

Tal assassinato inspirou centenas de milhares de mineiros a atacar. Eles iniciaram uma marcha até o condado de Mingo e pretendiam libertar diversos mineiros que estavam definhando nas prisões do condado. Ao chegarem no condado, os mineiros foram recepcionados por uma horda de 3 mil policiais, políticos e cidadãos. No topo da Montanha Blair, um ‘exército’, liderado pelo Xerife Don Chafin, que era anti-sindicalista, ergueu-se uma série de trincheiras. E um grande tiroteio começou. Os disparos começaram em 31 de agosto e a batalha continuaria até 4 de setembro.

Um esquadrão do Serviço Aéreo do Exército dos Estados Unidos, junto de 2.100 tropas de soldados, foi enviado para área para acabar com toda a hostilidade. No final, entre 20 e 100 pessoas estavam mortas. No entanto, a verdadeira dimensão das fatalidades nunca será conhecida.

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