8 fatos terríveis sobre a bomba de Hiroshima que quase ninguém sabe

POR Thamyris Fernandes    EM Curiosidades      14/08/14 às 22h31

Há quase 70 anos, o Japão vivia um dos episódios mais tramáticos de sua história. No dia 6 de agosto de 1945, a cidade de Hiroshima foi devastada por uma bomba americana, jogada sobre seus moradores. O artifício, que explodiu há 600 metros do chão, continha 60 quilos de urânio-235 e causou milhares de mortes e estragos inenarráveis.

Acontece, no entanto, que muitos dos detalhes desse acontecimento devastador ficaram restritos às vítimas, mutiladas e chocadas pela forma com que suas vidas foram devastadas. Hoje, no entanto, você vai conhecer alguns momentos, objetos e fatos sinistros sobre o grande desastre e os sobreviventes da tragédia que pouca gente conhecia até então. Confira:

1. Unhas pretas

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As unhas pretas, como a da foto, foram uma "lembrancinha" que o soldado Yoshio Hamada carregou da explosão durante toda sua vida. Na época ele tinha 26 anos e estava com as mãos expostas na janela de seu quartel. Devido ao calor da bomba, alguns de seus dedos foram mutilados, fazendo com que a pele e as unhas se desprendessem das pontas. Acontece que depois do ocorrido, unhas gigantescas e negras passaram a crescer diretamente da pele de de seus dedos atingidos. O mais impressionantes é que elas ainda contavam com vasos sanguíneos e, ao serem cortadas, sangravam muito.

2. Roupas em farrapos

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Essas foram as roupas de uma mulher, chamada Toshiko Takagi, que estava há 1.200 metros do hipocentro da bomba, no dia da explosão. O rosto da mulher ficou totalmente carbonizado, mas ela ainda conservou a consciência, pelo menos para voltar do trabalho para casa. Mas Toshiko acabou não resistindo por muito tempo. Seu marido guardou as roupas em farrapos que a ela usou naquele dia.

3. Danos pela explosão

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Quando a bomba explodiu, mesmo a 500 metros do hipocentro, a pressão era extrema, tendo uma força de 19 toneladas por metro quadrado. Isso fez com que todas as construções de madeira, em até dois quilômetros de distância, ficassem completamente destruídas. Além das vítimas dos desabamentos, milhares de pessoas tiveram partes de seus corpos cortadas ou perfuradas ao serem atingidas pelos vidros das janelas estilhaçadas, que voaram a velocidades assustadoras.

4. Portas de ferro contorcidas

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A potência da explosão foi tamanha que um Depósito do Exército, a 2.670 metros do hipocentro, foi atingido. Suas portas de ferro foram empurradas para dentro e praticamente amassadas como papel. O telhado também ficou seriamente danificado.

5. Danos pelos incêndios

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Tudo que estava próximo à explosão da bomba acabou explodindo e incendiando junto. Segundo registros do acontecido, todo combustível em um raio de 2 quilômetros do hipocentro foi queimado. As áreas incendiadas, depois de um tempo, ficaram cobertas por tudo que foi derretido pelo fogo, dando um efeito de lava aos restos do desastre.

6. Chuva negra

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Cerca de 30 minutos depois da explosão, a poeira e a fuligem espalhadas se converteram em uma chuva escura sobre parte de Hiroshima. Esta chuva caiu em um raio 30 quilômetros a partir do hipocentro, soltando fuligem radioativa por todo lugar. Devido à chuva negra, peixes em tanques e rios morreram e muitas pessoas que beberam a água dos poços sofreram de diarreia por três meses, em média.

7. Efeitos agudos

Survivors of the explosion of the Atom bomb at Hiroshima 1945 suffering the effects of radiation. ICRC photograph.

Muitas pessoas, logo após o bombardeio, começaram a apresentar sintomas de intoxicação radiativa. Os efeitos para essas vítimas foram desastrosos, uma vez que a radiação tem o poder de destruir as células, alterar a qualidade do sangue, causar danos na medula e nos órgãos vitais, causando ainda lesões gravíssimas. Dessa forma, o poder de destruição da bomba não foi latente apenas na hora da explosão, repercutindo durante anos.

8. Caixa de primeiros socorros

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Hospitais, escolas e alguns escassos edifícios que sobreviveram à explosão e ao incêndio foram transformados em estações de "alívio temporário", como eram chamados. Nesses locais as pessoas procuravam atendimento, embora os recursos fossem reduzidos. Kits médicos como o da foto foram usados para transportar suprimentos para postos do exército.

Thamyris Fernandes
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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