O mundo definitivamente não seria o que é hoje se não fosse a ciência, impulsionando e guiando a evolução da humanidade. Aparelhos eletrônicos, medicamentos, novas espécies de animais, descoberta sobre o universo, e mais um série de coisas nos fazem perceber o quanto a ciência e os indivíduos que se dedicam a ela são importantes para a nossa vida.
Entretanto, sempre quando se descobre ou se inventa algo logo vem a frase: “Deve ser um cientista japonês ou americano!”. Justamente pelo fato de a ciência no Brasil não ganhar tanto destaque como em outros países, a impressão que temos é que nunca inventamos nem descobrimos nada. Conceito totalmente errado!
Conheça agora 10 motivos para se orgulhar da ciência brasileira e prepare-se para mudar a ideia que você tem dos nossos cientistas!
O professor Hilton Rocha criou em Belo Horizonte o maior centro oftalmológico da América Latina. O Instituto Hilton Rocha realiza cerca de 1.500 cirurgias oculares por mês e foi um dos primeiros a fazer transplante de córnea. O professor criou uma técnica inovadora para aproveitar partes de uma mesma córnea em dois pacientes.
A paulista Sílvia Brandalise descobriu um novo tipo de leucemia, a síndrome de Brandalise. Desde 1978, ela dirige o Centro Infantil de Investigação Hematológica Dr. Domingos Boldrini, em Campinas, que montou praticamente sozinha e transformou em instituição de referência mundial no tratamento do câncer infantil.
Em 1904, Oswaldo Cruz dirigiu o saneamento do Rio de Janeiro e enfrentou oposição intransigente contra a vacinação obrigatória antivaríola. O povo não entendeu e se rebelou na famosa Revolta da Vacina, mas a História lhe deu razão. Transformou o Instituto Soroterápico Federal (mais tarde, Instituto Oswaldo Cruz) na primeira instituição de pesquisa científica da saúde do país .
Estudando magnetismo, o carioca Sérgio Mascarenhas criou um novo método de datação arqueológica. Seu conceito de bioeletreto mostrou que as grandes moléculas orgânicas, como o DNA, têm pólos elétricos opostos nas extremidades. Ele é o fundador do Instituto de Física e Química da Universidade de São Carlos.
O paranaense Newton da Costa inventou a lógica paraconsistente, cuja característica é admitir informações contraditórias. Programas de computador, como os que fazem diagnóstico de doenças, usam essa lógica capaz de oferecer uma resposta correta mesmo a partir de informações contraditórias.
Do óleo da mamona, o paulista Gilberto Chierice descobriu um polímero (plástico)que revolucionou a área médica e que pode ser empregado em próteses e na recomposição de ossos. Serve como cimento, bactericida, fungicida e até para substituir o gesso. Professor do Instituto de Química da Universidade de São Carlos, Chierice tem recusado empregos no exterior.
Sérgio Ferreira descobriu uma substância importantíssima contra hipertensão no veneno da jararaca. Em sua homenagem, a Sociedade de Hipertensão da Noruega instituiu o Ferreira Award. Participou da descoberta do mecanismo de ação de drogas como a aspirina, junto com o inglês John Vane, Nobel de Medicina de 1982. Ele é presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a maior entidade de cientistas brasileiros.
O doutor Fernando Galembeck, diretor do Instituto de Química da Unicamp, descobriu a osmossedimentação, um processo de aceleração da sedimentação de substâncias pela combinação com a osmose. Na separação de componentes, como os do sangue, permite usar centrífugas de baixa capacidade à velocidades 100 000 vezes maior. Também desenvolveu uma síntese de partículas, para a fabricação de pigmentos de tintas, e técnicas de aderência para plásticos e borrachas.






